Dingo

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Dingo australiano

Dingo australiano
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Canis
Espécie: C. lupus
Subespécie: C. l. dingo
Nome trinomial
Canis lupus dingo
(Meyer, 1793)
Distribuição geográfica
Dingo-map.png

O dingo (Canis lupus dingo ou Canis dingo) é uma espécie de canideo selvagem encontrado na Austrália cujo status taxonômico continua a ser alvo de debate por parte da comunidade cientifica. O dingo é o maior predador terrestre da Austrália, e desempenha um papel importante como principal predador. No entanto o dingo continua ser considerado praga por parte de alguns criadores de gado, devido a ataques aos seus rebanhos. Por outro lado, sua predação sobre coelhos, cangurus e ratos pode ser benéfica para os produtores.

Para alguns australianos o dingo é considerado um ícone cultural. A sua introdução é visto como a principal causa para a extinção do tilacino ou tigre da tasmânia a dois mil anos, embora estudos recentes desafiem essa visão. Esses cães selvagens possuem um papel proeminente na cultura dos aborígenes australianos com varias histórias e cerimonias eles também são retratados em esculturas e pinturas rupestres.

O dingo habita principalmente pastagens, desertos e bordas de florestas. Eles geralmente fazem suas tocas em buracos de coelhos ou troncos caídos, normalmente próximos a cursos d'' água permanentes. Apesar de ser um eficiente predador, está listado como vulnerável pela IUCN. Propõe-se que isto seja sobre tudo devido à poluição genética: um conceito controverso segundo qual o cruzamento com cães domésticos pode diluir as adaptações únicas do dingo que lhe permitiram viver no ambiente australiano.

História[editar | editar código-fonte]

Um dingo macho adulto de pelagem tipica

Os dingos chegaram à Austrália há cerca de 4000 anos, trazidos por navegadores austronésios, e não com os primeiros aborígenes. Espalharam-se rapidamente pelo continente australiano e pensa-se terem afetado significativamente o ecossistema, contribuindo para a recessão dos carnívoros marsupiais (já em declínio). Com a chegada dos colonos europeus e os rebanhos de ovelhas, os dingos começaram a ser perseguidos e caçados como ameaça, assim como aconteceu com o tigre-da-tasmânia, que foi extinto. Nos anos da década de 1880 construiu-se uma barreira de cerca de 8500 km de comprimento, com o objectivo de manter os dingos afastados do sudeste australiano, onde se concentravam as quintas (fazendas), e proteger os rebanhos. À data, era a maior estrutura já construída pelo homem.

Distribuição geográfica e habitat[editar | editar código-fonte]

Só é possível dar uma descrição grosseira da área de distribuição do dingo e da densidade populacional correspondente. Dar uma avaliação exata da distribuição dos dingos e outros cães domésticos é difícil, uma vez que a extensão exata do cruzamento entre os dois não é conhecida. A seguinte informação sobre a distribuição da espécie aplica-se a cães classificados como dingos com base na cor do pelo, na forma do corpo e no ciclo de reprodução. Portanto, os mapas que ilustram sua ocorrência podem não estar exatamente precisos.

Hoje, os dingos vivem em muitos habitats, incluindo florestas montanhosas do leste da Austrália, desertos no centro do pais e zonas úmidas das florestas tropicais do norte australiano. A ausência da espécie em muitas áreas de pastagens australianas provavelmente deve-se a perseguição humana. Com base nas características do cranio, tamanho, cor da pelagem e ciclos de reprodução, diferentes populações regionais não puderam ser vistas na Austrália.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Cerca de 170 espécies diferentes (de insetos a búfalos) foram identificados como parte da dieta do dingo. Em geral, o gado parece constituir apenas uma pequena proporção em sua dieta. Em pesquisas feitas em todo o continente, 80% da alimentação dos dingos consistiam principalmente nas seguintes espécies: os cangurus-vermelhos, gado, ratos, gambás comuns, wallabys, coelhos europeus, e vombates.

Estado de conservação[editar | editar código-fonte]

O dingo encontra-se relativamente ameaçado devido à proliferação da espécie humana pelo seu habitat. O estado de conservação deste canídeo é classificado como «vulnerável».

Características[editar | editar código-fonte]

Um dingo médio possui 52-60 cm de altura nos ombros e mede entre 117 e 154 cm de comprimento da ponta do nariz até a ponta da cauda. O peso médio é de 13 a 20 kg, no entanto alguns registros indicam machos adultos com até 35 kg, machos são relativamente mais pesados que as fêmeas de mesma idade, populações do norte da Austrália tendem a ser maiores em tamanho que aquelas existentes no sul.

Variação branca do dingo.

A pelagem de um dingo adulto é curta e macia, espessa na cauda, e varia em espessura e comprimento de acordo com clima. A cor do pelo é principalmente castanho avermelhado, mais pode incluir padrões bronzeados e às vezes até preto, marrom claro ou branco. Os dingos completamente negros podem ter sido mais prevalentes na Austrália no passado, mas raramente foram vistos no últimos tempos.

A maioria dos dingos possuem pelos pouco bi-coloridos, com pequenas manchas brancas no peito, focinho, pernas e patas. Dingos puros também podem ser encontrados com cores brancas ou creme, mais não devem ser confundidos com animais albinos, e também pretos ou bronzeados. No caso de indivíduos avermelhados, pode haver pequenas e distintas manchas escuras nos ombros.

Classificação Taxonómica[editar | editar código-fonte]

A classificação taxonómica deste canídeo é considerada, tal como a do cão, controversa já que alguns cientistas argumentam que o dingo deve ser inserido na espécie «Canis Lupus» ou lobo enquanto que alguns outros o classificam como espécie distinta.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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