Encefalite equina do oeste

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Encefalite equina ocidental
Vírus da encefalite equina ocidental
Classificação e recursos externos
CID-10 A83.1
CID-9 062.1
MeSH D004667
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Encefalite equina do oeste ou Encefalomielite equina ocidental (EEO) é uma doença viral causada por um alphavirus transmitido por mosquitos que afeta humanos, equinos e aves. Essa encefalite viral é endêmica do oeste do continente americano e mais comum em crianças. [1]

Causa[editar | editar código-fonte]

O vírus da EEO é transmitido por mosquitos Culex e Aedes usando diversas aves silvestres servem de reservatório. É difícil de diagnosticar porque é um vírus de difícil cultivo e causa sintomas muito similares a outras encefalites ou encefalomielites.

Apesar de que no Brasil é mais comum a encefalite equina do leste(EEL), o vírus da EEO foi encontrada em aves da Amazônia, no Pantanal e na mata atlântica do Rio de Janeiro.[2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Depois de 4 a 10 dias de incubação os sintomas possíveis incluem[3]:

  • Dor de cabeça intensa
  • Náuseas ou vômitos
  • Vertigem
  • Febre
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar
  • Dor muscular ou/e articular
  • Confusão mental
  • Déficits neurológicos focais (incomum)
  • Convulsões (apenas em bebês)
  • Sonolência
  • Rigidez do pescoço (quando afeta meninges)
  • Mal-estar e fraqueza
  • Sensibilidade a luz
  • Calafrios
  • Paralisia do nervo craniano (raro)

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Cultivo celular como Vero ou em ratos, ou estudos serológicos de anticorpos como ELISA indireto.

Tratamento e prevenção[editar | editar código-fonte]

Não existem vacinas ou tratamento específico para esse vírus. O controle do mosquito e uso de repelentes e telas é a melhor forma de evitar a doença.

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

É fatal em apenas 3%, o que a diferencia muito da encefalite venezuelana e encefalite do leste, que são dez a vinte vezes mais fatais respectivamente. Porém, em 30% dos casos em bebês deixam sequelas neurológicas. Quanto mais sintomas neurológicos pior o prognóstico.[4]

Referências

  1. http://emedicine.medscape.com/article/233568-overview#a6
  2. Vasconcelos PF, Travassos Da Rosa JFS, Travassos Da Rosa APA, Degallier N, Pinheiro FP, Sá Filho GC. Epidemiologia das encefalites por arbovirus na Amazônia brasileira. Rev Inst Med Trop São Paulo 1991;33:465-76.
  3. http://emedicine.medscape.com/article/233568-clinical
  4. http://emedicine.medscape.com/article/233568-overview#a7