Fujiwara-kyō

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Mapa do Fujiwara-kyō
Restos do Fujiwara-kyō (2012)

Fujiwara-kyō (藤原京?) foi a capital do Japão Imperial por 16 anos, entre 694 e 710 d.C. Ele localizava-se na província de Yamato (atual Kashihara, Nara), sendo transferido para Asuka. No entanto, o nome Fujiwara-kyō nunca foi usado no Nihon Shoki. Durante essa época, ele foi registrado como Aramashi-kyō (新益京).

Em 2006, escavações revelaram a construção no local do Fujiwara-kyō que data de 682, próximo ao fim do reinado do Imperador Temmu.[1] Com uma breve parada após a morte do Imperador Temmu, a construção foi retomada pela Imperatriz Jito, que transferiu oficialmente a capital em 694. O Fujiwara-kyō permaneceu a capital dos reinados do Imperador Mommu e Imperatriz Gemmei, mas em 710 a corte imperial se transferiu do Palácio Heijō em Nara, iniciando o período Nara.

História[editar | editar código-fonte]

Fujiwara foi a primeira capital do Japão construída em um padrão de grade com base no modelo chinês (条坊制 jōbō-sei). Investigações recentes revelaram que a cidade cobria uma área de aproximadamente 5 km², muito maior do que se imaginava.[1][2] O palácio ocupava uma área de cerca de 1 km² e era cerca por paredes de quase 5 metros de altura. Cada uma das quatro paredes possuía três portões; Suzakumon, o portão principal, permanecia no centro da parede sul. O Daigokuden (大極殿) e outras construções do palácio foram as primeiras estruturas do palácio no Japão a terem um telhado no estilo chinês.

A área pertenceu anteriormente ao clã Nakatomi, que supervisionou a observação dos rituais e cerimônias xintoístas em nome da corte imperial. A cidade foi incediada em 711, um ano após a transferência para Nara e não foi reconstruída. Escavações arqueológicas começaram em 1934 e algumas partes do palácio foram reconstruídas. Quase 10 mil tabletes de madeira, conhecidos como mokkan, foram encontrados, inscritos com caracteres chineses.

Este waka, escrito pela Imperatriz Jito e que descrevia Fujiwara no verão, é parte da famosa antologia de poemas, o Hyakunin Isshu:

que se traduz como[3] A primavera passa, parece, e agora o verão chega; para este, eles dizem, é quando vestes de puro branco são exibidas no celestial Monte Kagu.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Nara». National Research Institute for Cultural Properties. Consultado em 10 de março de 2007 
  2. «藤原京ルネッサンス» (em Japanese). Consultado em 10 de março de 2007 
  3. «One Hundred Poems by One Hundred Poets (Ogura Hyakunin Isshu), poems 1-5». Consultado em 2 de agosto de 2010 

Notas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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