Dipylidium caninum

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaDipylidium caninum
Dipyl can worm1.JPG
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Platyhelminthes
Classe: Cestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Dipylidiidae
Gênero: Dipylidium
Espécie: D. caninum
Nome binomial
Dipylidium caninum
Linnaeus, 1758

Dipylidium spp É o gênero de cestódeo mais comum dos caninos e felinos domésticos. Seus hospedeiros são o cão, o gato e raramente o homem. Tem como hospedeiros intermediários a pulga e piolhos que são os responsáveis pela alta infestação dos animais domésticos. Localizam-se no intestino delgado (URQUHART et al., 2008).

Morfologia Dipylidium é um cestódeo muito mais curto que Taenia, o comprimento máximo sendo de aproximadamente 50 cm. O escólex tem um rostelo protrátil, guarnecido com quatro ou cinco fileiras de pequenos ganchos (URQUHART et al., 2008). As proglotes maduras são mais longas que largas e contêm dois conjuntos de órgãos reprodutivos masculinos e femininos. O útero em desenvolvimento exibe a forma de uma rede, que, quando o segmento fica grávido, eventualmente fragmentam-se em unidades distintas denominadas sacos ovíferos. Cada saco ovífero pode conter de cinco a trinta ovos. Os segmentos grávidos são consideravelmente mais longos que largos e seu contorno é semelhante a de um barril quando eles aparecem nas fezes ou na região perineal (MARKELL ; VOGE, 2003).

Ciclo Evolutivo Os segmentos eliminados são ativos e podem mover-se na região da cauda do animal. As oncosferas são contidas em aglomerados ou cápsulas, cada uma contendo cerca de vinte ovos, que são ou expelidos pelo segmento ativo ou liberados por sua desintegração. Depois de ingeridas pelo hospedeiro intermediário, as oncosferas seguem para a cavidade abdominal, onde se desenvolvem em cisticercóides. Todos os estágios do piolho mordedor podem ingerir oncosferas exceto a pulga adulta, que possui peças bucais adaptadas para perfuração, e a infecção é adquirida apenas durante o estagio larval, que tem peças bucais mastigadoras. O desenvolvimento no piolho, que é permanentemente parasita e, portanto desfruta de um ambiente quente, dura cerca de trinta dias, mas na larva de pulga e no adulto que estão crescendo no casulo, ambos no solo, o desenvolvimento pode prolongar-se por vários meses. O hospedeiro definitivo infecta-se por ingestão da pulga ou do piolho contendo os cisticercóides, e o desenvolvimento na forma patente, quando são eliminados os primeiros segmentos grávidos, prolonga-se por cerca de três semanas (URQUHART et al., 2008).

Sintomatologia As infecções leves são freqüentemente assintomáticas. Indivíduos com maior infecção eliminam segmentos os quais “rastejam” ativamente pelo ânus causando desconforto e produzindo prurido anal. Os animais também podem apresentar dor abdominal, enterite, vômito e casos mais crônicos podem ainda resultar em distúrbios nervosos (FOREYT, 2005). Ocasionalmente um segmento do cestódeo pode penetrar no saco anal e causar inflamação e muito raramente, um grande número de helmintos pode causar obstrução intestinal (NELSON E COUTO, 2006).

Diagnóstico O diagnóstico desta doença é realizado pelo achado do Dipylidium spp. nas fezes ou ao redor do períneo das proglotes características ou, mais raramente, dos sacos ovíferos (MARKELL ; VOGE, 2003; NELSON ; COUTO, 2006). Se o segmento for recém eliminado, pode-se fazer a identificação preliminar pelo formato alongado e pelos órgãos genitais duplos que podem ser vistos com uma lente de aumento. Se estiver ressecado e deformado, será necessário rompê-lo com agulhas umedecidas, quando as cápsulas ovígeras serão facilmente observadas com um microscópio, diferenciando, assim, o segmento do Dipylidium spp. do segmento de espécies de Tênia, que contém apenas oncosferas isoladas (URQUHART et al., 2008). O exame para detecção de cápsula ovígeras nas fezes para diagnóstico é realizado utilizando o método de Dennis, Stone e Swanson, que tem como princípio o método de sedimentação, esta técnica é realizada misturando-se dois gramas de fezes em 30 mL de solução detergente, é tamisado passando para o cálice de sedimentação e repousa por 10 minutos, despreza-se o sobrenadante, adiciona-se mais 30 mL de solução detergente ao sedimento e repousa por mais 10 minutos, despreza-se novamente 14 o sobrenadante e adiciona-se uma gota de lugol ao sedimente, deixa em repouso por 5 minutos, com o auxílio de uma pipeta coloca-se algumas gotas do sedimento entre lâmina e lamínula para ser examinado ao microscópio (HOFFMANN, 1987).

Tratamento Na infecção por Dipylidium, o tratamento e controle devem ser instituídos juntos, pois evidentemente não se justifica eliminar o verme adulto e ao mesmo tempo deixar um reservatório nos ectoparasitos do animal. Portanto, é utilizada a administração de antihelmínticos.

Notas e referências

https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2013/05/patricia_schneider.pdf