Gravata Vermelha

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Gravata Vermelha
Mulheres e crianças rendidas antes do massacre
Local Canudos, Bahia
Data 22 de setembro de 1897
Tipo de ataque Massacre de Civis
Alvo(s) Conselheiristas rendidos
Arma(s) Decapitação
Mortes 15.000 civis (estimativa)
Responsável(is) Brasil Exército Brasileiro

O massacre da Gravata Vermelha foi um acontecimento da Guerra de Canudos, ocorrido em 22 de setembro de 1897, que resultou em aproximadamente 15 mil civis mortos pelo Exército Brasileiro. O evento é conhecido como o maior crime na história do Exército Brasileiro.

Acontecimentos[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Antônio Conselheiro, os conselharistas (seus seguidores) foram "derrotados" pelo Exército Brasileiro em sua quarta excursão sob comando do ministro da Guerra marechal Carlos Machado de Bittencourt com apoio do presidente Prudente de Morais. Após a derrota e rendição dos conselharistas, civis moradores de Canudos se enrolaram em panos brancos. A grande maioria dos sobreviventes da guerra se rendeu, sobrando para a defesa da cidade apenas quatro conselharistas que defendiam o túmulo de Antônio Conselheiro. Os primeiros moradores a andarem em direção ao exército foram as mulheres e as crianças e logo atrás vieram os homens.

E então, por vingança à morte de Carlos Machado de Bittencourt, todos os cerca de 15 mil conselheiristas foram assassinados. Alguns sobreviventes foram mulheres que serviram de "brinquedos" para os soldados, sendo estupradas e logo após assassinadas. Todos os prisioneiros foram mortos por decapitação sem direito de defesa, já que estavam fragilizados e rendidos pelo exército.

O corpo de Antônio Conselheiro foi desenterrado e sua cabeça foi decapitada e cortada ao meio, deixando assim o líder desfigurado.

Referencias[editar | editar código-fonte]

  • Arinos, Afonso (1985). Os Jagunços 3 ed. [S.l.]: Philobiblion. 319 páginas. Consultado em 21 de dezembro de 2014 
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