Dagda

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Dagda.

O deus supremo do panteão celta parece ser Dagda. O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo.

Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão.

Dagda ("O Deus Bom", Eochaid Ollathair (“Cavaleiro Pai de Todos”), Rúad Rhofessa (“O Vermelho de Todo o Conhecimento” ou “Senhor do Grande Conhecimento”), Aed Abaid (tradução desconhecida), Dagda donn (“O marrom Dagda”), Dagda deirg (“O vermelho Dagda”), Dagda dein (“O poderoso Dagda” ou “O rápido Dagda”), Dagda duir (“O duro Dagda”), Fer Benn (“Homem dos picos”), Cerrce (possivelmente, “Golpeador”), Labair (“Barulhento”), Athgen mBethai (“Regeneração/Renascimento do Mundo”). “Dagda” também pode variar para Dagdae ou Dagán, Úaithne(harpista), é um dos deuses mais poderosos da mitologia celta é o pai de Brigth we Angus Mac Og. Dagda é um deus das artes, magia, conhecimento, clima. colheita, e da música. O seu epíteto donn, pode conectá-lo com a cor marrom. Donn, pode ser traduzido tanto como “marrom” como “escuro”. No conto conhecido como a Intoxicação dos Homens de Ulster, a túnica do Dagda é descrita como sendo “da cor do leite: cinza, parda”, e na Segunda Batalha de Moytura, sua túnica é parda.Na hipótese de Martin, ele diz que Aed Rúaid é pai de uma deusa com atributos intimamente relacionados aos cavalos – Macha Mongruad, “da juba vermelha” – e um dos títulos do Dagda é “Cavaleiro Pai de Todos”. Vale a pena observar também que o vermelho é frequentemente usado relacionando-se com personagens sobrenaturais do outro mundo, assim como o Dagda.Ollathair pode vir de uilliu, significando “maior”, o que indica que ele era maior que seu pai, athair; ou, a tradução mais bem aceita e conhecida, é oll para “grande” e athair para “pai”, indicando que ele era “um grande pai para os Tuatha Dé Danann”,

O deus supremo do panteão celta parece ser Dagda (mas em certas regiões e épocas sua consorte Danu parece ocupar essa posição). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus "básico" do qual outros deuses masculinos seriam apenas variantes. Deuses célticos são entidades não muito específicas e talvez devam ser vistos mais como preferências de cada clã do que como um panteão formal. De certa forma todos são semelhantes ao deus grego Apolo que era um deus ligado a várias áreas. Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).Outra qualidade do deus Dagda era a sua relação direta com a música e com o seu poder evocador. Dagda Possui uma harpa de carvalho vivo, instrumento que manejava com habilidade e arte e que lhe servia para mudar as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma, sem sequer repararem nisso. Da união de Dagda com Boann, a mulher do deus das águas, Nechtan, nasceu Angus, ou Mac Og. Ele é o mais parecido com um deus do amor que podemos encontrar entre os celtas. Mais tarde, sua mãe violou a proibição de visitar a fonte de Nechtan e, em conseqüência disto, apareceu afogada. Og metamorfoseou-se com o objetivo de se transformar no Boyne, o rio-modelo da mitologia irlandesa. Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).Deus da proteção, guerreiros, conhecimentos, magia, fogo, profecia, tempo, reencarnação, as artes, iniciações, o sol, restabelecimento, prosperidade e abundancia, música e harpa.Foi um dos chefes dos Tuatha Dê Danann, era um grande guerreiro, e amante de Morrigan, a deusa da guerra. Dantes da segunda batalha de Magh Tuireadh, quando visitou o acampamento dos Fomorianos (seus inimigos), em uma trégua da festa de ano novo, lhe deram gachas com leite, farinha, tocino, jabalíes e porcos como para alimentar a cinquenta pessoas normais. Baixo ameaça de morte se não o para, lhe obrigaram a lhe o comer tudo, mas o se ajudou com um caço de madeira tão grande que dentro podia dormir um casal junto e o conseguiu. Isto lhe fez engordar muito, o que não lhe impediu fazer o amor com uma garota Fomoré, que lhe prometeu ajuda mágica aos Tuatha De Danann.O primeiro atributo do Dagda, e injustamente esquecido, é o clima, e existem muitas evidências que comprovam essa teoria muito provável de ser possível, e mesmo que ele não seja necessariamente um deus do trovão, sua associação com o clima e as tempestades é bastante clara. A primeira hipótese para dar força a essa teoria é um de seus títulos, Cerrce, que alguns estudiosos acreditam ser uma derivação do prefixo indo-europeu *perkw- (que significa, “Golpeador”) que deu origem aos nomes de algumas divindades do trovão europeias como o báltico Perkunas e o Perun eslavo. Sabemos que grande parte, ou senão todas, das divindades europeias “trovejantes” recebem tal título e normalmente são retratados com armas cujos golpes fazem ressoar os trovões, como machados, martelos, e no caso do Dagda, uma clava, como veremos mais adiante; na Segunda Batalha de Moytura, a clava do Dagda é chamada de “forquilha com rodas” (gabol gicca rothach), e o estudioso Scott A. Martin interpreta a forquilha sendo o relâmpago, e o barulho das rodas, o trovão. Outro de seu título, Labair, é traduzido pela estudiosa Elizabeth Gray como “falador, arrogante ou orgulhoso”, e o estudioso Sayers acrescenta, “barulhento”; assim, se considerarmos que o Dagda é uma divindade relacionada aos trovões e ao clima, “barulhento” e “falador” seriam adjetivos apropriados. Existe também uma associação do Dagda com o carvalho, e aqueles familiarizados com mitologias europeias perceberão a ligação que divindades “trovejantes” possuem com tal árvore, como o nórdico Thor ou o helênico Zeus, por exemplo. Um de seus “sobrenomes”, duir (de Dagda duir), é traduzido como “firme, duro ou forte”, e estudiosos colocam que a origem de tais adjetivos se encontram na raiz indo-europeia *dorw-, que também deu origem à dair, “carvalho”. Além disso, na Segunda Batalha de Moytura, quando Dagda se encontra com Ní Indech, a filha de um dos reis fomorianos, ela diz que será uma pedra e um carvalho em cada vau que ele atravessar, e prontamente ele responde que pisará em cada pedra e golpeará “com seu machado” (veja aqui que a arma do Dagda é referida como um machado, e não uma clava) cada carvalho que encontrar, e a marca desses golpes permaneceriam naqueles lugares para sempre, levando-nos a ver que tais marcas são realmente associadas a divindades trovejantes, deixando marcas na paisagem através de seus golpes de relâmpagos.

Dagda, o bom deus.jpg

Os filhos de Danu, ganharam a batalha, graças ao deus solar Lugh, os Fomoré retiraram-se baixo o mar e Dagda era muito respeitado.O caldeirão, o mais marcante de todos os objetos de Dagda, é associado a fartura e regeneração. Conhecido como o inesgotável, era capaz de alimentar eternamente seus seguidores. Além disso, os guerreiros feridos que fossem mergulhados no caldeirão eram curados.O caldeirão de Dagda faz parte do conjunto de objetos mágicos, conhecido como os Tesouros dos Tuatha Dé Danann. Além dele, temos a lança mágica de Lugh, a espada de Nuada e a Lia Fáil, a “Pedra do Destino”. Interessantemente, estes tesouros podem ser associados aos quatro elementos que constituem os fundamentos da magia: O caldeirão, está associado ao elemento Água, a lança, está associada ao elemento Fogo, a espada que corta o Ar está associada a este elemento, e a Lia Fáil, símbolo de quem governa a terra, é associada ao elemento Terra. Esses quatro elementos juntos, trazem o equilibro ao universo e são os elementos necessários para a perfeita prática da magia , atributo marcante entre os Tuatha Dé Danann e principalmente de Dagda. Dagda era tido como insassiavel na comida e no sexo, tinha o pênis grande, e força sobrenatural, ofereceram a ele leite, farinha e gordura, adicionando cabras, ovelhas e porcos, que o mesmo comer em segundos.

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