Guilherme Braço de Ferro

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Guilherme I de Altavila (antes de 10101046), conhecido como Guilherme Braço de Ferro (em francês: Guillaume Bras-de-fer, em italiano: Guglielmo Braccio di Ferro, e em siciliano: Gugghiermu Vrazzu di Ferru), foi um aventureiro normando que fundou as fortunas da família Altavila. Um dos doze filhos de Tancredo de Altavila,[1] viajou para o Mezzogiorno com seu irmão mais novo Drogo na primeira metade do século XI (c.1035), em resposta a pedidos de ajuda feitos por colegas normandos sob Rainulfo Drengoto, conde de Aversa.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Entre 1038 e 1040, ele e outros normandos lutaram na Sicília, juntamente com os lombardos, como mercenários para o Império Bizantino contra os sarracenos. Foi lá que ganhou o apelido de "Braço de Ferro" por matar, sozinho, o emir de Siracusa durante uma investida no cerco da cidade. Quando o general bizantino Jorge Maniaces humilhou publicamente o líder de Salerno, Arduíno, os lombardos se afastaram da campanha, juntamente com os normandos e o contingente da guarda varegue. Após Maniaces ser chamado a Constantinopla, o novo Catapanato da Itália, Miguel Dociano, nomeou Arduíno o governante de Melfi. Melfi, no entanto, logo se juntou a outros lombardos apúlios em uma revolta contra o domínio bizantino, em que foram apoiados por Guilherme e os normandos. Os bizantinos, no entanto, conseguiram comprar os líderes nominais da revolta — primeiro Arnulfo, irmão de Landulfo II de Benevento, e depois Argiro. Em setembro de 1042, os normandos elegeram seu próprio líder, ignorando Arduíno. A revolta, originalmente lombarda, tornou-se normal em caráter e liderança.

Guilherme foi eleito pelos normandos como seu conde após a deserção de Argiro. Ele e os outros líderes, o principal deles Drogo e Pedro, pediu a Guaimário IV, príncipe de Salerno, o reconhecimento de suas conquistas. Eles receberam as terras ao redor de Melfi como um feudo e proclamaram Guaimário "Duque da Apúlia e da Calábria". Em Melfi, em 1043, Guaimário dividiu a região (exceto Melfi para si) em doze baronias para o benefício dos líderes normandos: Ascletino recebeu Acerenza, Tristão recebeu Montepeloso, Hugo Tuboeuf recebeu Monopoli, Pedro recebeu Trani, e Drogo recebeu Venosa. O próprio Guilherme, predominante entre os líderes normandos, recebeu o senhorio de Ascoli. Ele era casado com Guida, filha de Gui, duque de Sorrento, e sobrinha de Guaimário.

Tumba dos Altavila, Abadia da Santíssima Trindade, Venosa

Durante o seu reinado, Guilherme e Guaimário começaram a conquista da Calábria em 1044 e construíram o grande castelo de Stridula, provavelmente perto de Squillace. Em 1045, ele foi derrotado perto de Taranto por Argiro. Morreu no início de 1046 e foi sucedido por seu irmão Drogo. Seus títulos não foram confirmados pelo sacro imperador romano. Drogo seria legalmente chamado de "Conde dos normandos em toda Apúlia e Calábria" (Comes Normannorum totius Apuliae e Calabriae), e assim Guilherme é geralmente da mesma forma intitulado.[3]

Notas

  1. Rogers, Clifford J.; DeVries, Kelly; France, John. Journal of Medieval Military History, Volume 11. Martlesham, Suffolk: Boydell & Brewer Ltd, 2013. p. 27. ISBN 1843838605
  2. Bradbury, Jim. The Routledge Companion to Medieval Warfare. Florence, KY: Routledge, 2004. p. 145. ISBN 1134598475
  3. Encyclopedia Britannica: a New Survey of Universal Knowledge. Londres: Encyclopedia Britannica, 1952. p. 349.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Novo
Conde de Apúlia e Calábria
10421046
Sucedido por
Drogo