Pterodoma madeira

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freira-da-madeira
Freira-da-madeira.

Freira-da-madeira.
Estado de conservação
Status iucn3.1 EN pt.svg
Em perigo (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
Género: Pterodroma
Espécie: P. madeira
Nome binomial
Pterodroma madeira
(Mathews, 1934)
Distribuição geográfica
      Áreas de nidificação (inverna no alto-mar)
      Áreas de nidificação (inverna no alto-mar)
Sinónimos
Pterodroma mollis madeira

Pterodroma madeira (Mathews, 1934), conhecida pelo nome comum de freira-da-madeira, é uma pequena ave marinha da família Procellariidae, endémica da ilha da Madeira.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

P. madeira é uma pequena ave marinha de asas comparativamente muito longas em relação ao comprimento corporal, com as asas e o dorso de tonalidade escura, quase preta. O ventre é esbranquiçado. A cauda é de cor cinzenta, mas escura na face superior. Apresenta uma marca escura em forma de "W" nas asas, as quais são cinzento-escuro na sua face inferior, com excepção de um triângulo branco no bordo frontal perto do corpo. A região ventral é branca com flancos cinzentos.

A espécie é morfologicamente muito similar a Pterodroma feae, a freira-do-bugio, que apesar de ser ligeiramente maior tem coloração muito semelhante. Esta semelhança torna muito difícil distinguir estas duas espécies da Macaronésia quando avistadas no mar.

P. madeira foi considerado um subespécie de P. mollis (sensu lato), mas estudos recentes demonstraram que as duas espécies não estão intimamente relacionadas, sendo P. madeira elevada ao status de espécie devido a diferenças de morfologia, chamamentos, comportamento reprodutivo e DNA mitocondrial.

Conservação[editar | editar código-fonte]

Endémica da ilha da Madeira, esta ave está classificada como criticamente ameaçada[1] e até ao início da década de 1970 era considerada extinta. Na actualidade, a sua população reprodutora é estimada em 80 casais, pelo que se encontra listada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de «Em Perigo».

P. madeira nidifica em tocas escavadas no solo que são apenas visitadas à noite, período em emitem um chamamento característico. Em cada época reprodutiva a fêmea produz uma postura constituída por um único ovo branco, que é alternadamente incubada pelos dois progenitores, permanecendo um no ninho durante o dia, enquanto o outro se alimenta de pequenos peixes e lulas no mar.

Durante o período de nidificação, ovos, juvenis e adultos ficam sujeitos à predação por gatos e ratos, e no passado foram capturados para alimento por pastores. O controlo de predadores e outras medidas, como a remoção de animais de pastoreio que espezinham as tocas, permitiu recuperar o efectivo da população para 65 – 80 casais reprodutores. Contudo, a espécie permanece em perigo de extinção e incluída na Lista Vermelha da IUCN, sendo a principal ameaça a esta espécies a predação dos juvenis e dos ovos por parte de ratos e gatos, e eventualmente também por humanos.

Os esforços de conservação sofreram um grande revés em Agosto de 2010, quando um fogo florestal de grandes dimensões voltou a colocar em perigo de extinção esta espécie, matando pelo menos três adultos e 65% dos juvenis.[3]

A espécie é considerada a ave marinha mais ameaçada da Europa, com a sua área de reprodução restrita a algumas falésias nas montanhas do maciço central da ilha da Madeira. Esta restrição da área de nidificação resultou da degradação progressiva do habitat de nidificação, em especial devido à expansão da presença de ratos e gatos ferais, sendo este o principal factor que limita a população.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Animais portugueses em perigo crítico

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