Eucalyptus saligna

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Eucalyptus saligna

Eucalyptus saligna é uma espécie do gênero Eucalyptus, o E. saligna é originário da Austrália, principalmente do estado de New South Wales (NSW) e lá forma florestas de grande porte em associação com outras espécies florestais.[1] É uma árvore de grande porte, atingindo facilmente mais de 50 m de altura e diâmetros acima de 1,2m. É muito semelhante ao E. grandis e forma híbridos com outras espécies de eucaliptos do mesmo Subgênero Symphyomyrtus com facilidade. Esta espécie é típica de clima quente e húmido e apresenta alto potencial de adaptação e crescimento.[1]

No Brasil foi plantado em mais de 1 milhão de hectares desde os anos 1900 principalmente nos estados de SP, PR, SC, RS e MG. Hoje ainda é plantado puro ou através de híbridos clonados de altíssima produtividade, em SP e PR. Esta espécie é muito usada para a produção de dormentes, moirões e celulose para a fabricação de papel.[1]

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Referências

  1. a b c Silva, ALL, Gollo AL, Brondani GE, Horbach MA, Oliveira LS, Machado MP, Lima KKD, Costa, JL (2015). «Micropropagation of Eucalyptus saligna Sm. from cotyledonary nodes». Pakistan Journal of Botany. 47 (1): 311-318 

Eucalyptus saligna Sm

Fruto Caule Folha

Divisão: Angiospermae Classe: Dicotiledoneae Subclasse: Archichlamydeae Ordem: Myrtiflorae (Myrtales) Família: Myrtaceae Gênero: Eucalyptus Subgênero: Symphyomyrtus Secção: Transversaria Série: Salignae Sub-série: Resiniferinae Série: Salignae Sub-série: Saligninae Espécie: E. saligna Tipo de casca: Gum, Blue gum Código Pryor e Johnson: SECAC

O Eucalyptus saligna é uma árvore de tamanho alto a muito alto, atingindo 30 a 55 m de altura e mais de 2 m de DAP. Excepcionalmente pode atingir mais de 65 m de altura e 2,5 m de DAP. Com excelente forma do fuste. A copa alcança 1/ 2 a 1/3 da altura total da árvore. Ocorre principalmente na costa sul de NSW e próximo de Maryborough no sul de QLD, até 120 km do mar. Ocorre em algumas áreas isoladas mais ao norte, com Eungella, W Mackay, Planalto de Kroombit, SW Gladstone, Planalto de Blackdown perto de Blackwater, Planalto de Consuelo e área de Carnarvon George no nordeste de Injure. Nestas áreas isoladas ocorre associada ao E. grandis. As latitudes de distribuição variam de 21o a 36o S. As principais altitudes variam desde o nível do mar até 1100 m. O clima é principalmente quente e úmido, com média das temperaturas máxima no mês mais quente entre 24 e 33o C, e a mínima média do mês mais frio esta entre -2 e 8o C. As freqüências das geadas variam de zero nas baixas altitudes, até mais de 60 geadas por ano nas áreas do leste dos Planaltos de NSW. A precipitação anual varia de 900 a 1800 mm, concentrando-se mais no verão (moderado no sul e mais forte em QLD). O melhor desenvolvimento é atingido em solos de aluvião, franco-arenoso de boa qualidade. Cresce bem também em podzólicos profundos de origem vulcânica (Latossois e Terra Roxa Estruturada), mas bem drenado. É de Floresta Aberta Alta e as espécies associadas são: E. microcorys, E. grandis, E. punctata, E. pilularis, E. maculata, E. propinqua, E. nigra, Tristania conferta, Syncarpia glomulifera, Casuarina torulosa e Angophora floribunda.

Densidade básica de 0,900 g/cm3.

A madeira é indicada para uso generalizados. Freqüentemente a espécie é confundida com E. grandis em função das afinidades existentes entre elas. Em nosso Estado o E. saligna oriundo da Austrália, Mairinque ou Itatinga, produz madeira de maior densidade quando comparada ao E. grandis, e apresenta menor susceptibilidade à deficiência de Boro. Identicamente ao E. grandis, em áreas onde a deficiência hídrica seja severa, poderá ser atacada pelo cancro do eucalypto (Criphonectria cubensis).

As características da madeira a tornam indicada para: laminação, móveis, estruturas, caixotaria, postes, escoras, mourões, celulose e carvão. Apresenta susceptibilidade às geadas severas, tolera fogo baixo, e tem alta capacidade de regeneração por brotação das cepas. Em função do sucesso alcançado com a espécie no Estado de São Paulo, ela é recomendada para todas as regiões, com restrições a locais onde ocorram geadas ou deficiências.