Energia eólica em Portugal

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Parque eólico na serra da Lousã

A energia eólica em Portugal começou a ser aproveitada no país para geração de energia elétrica em 1986,[1] quando foi construído o primeiro parque eólico do país, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.[2] [3] Seguiram-se-lhe o Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria, nos Açores (1988)[4] e, em Portugal Continental, o Parque Eólico de Sines (1992).

Em 2001, a potência eólica instalada era de 114 MW, distribuída por 16 parques com um total de 173 aerogeradores. Em 2004, já existiam 441 aerogeradores espalhados por 71 parques, que representavam uma potência de 537 MW.

2007[editar | editar código-fonte]

No fim de 2007, Portugal era o décimo produtor mundial de energia eólica em termos absolutos, e o quarto em termos relativos, tendo em conta a sua área e população. Segundo o relatório de 2007 do Global Wind Energy Council (GWEC), Portugal tinha uma capacidade instalada de 2 150 megawatts (MW), o que representa 2,3% do mercado mundial.[5]

2008[editar | editar código-fonte]

Em 2008 produziam 4 por cento do consumo final de electricidade.

Portugal possuía 1 427 aerogeradores no final de Agosto de 2008, representando uma potência eólica instalada de 2 672 megawatts (MW) distribuída por 164 parques eólicos.

2009[editar | editar código-fonte]

No final de Agosto, a energia produzida tinha uma potência instalada de 3 430 MW, distribuída por 191 parques, com um total de 1 826 aerogeradores.[6]

Por cada 100 Watt de electricidade consumidos em 2009, 15,03 Watt vieram do vento, um valor que eleva o país do terceiro para o segundo lugar mundial no contributo de energia eólica, atrás da Dinamarca e à frente da Espanha.[7]

2010[editar | editar código-fonte]

Em Fevereiro de 2010 Portugal ocupa o sexto lugar no ranking europeu e o nono no mundial de potência instalada com 3 535 megawatts (MW).

Em 2010, produziram-se em Portugal cerca de 9 025 gigawatts de energia eólica, mais 20 por cento que em 2009. Este valor representa 17 por cento do consumo anual (em cada hora de consumo 10 minutos resultam de produção eólica).

A Alemanha e a Espanha lideram a potência instalada europeia, com 25 104 e 19 149 MW, sendo o total da União Europeia de 74 767 MW.

A nível mundial, os 3 535 MW de potência cumulativa portuguesa representam 2,2 por cento do total, numa tabela liderada pelos Estados Unidos com 22,3 por cento (35 159 MW), seguidos pela China (25 777 MW, 16,3%).[8]

2011[editar | editar código-fonte]

Em 2011, Portugal tem 206 parques eólicos a potência eólica instalada era de 4000MW, ou seja o necessário para produzir cerca de 15% da electricidade consumida em Portugal.

2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Portugal está na décima posição a nível mundial, com 4398 MW de potência instalada. Em 2012, a energia de origem eólica abasteceu mais de 20% do consumo elétrico do país[9] .

2013[editar | editar código-fonte]

Em 2013, Portugal tinha quase 2.500 aerogeradores espalhados por zonas montanhosas e costeiras produzindo cerca de um quinto da eletricidade consumida.

Em termos geográficos, Viseu é o distrito líder no que se refere à produção de energia elétrica a partir do vento, com quase um quinto da capacidade instalada (934MW), seguido por Coimbra (599 MW) e Vila Real (589 MW).

O Alentejo é a região do país onde existem menos condições para o investimento.

Depois de terem mudado a paisagem em terra, realizam-se testes sobre a viabilidade do investimento em parques eólicos no mar, estando já em pleno funcionamento a primeira eólica 'offshore', o WindFloat, ao largo da costa portuguesa, perto da Aguçadoura (Póvoa de Varzim), um projeto liderado pela EDP.

Portugal ocupava no final de 2013 a sétima posição na produção eólica na Europa, com os 4.730 MW de potência instalada, um ranking que é liderado pela Alemanha, que tem uma capacidade sete vezes superior (33.730MW).[10]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]