Dario Rafael Callado

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Dario Rafael Callado
Retrato de Dario Rafael Callado.jpg
Dario Rafael Callado
Nome completo Dario Rafael Callado
Nascimento 1833
Montevidéu
Morte 1867
Rio de Janeiro
Progenitores Mãe: D. Carolina Juanicó de Callado
Pai: Marechal João Chrisostomo Callado
Educação Formado em Direito na USP
Ocupação Chefe de Polícia da Côrte
Outras ocupações Promotor da Província de Estrella
Chefe de Polícia de Minas Gerais
Juiz de Direito de Minas Gerais
Chefe de Polícia do Rio Grande do Sul
Juiz de Direito do Rio Grande do Sul
Religião Católica

Dario Rafael Callado (Montevidéu, 1833 - Desaparecido, 1867), filho do Marechal João Chrisostomo Callado e de D. Carolina Juanicó de Callado, foi um magistrado e chefe de polícia da Côrte.

Formado em direito pema Academia de São Paulo, o dr. Dario Callado dedicou-se a magistratura, tendo sido Promotor da Estrella, Juiz de Direito e chefe de polícia em Minas Gerais e depois no Rio Grande do Sul.

Influente da Província de São Pedro, teve papel destacado nos fatos sucedidos na Rua do Arvoredo, já que, José Ramos era um de seus homens de confiança, subvencionado para trabalhar em missões secretas. Dario Rafael Callado acumulava as funções de Chefe de Polícia e Juiz de Direito na época. Na condição de Juiz de Direito, Dario Callado sentenciou José Ramos nas penas de crime de latrocínio, condenado à pena de morte por enforcamento por seus crimes (a pena depois foi comutada como prisão perpétua)[1]

Por decreto em 3 de março de 1866, foi nomeado Chefe de Polícia da Côrte, em substituição ao dr. Olegário Herculano de Aquino e Castro, que exercia o cargo interinamente.

Desaparecimento[editar | editar código-fonte]

Na época o dr. Dario Callado se encontrava um pouco adoecido, e por conta do receio de sua família, sempre andava acompanhado por seu empregado Malaquias.

Residente no Rio de Janeiro, tinha por habito dar um pequeno passeio após o jantar no entorno de sua casa.

Numa tarde de 1868, saiu de sua residência e caminhou até a Praça Tiradentes, onde sentou-se em um dos bancos para ler o jornal. Em certo momento, notou que havia esquecido sua caixa de rapé, uma espécie de caixa para guardar o tabaco. Assim, solicitou a seu empregado Malaquias que retornasse a sua residência para buscar o objeto esquecido.

No momento em que Malaquias retornou, dr. Dario Rafael Callado já não se encontrava mais naquele local. Tendo sido procurado pelas casas da região sem nenhum sucesso.

Assim, nunca mais se soube do Chefe de Polícia da Côrte em 1867, dr. Dario Rafael Callado.

Com o desaparecimento do dr. Callado, surgiram diversas versões para o fato. A primeira dizia que teria sido assassinado pela maçonaria para que não mandasse prender um maçon perseguido injustamente. Depois os rumores diziam que o desaparecimento de dr. Callado se prendia a uma outra questão, sucedida anteriormente. E, enfim, que dr. Dario Callado havia se suicidado, atirando-se por um bueiro na Praça da Constituição.

Como esta última versão poderia ser verdadeira, um amigo fretou um navio e por três dias seguidos navegou pela costa do Rio de Janeiro afim de procurar o cadáver do Chefe de Polícia. Nada foi encontrado.

Cerca de 20 anos depois, apareceu em Niterói, na casa de um dos membros da família de dr. Dario Callado, um monge franciscano, pedindo com muito interesse que o deixassem falar com um sobrinho do dr. Dario a respeito do desaparecimento. Porém, sem sucesso em encontrá-lo.

Dario Rafael Callado

[2][3]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  1. Elmir, Claudio Pereira (2004). A História Devorada. No Rastro dos Crimes da Rua do Arvoredo. Porto Alegre: [s.n.] 
  2. Vida Policial. Rio de Janeiro: [s.n.] 1927. p. 6-7 
  3. Callado, Antonio (1953). Esqueleto na lagoa verde. Rio de Janeiro: [s.n.]