Hegelianos de direita

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Hegelianos de direita é o nome dado a um grupo de estudantes e jovens professores da universidade Humboldt de Berlim formado após a morte de Georg Hegel, em 1837.[1]

É costumeiro diferenciar duas escolas de hegelianos: a de esquerda e a de direita. A distinção entre os hegelianos de direita e os hegelianos de esquerda refere-se apenas à postura desses autores em relação ao Reino da Prússia e à Igreja Evangélica da Prússia. O credo político de ambas as ideologias era essencialmente o mesmo. Ambas advogavam a onipotência do governo. Foi um hegeliano de esquerda, Ferdinand Lassalle, quem mais claramente expressou a tese fundamental do hegelianismo: "O Estado é Deus." O próprio Hegel havia sido um pouco mais cauteloso.  Ele declarou apenas que é "o percurso de Deus através do mundo que constitui o Estado" e que ao lidarmos com o estado devemos contemplar "a Ideia, o próprio Deus presente na terra."[2]

Os hegelianos de Direita, de forte apologia ao conservadorismo, expandiram o conceito de estatismo e entendiam que as séries de evoluções dialéticas históricas tinham sido completadas, e que a sociedade da Prússia, como ela existia, era a culminação de todo o desenvolvimento social para a época. A maioria elogiou o Estado prussiano, por fornecer um extenso sistema de serviços civis, boas universidades, industrialização, e alta empregabilidade. Entrando assim em conflito com os hegelianos de esquerda que acreditavam que ainda haveria mudanças dialéticas mais extensas para acontecer,[1] e que aquela sociedade estava longe da perfeição e ainda continha focos de pobreza, que no Governo tinha lugar para a censura, e os não luteranos sofriam com a discriminação religiosa.

O Estado é absolutamente racional ... e tem o direito supremo sobre o indivíduo, cujo dever supremo é de ser um membro do Estado.[3]

Filosofia do Direito, "O Estado", p. 258

Filósofos hegelianos de direita incluem:

Referências

  1. a b Dallmayr, Fred. «The Discourse of Modernity: Hegel and Habermas». JSTOR: The Journal of Philosophy, Vol. 84, No. 11, (1987 ), pp. 682-692. JSTOR 2026775 
  2. «O dogma do coletivismo». Mises Brasil. Consultado em 1 de outubro de 2017 
  3. Cf. Hegel, Georg H. W. 1821. Philosophy of Right. Trad. S. W. Dyde, 2008. Cosimo, Google Print, p. 133
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