Depressão de consanguinidade

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Exemplo de depressão de consanguinidade. Um variante recessivo torna-se mais frequente por cruzamento de indivíduos aparentados.

Depressão de consanguinidade ou depressão por endogamia[1] (inbreeding depression) é uma redução da aptidão numa dada população como resultado de cruzamentos entre indivíduos relacionados.[2] Cruzamentos entre indivíduos relacionados, resulta em que características deletérias recessivas se manifestem. Quanto mais próximos o casal reprodutor é, maior o número de genes deletérios homozigóticos que os descendentes podem ter, resultando em indivíduos pouco aptos. Um outro mecanismo responsável é a sobredominância de alelos heterozigóticos levando a uma redução na aptidão de uma população com muitos genótipos homozigóticos, mesmo que não sejam deletérios. Actualmente não se sabe qual dos dois mecanismos é mais importante. Em geral, populações com mais variação genética não sofrem de depressão de consanguinidade. A depressão de consanguinidade é muita vez resultado de um efeito de gargalo. Depressão de consanguinidade parece estar presente na maior parte de grupos de organismos, mas é talvez mais importante em espécies hermafroditas, predominantemente plantas. A maioria das plantas são hermafroditas e são por isso capazes de ter os graus mais severos de consanguinidade.

Referências

  1. Simon, Gustavo André; Carlos Alberto. «Depressão por endogamia em populações de milho-pipoca». Bragantia. 63 (1): 55–62. doi:10.1590/S0006-87052004000100006. ISSN 0006-8705 
  2. «Consanguinidade e heterose — depressão de consanguinidade». Consultado em 22 de maio de 2013 
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