Gyldenstolpia fronto

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Gyldesntalpe, 1932

Como ler uma infocaixa de taxonomiaGyldenstolpia fronto[1][2]
[[Imagem:
Gyldenstolpia fronto
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Estado de conservação
Espécie em perigo
Em perigo (IUCN 3.1) [3]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Cricetidae
Subfamília: Sigmodontinae
Género: Gyldenstolpia
Espécie: G. fronto
Nome binomial
Gyldenstolpia fronto
(Winge, 1887)

Gyldenstolpia fronto é uma espécie de roedor da família Cricetidae. Pode ser encontrada na Argentina e Brasil.[3] O seu habitat natural conhecido é a savana árida.[3]

Nomenclatura e taxonomia[editar | editar código-fonte]

A espécie foi descrita em 1887 por Herluf Winge como Scapteromys fronto.[4] Philip Hershkovitz em 1966 reconheceu duas subespécies: para Kunsia fronto fronto, em Lagoa Santa (MG), localidade-tipo conhecida apenas por espécimes fósseis, e Kunsia f. chacoensis, conhecida para a região de Oro, na província de Chaco, na Argentina.[5] Avila-Pires (1972) descreveu Kunsia f. planaltensis, com ocorrência para Brasília, no Distrito Federal. Musser & carleton (1993) consideram as subespécies Kunsia fronto chacoensis (Gyldesntalpe, 1932) e Kunsia f. planaltensis Avila-Pires, 1972 como sinônimos de Kunsia fronto. Em 2008, Pardiñas, D'Elía e Teta recombinaram a espécie para Gyldenstolpia fronto.[2]

Duas subespécies são reconhecidas:[2]

  • Gyldenstolpia fronto fronto (Winge, 1887) - conhecida apenas da localidade-tipo em Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil;
  • Gyldenstolpia fronto chacoensis (Gyldenstolpe, 1932) - conhecida paenas da localidade-tipo em rio de Oro, província do Chaco, Argentina;

Informações Gerais[editar | editar código-fonte]

Kunsia Fronto é uma espécie de hábitos semifossoriais, encontrada em áreas abertas do Cerrado e do Chaco argentino, associada a áreas úmidas. Não existe informação sobre a sua dieta, mas, como outros roedores akodontinos semifossoriais (e.g. Juscelinomys, Scapteromys e Oxynycterus), deve alimenta-se de insetos e de material vegetal, como raízes e gramíneas. No Brasil, há 25 espécies da série-tipo de K. f. planaltensis (holótipo e parátipos) depositados no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Os registros mais recentes da espécie são três exemplares coletados na década de 1990 (Marinho-Filho et al., 1998), provenientes da Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina, no Distrito Federal, e depositados na Coleção de Mamíferos do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília. Este material foi coletado em campo úmido e erroneamente identificado e publicado como K. tomentosus.[6]

Distribuição Geográfica[editar | editar código-fonte]

A única informação disponível sobre a distribuição da espécie no passado são os espécimes da localidade-tipo, situada nos depósitos pleistocênicos das cavernas de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Atualmente, ocorre em populações disjuntas no noroeste da Argentina (Vale do Rio de Oro) e no Brasil Central, em Lagoa Santa, Minas Gerais (Hershkovitz, 1996) e Distrito Federal (Avila-Pires, 1972).

Presença em Unidades de Conservação[editar | editar código-fonte]

A única Unidade de Conservação com registro da espécie é a EE de Águas Emendadas (DF) (registrada inicialmente como K.tomentosus , por Marinho-Filho et al.,1998).

Principais Ameaças[editar | editar código-fonte]

Trata-se de espécie especialista de habitat, semifossorial e de difícil captura com as técnicas mais habituais. A perda e degradação de habitats parecem ser as principais ameaças à sobrevivência da espécie.

Estratégias de Conservação[editar | editar código-fonte]

Face à escassez de informação biológica sobre a espécie, a principal estratégia de conservação indicada é o investimento em pesquisa científica priorizando o inventariamento em áreas desconhecidas e conhecidas do Cerrado, bem como sobre a sua taxonomia, distribuição, biologia e ecologia.


Referências

  1. Musser, G.G.; Carleton, M.D. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 894–1531. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. a b c Pardiñas, U.F.J.; D'Elía, G.; Teta, P. (2008). «Una introducción a los mayores sigmodontinos vivientes: Revisión de Kunsia Hershkovitz, 1966 y descripción de un nuevo género (Rodentia: Cricetidae)». Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro. 66 (3–4): 509–594 
  3. a b c Pardinas, U.; D'Elia, G.; Teta, P.; Patterson, B. (2008). "Kunsia" fronto (em Inglês). IUCN 2014. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2014 Versão 3. Página visitada em 29 de dezembro de 2014.
  4. Winge, H. (1887). «Jordfundne og nulevende Gnavere (Rodentia) fra Lagoa Santa, Minas Geraes, Brasilien». E Museo Lundii. 1 (3): 1-178 
  5. Hershkovitz, P. (1966). «South American swamp and fossorial rats of the Scapteromyine Group (Cricetinae, Muridae) with comments on the glans penis in murid taxonomy». Zeitschrift für Säugetierkunde. 31: 81-149 
  6. MACHADO, Angelo Barbosa Monteiro; et al. (2008). Livro Vermelho da Fauna Brasileira. Rio de Janeiro: ICMBIO 
Wikispecies
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