Fumigador

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Fumigador com proteção de calor e um gancho.
Fumigador.
Fumigador em preparação para o uso

O fumigador é uma invenção de Moses Quinby em 1875.Tem a função de produzir fumaça, sendo esta essencial para um manejo seguro com as abelhas. Os fumigadores consistem de um fole da qual o ar é soprado para dentro da câmara de combustão em que o apicultor queima combustíveis sólidos naturais. Exitem modelos modernos que são vendidos sem fole manual, sendo este substituído por uma ventoinha eléctrica a bateria que é ativada por um interruptor. O fumigador manual é geralmente composto de tampa, fole, fornalha, grelha e bico. O fumigador que hoje é utilizado pelos apicultores brasileiros foi desenvolvido no Brasil, a partir do modelo anteriormente utilizado, de dimensões menores, após o processo de africanização que as abelhas sofreram no País. O modelo brasileiro por apresentar maior capacidade de armazenamento da matéria-prima a ser queimada, propicia a produção de fumaça por períodos mais longos, sem a necessidade frequente de abastecimento. O desenvolvimento desse fumigador, juntamente com outras técnicas de manejo foram fundamentais para a continuidade da apicultura no Brasil, pois viabilizou o manejo das abelhas africanizadas.

A alternativa antiga era sobrar a fumaça de um cachimbo, por um tubo da boca a colmeia.

No mercado de hoje pode se encontrar fumigadores de diferentes tamanhos, formas e materiais. Todos usam o mesmo princípio de foles Os materiais mais comuns são feitos em chapa de aço zincado, de aço inoxidável ou de cobre.

A fumaça é terceira linha de defesa do apicultor. A maioria dos apicultores usam um dispositivo de fumigação projetado para gerar fumaça da combustão incompleta de vários tipos combustíveis. A fumaça acalma as abelhas, pois ela inicia uma resposta natural de alimentação em antecipação de possível abandono das colmeia devido ao fogo na redondeza. A fumaça também mascara os feromônios de alarme lançados pelas abelhas de guarda ou quando as abelhas são esmagadas em uma inspeção. A confusão que se segue na colmeia cria uma oportunidade para o apicultor para abrir a colmeia e trabalhar sem provocar uma reação defensiva. Além disso, quando uma abelha consome mel distende o abdômen da abelha, supostamente, o que torna difícil fazer a flexão necessária para ferroar, embora isso não tenha sido testado cientificamente.

A fumaça é de uso questionável em um enxame livre, porque enxames não têm estoques de mel para se alimentar em resposta. Normalmente fuma não é necessária, uma vez que enxames tendem a ser menos defensivos, como eles não têm estoques de mel ou ninhada para defender, e um enxame novo que se alimentou bem da colmeia.

Muitos tipos de combustível pode ser usada em um fumigador enquanto é natural e não contaminados com substâncias nocivas. Estes combustíveis incluem juta, barbante, estopa, acículas de pinheiro, papelão ondulado, grama seca, folhas secas, serragem de madeira ou madeira em decomposição. Apicultores da Índia, especialmente em Querala, muitas vezes usam fibras de coco que estão prontamente disponíveis, são seguras e de custo insignificante. Alguns fornecedores de materiais para apicultura também vendem combustíveis comerciais como polpa de papel e algodão comprimido, ou mesmo latas de aerossol com fumaça. Outros apicultores usam flores de sumac (planta do genêro Rhus e família Anacardiaceae) como combustível porque produz muita fumaça e não tem odor.

Alguns apicultores estão usando "fumaça líquida" como uma alternativa mais segura e mais conveniente. É uma solução à base de água que é pulverizada sobre as abelhas a partir de uma garrafa de pulverização de plástico.

O torpor das abelhas também pode ser induzido pela introdução de ar refrigerado na colmeia, porém a aplicação de dióxido de carbono refrigerado pode ter efeitos nocivos a longo prazo. [1]

Referências