Eleições gerais no Botsuana em 2009

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As eleições gerais botsuanas de 2009 foram realizadas em 16 de outubro. Elas foram as décimas eleições gerais desde a independência do país em 1966. O Parlamento do Botswana tem 61 assentos, dos quais 57 são escolhidos através de um sistema de pluralidade dos votos, o que significa que existem no país 57 distritos eleitorais, e cada um elege um deputado. Os outros quatro assentos do Parlamento são escolhidos pelos deputados eleitos. Além do Parlamento, os eleitores também escolheram seus representantes nos conselhos locais.

Partidos[editar | editar código-fonte]

Todos os partidos que conquistaram assentos no Parlamento nas eleições gerais de 2004 competiram no pleito de 2009: o Partido Democrático do Botswana (PDB), a Frente Nacional do Botswana (FNB) e o Partido do Congresso do Botswana (PCB). Vários partidos pequenos também participaram do pleito, assim como 15 candidatos independentes em 13 distritos eleitorais.

O PDB lançou candidatos em todos os 57 distritos do país. Seu líder, o atual presidente da nação, Ian Khama, não lançou sua candidatura, mas seu vice, Mompati Merafhe, concorreu por seu assento em Mahalapye West. O PDB ganhou todas as eleições em Botsuana desde a independência do país.

O líder da FNB, Otsweletse Moupo, também não lançou sua candidatura. Ele pretendia concorrer à reeleição pelo distrito de Gaborone West North, mas perdeu nas primárias do partido. Especulou-se, então, que ele tentaria a indicação do partido pelo distrito de Gaborone South, mas Moupo acabou decidindo não participar do pleito. Nas eleições gerais de 2004, Moupo havia concorrido pelo distrito de Selebi-Phikwe West, mas perdeu para o candidato do PDB Kavis Kario. Ele foi eleito para o Parlamento pelo distrito de Gaborone West North num pleito organizado em 2005 após a morte do deputado do FNB Paul Rantao.

O PCB é aliado do Movimento da Aliança do Botswana (MAB) e eles apóiam os candidatos uns dos outros. O PCB-MAB lançou candidatos em 46 distritos eleitorais, apesar de que apenas 36 foram citados no website da coligação. O líder do PCB, Gilson Saleshando, concorreu à eleição pelo distrito de Selebi-Phikwe West, cujo assento pertencia a Kavis Kario do PDB antes da eleição.

Pesquisas de opinião[editar | editar código-fonte]

Poucas pesquisas científicas de opinião foram feitas durante a campanha eleitoral, o que impediu medir precisamente a opinião pública.

Data Instituto PDB FNB PCB Outros / Nenhum
28 de setembro16 de outubro de 2008 Universidade do Botswana / Afrobarometer 63% 13% 8% 10%

Problemas[editar | editar código-fonte]

O PDB experimentou grandes problemas internos antes das eleições, com o presidente Khama ameaçando expulsar do partido o ex-ministro de seu gabinete Daniel Kwelagobe, líder da facção Barata-Phathi do BDP. Apesar de Khama e Kwelagobe terem feito as pazes, a estabilidade dentro do PDB foi seriamente abalada.

Como as eleições são organizadas por policiais e oficiais de votação, foi planejado para que estes votassem antes do eleitorado em geral em 29 de setembro. Entretanto, devido a um problema de impressão na tipografia de Joanesburgo responsável pela fabricação das cédulas eleitorais, o pleito dos policiais e dos oficiais foi suspendido. Eles tiveram que votar em 16 de outubro, com o resto do eleitorado, o que representou um problema para os oficiais estacionados em seções eleitorais longe daquelas em que votam. O PCB ameaçou processar a Comissão Eleitoral Independente por causa do problema.

Resultado[editar | editar código-fonte]

O PDB conquistou a maioria dos assentos e formará o novo governo. O partido opositor FNB perdeu metade dos assentos que havia conquistado nas eleições anteriores. Já a aliança PCB-MAB conquistou quatro assentos a mais do que no último pleito.

Partido Votos % +/– Assentos +/–
Partido Democrático do Botswana 45 +1
Frente Nacional do Botswana 6 −6
Partido do Congresso do Botswana 4 +3
Movimento da Aliança do Botswana 1 +1
Partido do Povo do Botswana 0 ±0
Movimento Marx, Engels, Lênin, Stálin 0 ±0
Organização Tlhoko Tiro 0 ±0
Independentes 1 +1
Fonte: Comissão Eleitoral Independente

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]