Gazeta de Lisboa

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Gazeta de Lisboa
Fundação 1715
Idioma Português europeu
Término de publicação 1820

A Gazeta de Lisboa foi o principal periódico de informação política portuguesa entre 1715 e 1820. Viria a dar origem ao agora Diário da República.

Já no século XVII tinham existido publicações periódicas com o título "Gazeta", sendo o exemplo mais importante o das Gazetas publicadas entre 1641 e 1647 com privilégio atribuído a Manuel de Galhegos. São também conhecidas como "Gazetas da Restauração", tendo funcionado como uma arma de propaganda durante as guerras com Castela após a aclamação de D. João IV.

Em 1715, durante o reinado de D. João V, nasce a Gazeta de Lisboa, redigida por José Freire de Monterroio Mascarenhas e administrada por um impressor lisboeta, António Correia de Lemos. Entre 1762 e 1778, a publicação foi suspensa por Sebastião José de Carvalho e Melo.

Mas foi no ano de 1715, que o primeiro jornal oficial português iniciou a sua publicação. Embora seja geralmente conhecido como "Gazeta de Lisboa", ao longo da sua publicação tem ostentado títulos muito diversos.

No dia 10 de Agosto, o jornal apresentava o seu primeiro número com a denominação de "Notícias do Estado do Mundo". O seu redactor era José Freire de Monterroio Mascarenhas, que dirigiu o jornal até à sua morte, em 1760.

Em 17 de Agosto de 1715, o número dois aparecia já com o título de "Gazeta de Lisboa", título que se manteve até 30 de Dezembro de 1717.

No ano de 1718, no dia 6 de Janeiro, o título passou para "Gazeta de Lisboa Ocidental" até 31 de Agosto de 1741.

Em 7 de Setembro de 1741, retomou o título de "Gazeta de Lisboa", que vai perdurar até 31 de Janeiro de 1760. Durante este período, das muitas notícias que foram sendo publicadas, destacou-se a descrição, curiosamente bastante sóbria, do terramoto de 1755 que devastou Lisboa, bem como uma grande parte do Algarve.

Em 22 de Julho de 1760, o título mudou para "Lisboa", sendo seu redactor o poeta Pedro António Correia Garção. Este título vai manter-se até 15 de Junho de 1762.

Por ordem do Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, o jornal esteve suspenso de Junho de 1762 a Agosto de 1778. Não se sabendo a causa imediata e concreta desta suspensão, todos os estudiosos da matéria invocam o desagrado do ministro com alguns artigos menos favoráveis à sua governação. O facto é que o jornal não voltou a publicar-se durante o reinado de D. José.

No início do reinado de D. Maria I, no dia 4 de Agosto de 1778, a "Gazeta de Lisboa" reapareceu, conservando este título até 30 de Dezembro de 1820. Foi seu redactor inicial Félix António Castrioto.

Como aspecto relevante, refira-se que no tempo das invasões francesas, era o Intendente Geral da Polícia, Pierre Lagarde, quem dirigia a "Gazeta", ditando em francês os artigos que eram depois traduzidos por oficiais portugueses às suas ordens. Foi ele igualmente quem mandou substituir as armas reais portuguesas no cabeçalho do jornal, pela águia imperial francesa.

No ano de 1820, no início do governo liberal, entre os dias 16 de Setembro e 30 de Dezembro, publicaram-se simultaneamente a "Gazeta de Lisboa" e o "Diário do Governo".

O "Diário do Governo" publicou-se de 16 de Setembro de 1820 a 10 de Fevereiro de 1821. A 12 de Fevereiro de 1821, o jornal passou a "Diário da Regência", título que se manteve apenas até 4 de Julho do mesmo ano, dia do desembarque em Lisboa de D. João VI.

Em 5 de Julho de 1821, foi retomado o título de "Diário do Governo" até 4 de Maio de 1823.

Tendo sido derrubada a Constituição de 1822 pelo movimento que levou ao poder D. Miguel, o título do jornal oficial mudou de novo, passando a denominar-se, a partir do dia 5 de Junho de 1823, "Gazeta de Lisboa". Este título irá permanecer durante a década de governação miguelista, com vários redactores, até 23 de Julho de 1833.

Em 25 de Julho de 1833, com o início da restauração constitucional, o jornal saiu com o título "Crónica Constitucional de Lisboa" que perdurou até 30 de Junho de 1834.

De 1 de Julho a 4 de Outubro de 1834, o título vai ser alterado para "Gazeta Oficial do Governo".

Ainda nesse ano, entre 6 de Outubro e 31 de Dezembro, reapareceu o título de "Gazeta do Governo".

A partir de 1 de Janeiro de 1835 e até 31 de Outubro de 1859, o jornal manteve o mesmo título "Diário do Governo". Em 1835, o escritor Alexandre Herculano foi seu redactor. De 1 de Novembro de 1859 a 31 de Dezembro de 1868, o título passou para "Diário de Lisboa".

Em 2 de Janeiro de 1869 foi retomado o anterior título de "Diário do Governo", até 9 de Abril de 1976. Durante 107 anos, o jornal oficial manteve o seu título, que sobreviveu intacto à passagem da era monárquica para a era republicana.

Desde 1 de Janeiro de 1914 que são publicadas três séries, destinadas a primeira às disposições legislativas, despachos, acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça, de carácter genérico; a segunda, a disposições de carácter não genérico; e a terceira, a avisos, anúncios, etc.

Em 10 de Abril de 1976, o título passou para "Diário da República" mantendo-se assim até aos dias de hoje.

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