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Escamudo

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaEscamudo
Pollachius virens
Pollachius virens
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Gadiformes
Família: Gadidae
Género: Pollachius
Espécies
  • Pollachius virens
  • Pollachius pollachius

O escamudo, escamudo-negro, ou paloco é um tipo de peixe da família do bacalhau (Gadidae)[1] cujo nome científico é Pollachius. O nome deriva do facto destes peixes possuirem escamas de cor mais escura e mais pronunciadas que as do bacalhau comum.

O escamudo pode atingir os 130 cm de comprimento e a sua carne, quando cozinhada, ainda que semelhante, é mais escura que a do bacalhau. Em termos de categorias piscatórias, o escamudo do Atlântico é geralmente considerado um peixe branco. Tradicionalmente uma fonte popular de alimento nalguns países, como a Noruega, Portugal, ou Reino Unido, é usado como uma alternativa mais económica e versátil do que o "bacalhau" dito bacalhau da Noruega. A pesca excessiva do bacalhau no Atlântico Norte, pôs em causa a sua sustentabilidade, quotas de pesca e outras restrições foram impostas a países como Portugal que historicamente pescam o bacalhau. Esse facto também, contribuiu no aumento de comercialização do paloco como substituto mais acessível que o bacalhau.[2]

Espécies

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Existem duas espécies de escamudo:[3]

Galeria de fotos

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Descrição

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Ambas as espécies podem atingir 130 cm.[4]

exemplar de Pollachius virens
exemplar de Pollachius pollachius

O peso no entanto é diferente nas duas espécies. Enquanto que o P. virens pode chegar aos 32 Kg,[5] o P. pollachius regra geral, não ultrapassa os 18 Kg.[4]

O aspecto exterior é diferente também. O P. virens tem uma linha lateral branco-prateado muito visível descendo lateralmente. Acima da linha lateral, a cor é dum tom esverdeado escuro, quase preto. Nesta espécie o ventre é branco, brilhante e claramente em contraste com a cauda e guelras.


O P. pollachius tem uma linha lateral torta, picotada com sardas irregulares. O ventre varia de tons cinza-turvo a dourado-ferrugem, e o dorso é castanho-escuro e cinzento. As cores nesta espécie não têm contrastes nítidos. O Pollachius pollachius morde com força.

Estes peixes vivem em profundidades que variam entre águas (quase) rasas e 250m. Tendem a preferir fundos com rochas e destroços de embarcações. Os peixes juvenis com frequência optam por poças rochosas à beira da costa. Os peixes jovens alimentam-se de crustáceos e espécies piscícolas menores, enquanto que quando adultos se alimentam de membros mais pequenos da família do bacalhau e do arenque.[6]

Distribuição

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Ambas as espécies vivem no Atlântico norte, com o P. pollachius estendendo-se da costa da Noruega ao Sul de Portugal.[7] O P. virens por sua vez, é mais nortenho, e estende-se do Norte da França, na (Normandia), Holanda e Alemanha, à Grã-Bretanha, Islândia, sudoeste da Gronelândia, e costa leste do Canadá. Pode ser encontrado ao longo da costa do Douro e Minho, mas prefere as águas frias do Atlântico mais a norte.[8]

Referências

  1. «tipos de bacalhau» nfiberia ed. Consultado em 22 de fevereiro de 2025 
  2. «Noruega rejeita críticas de Associação Portuguesa sobre bacalhau russo» SAPO ed. Consultado em 22 de fevereiro de 2025 
  3. Froese, Rainer, and Daniel Pauly, eds. (2012). Espécies de Pollachius em FishBase. Versão de April de 2012.
  4. a b «Pollachius pollachius página de resumo». FishBase. 14 de maio de 2023 
  5. «Pollachius virens summary page». FishBase. 14 de maio de 2023 
  6. «Coalfish» (em inglês). habitas.org. Consultado em 22 de fevereiro de 2025 
  7. Pollachius pollachius (Linnaeus, 1758) en FishBase.
  8. «espécie pollachius virens» omare ed.