Fronteira Chade–Líbia
| Fronteira Chade–Líbia | |
|---|---|
| Delimita | |
| Comprimento | 1055 km Posição: 72 |
| Criação | 1885, na Conferência de Berlim |
| Traçado atual | 1960 |

A fronteira entre o Chade e a Líbia é um conjunto de duas linhas retilíneas, total de 1055 km de extensão, sentido noroeste-sudeste, que separa o norte do Chade, (região de Borkou-Ennedi-Tibesti), junto à Faixa de Auzu, do sudoeste da Líbia nas duas grandes municipalidades líbias de Murzuque e Cufra.
No oeste se inicia na tríplice fronteira Chade-Líbia-Níger e vai a nordeste por cerca de 150 km até as proximidades da passagem do Trópico de Câncer. Aí se inicia o trecho retilíneo maior que vai para sudeste até as proximidades da latitude 20 N, onde faz outra tríplice fronteira, dos dois países com o extremo noroeste do Sudão. A Faixa de Aouzou no Chade, junto à fronteira, é área de litígio entre os dois países, a qual é hoje considerada como chadiana.
Histórico
[editar | editar código]Essa fronteira se define junto com a história das duas nações no século XX. A Itália invadiu o território líbio, tomando o mesmo do Império Otomano em 1911, passando a colonizá-lo em 1934. Na Segunda Grande Guerra, expulsos os italianos, o país é dividido entre França e Reino Unido. O Chade é uma colônia francesa desde 1900, obtendo sua independência em 1960.[1]
Em 1990, o caso da disputa de Aouzou foi levado ao Tribunal Internacional de Justiça, que decidiu em 1994 que a Faixa pertencia ao Chade.[2]
A partir de então, a situação nessa fronteira remota se acalmou consideravelmente. No entanto, nos últimos anos, a fronteira tem sido foco de atenção renovada devido à instabilidade contínua na Líbia desde a queda de Gaddafi em 2011, ao aumento do número de refugiados e migrantes que atravessam o Saara,[3] e também à descoberta de ouro no noroeste do Chade no final da década de 2000 e início da década de 2010, que provocou uma corrida do ouro descontrolada.[4]
Em março de 2019, o presidente chadiano Idriss Déby anunciou o fechamento da fronteira, citando sua travessia por grupos rebeldes antigovernamentais baseados na Líbia para o território chadiano (principalmente o Conselho de Comando Militar para a Salvação da República) e a guerra civil líbia.[5] Como parte da Operação Barkhane, a França forneceu assistência ao exército chadiano na guarda da fronteira, incluindo o lançamento de ataques aéreos contra rebeldes antigovernamentais.[6][7]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Almanaque Abril - Mundo - 2006.
- ↑ Territorial Dispute (Libyan Arab Jamahiriya/Chad), ICJ
- ↑ Chad, a new hub for migrants and smugglers?, Clingdendael Institute, Setembro de 2018
- ↑ «BBC - Chad gold mine collapse leaves about 30 people dead», BBC News, 26 de setembro de 2019
- ↑ Sami Zaptia (5 de março de 2019), Chad closes its border with Libya, Libya Herald
- ↑ French air strikes target convoy entering Chad from Libya, France 24, 4 de fevereiro de 2019
- ↑ George Allison (11 de fevereiro de 2019), French jets strike convoy entering Chad from Libya, UKDF