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Francisco José Rufino de Sousa Lobato

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Francisco José Rufino de Sousa Lobato
Francisco José Rufino de Sousa Lobato (ao centro), com a sua esposa, Mariana Leocádia Bárbara de Barros e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa e o sobrinho paterno desta Manuel Francisco de Barros e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa, futuro 2.º visconde de Santarém.
Nascimento30 de julho de 1773
Vila Nova da Rainha
Morte6 de maio de 1830
CidadaniaReino de Portugal
Ocupaçãoaristocrata, político

Francisco José Rufino de Sousa Lobato (Azambuja, Vila Nova da Rainha, 30 de julho de 1773 — Lisboa, 6 de maio de 1830), primeiro barão e primeiro visconde de Vila Nova da Rainha,[1] foi um aristocrata e político português.

Biografia

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Filho de José Joaquim de Sousa Lobato e de sua mulher Maria Joana von Henring, filha de Bernardo José da Silveira e de sua mulher Joanna Maria Christina Herrin von Henring (aristocrata alemã); neto paterno de Luís António de Araújo e de sua mulher Maria Luísa Antónia Raimunda (Lisboa, Santa Justa), filha de Gregório Raimundo Vieira e de sua mulher Luísa Maria da Cunha (Lisboa, São José); e bisneto de Matias de Sousa Lobato e de sua mulher Isabel Maria de Almeida, ambos de Lisboa.

Era irmão do 1.º barão de Magé e 1.º visconde de Magé e do 2.º barão e 2.º visconde deste título.

Casou a 5 de fevereiro de 1800 com Mariana Leocádia Bárbara de Barros e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa (9 de dezembro de 1759 - 7 de fevereiro de 1835), irmã de João Diogo de Barros e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa, 1.º Visconde de Santarém. Teve um filho com ela, Evaristo José de Sousa Lobato, e outro com sua criada de quarto Maria da Conceição Alves, aldeã pobre de 19 anos, Francisco Gomes da Silva, o Chalaça.

Mudou-se para o Brasil em 1808, a pedido de Dom João VI. Prestava serviços à coroa de camareiro oficial. É sabido que uma das funções de Francisco Rufino incluíam satisfazer o rei com certa regularidade por onanismo. Um frade, identificado apenas como padre Miguel, teria assistido, sem querer, a cenas de intimidade entre o rei e seu vassalo na fazenda Santa Cruz, onde ficava o palácio de verão da corte no Rio. Depois desse episódio, o padre foi transferido para Angola, mas, antes de partir, deixou registrado, por escrito, seu testemunho sobre o que teria visto.[2]

Recebeu o baronato por Decreto de 5 de junho de 1809 de D. Maria I de Portugal, e o viscondado por Decreto da mesma Rainha de 21 de maio de 1810, ambos quando já se encontrava no Brasil junto com o Príncipe Regente e a Família Real, refugiada da Europa, invadida por Napoleão.

Por ter falecido o seu único filho legítimo solteiro e sem geração em sua vida, foi renovado o título de visconde de Vila Nova da Rainha no seu sobrinho por afinidade, António de Barros de Saldanha da Gama e Sousa Mesquita Macedo Leitão e Carvalhosa.

Referências

  1. «Portugal – Dicionário histórico». Arqnet. Consultado em 7 de Setembro de 2013 
  2. «12 O Rio de Janeiro». issuu (em inglês). Consultado em 15 de abril de 2024 

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