Catapanato da Itália

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Extensão territorial aproximada do Catapanato da Itália no início do século XI. Os nomes atuais da cidade (em inglês) estão indicados juntamente com o nome grego.

O Catapanato da Itália (em grego: κατεπανίκιον Ἰταλίας), também chamado de Catepanato, foi uma província do Império Bizantino que abrangia a Itália continental ao sul da linha entre o monte Gargano e o golfo de Salerno. Amalfi e Nápoles, que estão acima desta linha, eram aliadas de Constantinopla através do catapano.

História[editar | editar código-fonte]

Em 873, o Império Bizantino retomou Bari dos sarracenos. Junto com o já existente Tema da Calábria, a região da Apúlia à volta de Bari formou um novo tema, o da Tema Longobardo. Por volta de 965, um novo tema, da Lucânia foi fundado e o estratego (governador militar) de Bari foi elevado ao título de catepano ("o mais elevado") da Itália, geralmente com o estatuto de patrício.

Alguns aventureiros normandos em peregrinação ao Santuário do Monte de São Miguel Arcanjo emprestaram suas armas em 1017 às cidades lombardas da Apúlia contra os bizantinos. De 1016 a 1030, os normandos foram puramente mercenários, servindo a ambos os lados, até que Sérgio IV de Nápoles, ao dar ao líder normando Ranulfo Drengoto, a fortaleza de Aversa em 1030, criou o primeiro território normando na região, que imediatamente passou a servir de base para a conquista de toda a região. No mesmo, chegaram à região William e Drogo, os dois filhos mais velhos de Tancredo de Altavila, um nobre menor de Coutances na Normandia. Os dois se juntaram numa tentativa organizada de tomar a região dos bizantinos que, já por volta de 1040, haviam perdido quase toda a província. Bari foi conquistada pelos normandos em abril de 1071 e os bizantinos foram finalmente expulsos da Itália, retornando brevemente para cercar a cidade em 1156.

O título de "catapano da Apúlia e Campânia" foi ressuscitado brevemente em 1166 para Gilberto, o primo da rainha-regente Margarida de Navarra. Em 1167, com sua recém-conquistada autoridade, Gilberto expulsou as tropas germânicas da Campânia e coagiu Frederico Barba-Ruiva a levantar o cerco a Ancona.

Catapanos[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Charanis, Peter. "On the Question of the Hellenization of Sicily and Southern Italy During the Middle Ages." The American Historical Review. Vol. 52, No. 1 (Oct., 1946), pp. 74-86.
  • Gay, Jules. L'Italie méridionale et l'empire Byzantin. Burt Franklin: New York, 1904.
  • Loud, G.A. (2006). "Southern Italy in the tenth century". In: Reuter, Timothy. The New Cambridge Medieval History, Volume III c. 900–c. 1204 Cambridge University Press [S.l.] pp. 624–645. ISBN 0-521-46447-7 |isbn= incorrecto (Ajuda). 
  • Norwich, John Julius. The Normans in the South 1016-1130. Longmans: London, 1967.
  • White, Lynn, Jr.. "The Byzantinization of Sicily." The American Historical Review. Vol. 42, No. 1 (Oct., 1936), pp.1-21.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]