Fraude científica

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Fraude científica ocorre quando é feita a divulgação de um experimento científico contendo informação falsa ou insuficiente.

A alteração deliberada de quaisquer dos verdadeiros dados de um experimento é considerada fraude científica: autoria indevida, dados de realização falsos, resultados falsos, etc.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Um caso famoso de fraude científica foi a do cientista sul-coreano Woo-Suk Hwang que publicou na revista Science um artigo científico descrevendo uma bem-sucedida obtenção de embriões humanos por clonagem. Posteriormente, provou-se que os resultados foram forjados.[1]Doutora Anna O. Szust, uma doutorada em História das Ciências Sociais[2] que, apesar de nunca ter publicado um único artigo científico e não ter nenhuma experiência como revisora ou editora, foi aceita como editora por várias revistas científicas[3]

Fraude científica flagrante[editar | editar código-fonte]

Fraude científica flagrante[4] acontece quando é feita a divulgação de qualquer trabalho dito de estatuto científico mas contendo informação falsa, enganosa ou distorcida dos verdadeiros dados de um experimento no momento em que os cientistas e quaisquer um do publico podem visualizá-la. Há a ocorrência dessa prática citada na literatura:

  1. Cientistas americanos foram pressionados a anunciar que o HIV era a causa da AIDS mesmo sem ser comprovadamente provado, devido a glória e os créditos pela descoberta do vírus, que eventualmente seria concebida à nação americana, uma questão de patriotismo: "Gallo estava certamente cometendo fraudes científicas flagrantes e abertas", disse Sonnabend na revista SPINE, onde abordou que nenhuma informação estava escondida, mas mesmo assim o anuncio foi aceito por uma questão de patriotismo[5].
  2. Em junho de 2002, a Merck e a Shering-Plough iniciaram um estudo sobre o colesterol denominado "ENHANCE" para testar a eficácia da sua droga chamada Vytorin. Os resultados do estudo foram obscuros e não confiáveis. Alguns não eram biologicamente plausíveis, ou seja, as imagens estavam mostrando coisas que não poderiam existir no corpo humano. Após os resultados do estudo, eles decidiram mudara a definição do que o estudo estava medindo, depois do fato. A comunidade médica expressou indignação, e muito depois foi anunciada uma investigação da Merck que foi flagrada aparentemente tentando cometer fraude científica nos resultados do estudo Vytorin[6].
  3. De acordo com o documento "The dangers of creationism in education" de 2007, Lecointre mostra que as idéias intelectuais de Design Inteligente são anti-ciência e que consiste em uma atividade que implica na fraude científica flagrante e engano intelectual[4][7].

Referências

  1. Acessado em 21 de janeiro de 2009
  2. DR. ANNA OLGA SZUST (2017) publicado pela "LiveDNA"
  3. Why a Nonexistent Researcher Was Offered a Bunch of Sham Editing Jobs por Jesse Singal, publicado pelo New York Magazine (2017)
  4. a b COMMITEE ON CULTURE, SCIENCE AND EDUCATION, "The dangers of creationism in education". Committee on Culture, Science and Education (Resolution).Parliamentary Assembly of the Council of Europe. Resolution 1580. 2007.
  5. LLC, SPIN Media (1 de junho de 1992). SPIN (em inglês). [S.l.]: SPIN Media LLC 
  6. «Merck Engaged in Blatant Scientific Fraud with Vytorin Cholesterol Study? | Medical Wiki – Medical Jobs, Careers And Information». medical-wiki.com (em inglês). Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  7. ASSOC, BERNAN (30 de junho de 2008). Parliamentary Assembly, Working Papers: 2007 Ordinary Session (Fourth Part) 1-5 October 2007, Volume VII, Documents 11373-11421 (em inglês). [S.l.]: Council of Europe. ISBN 9789287163684 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Allegations of Fake Research Hit New High (em inglês)[1] Acessado em 14 de outubro de 2009.
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