Front Mission 2

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Front Mission 2
Produtora(s) Square
Editora(s) Square
Plataforma(s) PlayStation
Série Front Mission
Data(s) de lançamento
Gênero(s) RPG Tático
Modos de jogo Singleplayer
Classificação Inadequado para menores de 13 anos i ESRB (América do Norte)

Front Mission 2 (フロントミッション セカンド, Furonto Missho Sekando?) é um jogo de RPG tático para o PlayStation e desenvolvido e publicado pela Square. É o segundo jogo que faz parte do enredo da série.[1]

De acordo com o responsável pelas relações públicas da série, Koichiro Sakamoto, o jogo nunca foi lançado para fora do Japão devido a presença de situações e diálogos que causariam constrangimento na América do Norte [2].

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

A jogabilidade de Front Mission 2 tem muitas similaridades com o jogo anterior da série, Front Mission, pois manteve o cerne do jogo. Isso não significa que o jogo é uma cópia exata. Várias mudanças são perceptíveis. Primeiro, mais armas tem um alcance, ao contrário do que no jogo anterior em só lança-mísseis e lança-granadas tinham um alcance. Segundo, o terreno influencia na precisão de tiro do wanzer e na possibilidade de contra-ataque. Outra coisa notável é que as armas tem munição limitada. Outras mudanças notáveis são os sistemas de AP (Action Points, em portugês, Pontos de Ação) e o sistema de Honor (Honra, em português).

O sistema de AP dita quantas ações o personagem poderá executar por turno. Ações como movimento e atacar um inimigo gastam APs. No final de um turno inteiro, uma fase sua e uma fase do inimigo, uma certa quantidade de AP é restaurada. Os valores de AP, total e capacidade de recarga, são aumentados conforme o crescimento dos níveis dos personagens. Esses fundamentos básicos do sistema de AP estão presente nas sequências. Entretanto, o sistema de Front Mission 2 possui muitos fatores que o resulta em um nível de detalhamento mais profundo de estratégia.

A quantidade de AP influencia a efetividade de vários fatores como precisão e evasão. Tendo uma barra de AP quase cheia resulta em ótimos ataques, enquanto pequenas quantidades geram poucos acertos. Os AP também influenciam nos contra-ataques e na ativação de habilidades, tornando crucial o gerencimento da quantidade de AP de todos. O sistema de Honor, que avalia o quão respeitado é um personagem no campo de batalha, adiciona mais fatores com a adição do sistema de AP.

A grande característica no sistema de Honor é o efeito no time, onde andar pelo mapa com os aliados por perto garante vantagens. Tais situações resultam em maiores quantidades de AP e recarga mais rápida dos AP, e também melhoras nos atributos de combate. Por isso, cercar inimigos facilita a destruição deles, pois o AP dele é reduzido. A mesma situação aplica-se aos inimigos, para equilibrar o sistema. A Honor é aumentada destruindo inimigos e utilizando o fator do time. Habilidades de batalha só são conseguidas através do sistema de Honor.

Através da combinação do sistema de AP e de Honor, Front Mission 2 possui um grande nível de complexidade estratégica. Adicione mais mudanças ao sistema e você terá um dos jogos da série Front Mission mais focados em estratégia. Esse foco em estratégia tem suas desvantagens, como por exemplo uma curva de aprendizado em que o aprendizado tem que ser rápido, e um jogo longe de ser amigável ao usuário. Missões como enfrentar 20 inimigos em território adverso só comprovam isso.

Deixando as batalhas de lado, Front Mission é praticamente o mesmo do primeiro Front Mission. Há partes em que o jogador vai às cidades melhorar seu wanzer e no coliseu lutar para ganhar dinheiro. A customização massiva de wanzers continua a mesma, só que com mais peças novas. Uma nova funcionalidade é o sistema de NetWork, uma pseudo-internet onde o jogador pode aprender mais sobre o mundo do jogo. Essa funcionalidade é expandida na sequência do jogo, Front Mission 3.

História[editar | editar código-fonte]

Enredo e locais[editar | editar código-fonte]

Ocorre na O.C.U. Alordesh (atual Bangladesh) durante Junho de 2102. Front Mission 2 é a história do soldado da Oceania Cooperative Union (O.C.U.) Ash Faruk e da oficial Lisa Stanley. Uma noite, Ash e seu batalhão, os Muddy Otters, são surpreendidos quando o Exército de Alordesh se revolta contra a O.C.U.. Escapando por pouco do ataque a Rimian Naval Base, os Muddy Otters são forçados a fugirem das forças rebeldes. Enquanto os Muddy Otters se juntam com os outros batalhões sobreviventes da OCU, a OCU envia uma força expedicionária para reconquistar a região. Durante esse tempo, a O.C.U. Intelligence Agency (Agência de Inteligência da OCU) envia Lisa Stanley e sua unidade para analisar os movimentos do exército de Alordesh para ajudar os exércitos da OCU.

Personagens[editar | editar código-fonte]

O jogo alterna entre o ponto de vista dos dois protagonistas, Ash Faruk e Lisa Stanley. Após um certo tempo, os grupos se juntam, sobre o ponto de vista de Ash.

  • Ash Faruk - idade: 25. Ash Faruk é um cabo e membro do 41º Batalhão das Forças Marítimas da OCU (O.C.U. Maritime Defense Force 41st Battalion), os Muddy Otters. Ash foi um segundo-tenente no exército de Alordesh, mas foi dispensado sem razões em 2098. Faruk então se alista no exército da OCU em 2100.
  • Amia McCalum - idade: 25. Amia é uma Marine First Class e membro da Muddy Otters. Amia era originalmente uma piloto de transporte, até que então decidiu mudar-se para uma função terrestre em 2099. Tentou conseguir um posto de piloto de wanzer, e foi recrutada para os Muddy Otters dois anos depois.
  • Joyce S. Whitfield - idade: 26. Joyce é um Marine First Class e membro da Muddy Otters. Alistou-se no exército da OCU em 2094 e foi-lhe atribuídos serviços em terra pelo exército normal. Em 2100 foi transferido para os Muddy Otters devido a sua atitude em relação às mulheres.
  • Griff Burnam - idade: 32. Griff é um sargento e membro da Muddy Otters. Ele dedicou-se por muito tempo a O.C.U. Ground Defense Force. Em 2092 Griff foi apontado como instrutor de wanzers antes de tentar entrar para as forças marítimas da OCU em 2101. Griff também aparece na versão para o DS de Front Mission.
  • Thomas Norland - idade: 47. Thomas é um capitão e líder do 89º Batalhão Móvel da O.C.U. Ground Defense Force (O.C.U. Ground Defense Force 89th Mobile Battalion), os Dull Stags. Thomas é um veterano de vários conflitos, mas tem respondido inquéritos sobre apropriação indébita de produtos. Norland também aparecece no jogo Front Mission 2089: Border of Madness.
  • Roswell Tarana - idade: 29. Roswell é um sargento e membro dos Dull Stags. Originalmente da E.C. Itália, alistou-se no exército da OCU em 2090 e foi-lhe assignado o posto de funções terrestres. Em 2100, Tarana foi transferido para os Dull Stags enquanto eles estavam na base de Ramanston na OCU Alordesh.
  • Rocky Armitage - idade: 28. Rocky é um sargento e membro dos Dull Stags. Rocky se alistou na OCUGDF em 2091. Foi oferecido um posto de segundo tenente a ele, mas ele recusou e preferiu entrar nos Dull Stags em 2100.
  • Lisa Stanley - idade: 26. Lisa tem o posto de capitã e é uma agente da inteligência especial da agência de inteligência da OCU. Lisa cursou a escola de oficiais em 2093 e graduou-se com honras em 2095. Logo após isso,Stanley foi levada a agência de inteligência e tem se mostrado competente em muitas operações de espionagem.
  • Mitsuzuka Sayuri - idade: 21. Sayuri é uma segundo-tenente, e assistente de Lisa na agência de inteligência da OCU, onde ela entrou em 2101. Sayuri serviu primeiro como infantaria no exército normal, e provou ser digna ao ajudar a companhia dela se salvar após uma missão em que falharam em Belgrado.
  • Cordy Hoffa - idade: 26. Cordy é uma lutadora de arena e ex-membro do exército da OCU. Cordy trabalhou junto com Sayuri em muitas missões para o exército normal. Após sair, Cordy abraçou o estilo de vida de lutador de arena no país OCU Alordesh.
  • Pike A. Reischauer - idade: 30. Pike é um agente trabalhando para a CIU (Central Intelligence Unit, ou Unidade Central de Inteligência). Após a eclosão do golpe de estado em Alordesh, Pike foi enviado ao país para assessorar as condições da nação e dar suporte aos sobreviventes do exército da OCU.
  • Maylan Malda - idade: 36. Maylan é um capitão do exército de Alordesh. Maylan alistou-se no exército em 2084 e trabalhou em vários postos diferentes durante anos. Maylan se torna um dos grandes apoiadores da revolta do exército contra a OCU e o movimento de independência.
  • Saribash Labra - idade: 50. Saribash é o fundador e CEO da Burg Transportation, um grande negócio de transportes em Alordesh. Enquanto apoia o movimento de independência, sofre oposição do exército de Alordesh, que usou um golpe de estado para tentar a independência. Labra contrata também Royd Clive, do primeiro Front Mission, para se proteger do exército de Alordesh.
  • Ven Mackarge - idade: 26. Ven é um coronel-tenente do exército de Alordesh e líder das forças do golpe de estado. Insatisfeito com a situação atual de Alordesh, Ven declara independência da OCU e renomeia o exército de Alordesh para "The Revolutionary Army", em português, O Exército Revolucionário. Através de um plano elaborado e bem executado, Ven mantém a nação como refém após vencer facilmente as forças da OCU em Alordesh.

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora de Front Mission foi composta por Noriko Matsueda, que também compôs a trilha sonora do primeiro Front Mission. O disco Front Mission 2 Original Soundtrack foi lançado pela DigiCube no dia 21 de Setembro de 1997, em um disco único com 43 faixas.[3]

Recepção e crítica[editar | editar código-fonte]

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Famitsu 32/40


Front Mission 2 foi tanto um sucesso financeiro como de crítica no Japão. O jogo vendeu 496,200 cópias, o tornando o 18º jogo mais vendido de 1997.[4][5] A Famitsu deu uma nota de 32 em 40 no lançamento do jogo.[6] A revista também escolheu o jogo como o 63º melhor jogo do PlayStation.[7]

Front Mission 2 foi criticado por seus longos momentos de carregamento do jogo, fazendo com que o jogador tenha que esperar mais de 10 segundos para o início de uma cena de batalha, algo que ocorre centenas de vezes em uma batalha. A falha técnica foi consertada mais tarde, na reedição Ultimate Hits, onde o jogador podia ignorar as cenas de batalha.[8] O jogo foi relançado mais tarde Front Mission e Front Mission 3 como parte da compilação Front Mission History. Essa versão inclui uma opção de batalhas curtas, que permite o jogador avançar pela história através de uma forma mais rápida.[9]

Referências

  1. IGN staff (10 de julho de 1997). «IGN: Front Mission 2 Preview». IGN.com. Consultado em 16 de dezembro de 2008 
  2. RPGFan - E3 2007: Square Enix Impressions and Interviews - Front Mission Interview
  3. Dragon God. «RPGFan Soundtracks - Front Mission 2 OST». RPGFan.com. Consultado em 15 de dezembro de 2008 
  4. «Sony PS1 Japanese Ranking». Japan-GameCharts.com. Consultado em 15 de dezembro de 2008 
  5. «1997 Top 30 Best Selling Japanese Console Games». The-MagicBox.com. Consultado em 15 de dezembro de 2008 
  6. Chinn, Marty (23 de junho de 2000). «Famitsu Top 120 PlayStation games». Gaming-Age.com. Consultado em 15 de dezembro de 2008 
  7. IGN staff (20 de novembro de 2000). «Famitsu Weekly PlayStation Top 100». IGN.com. Consultado em 16 de dezembro de 2008 
  8. Kalata, Kurt. «Hardcore Gaming 101: Front Mission». GameSpy.com. Consultado em 16 de dezembro de 2008 
  9. May, Angie (11 de novembro de 2003). «Square Enix Confirms: Front Mission History A Go». RPGamer.com. Consultado em 15 de dezembro de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]