High dynamic range

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Imagem de longo alcance dinâmico que passou por mapeamento de tons na igreja de Old Saint Paul, Wellington, Nova Zelândia.
As seis exposições individuais iniciais utilizadas para criar a imagem.
Uma imagem de grande alcance dinâmico da cúpula do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) em Cambridge, EUA.

High Dynamic Range (HDR, ou Grande Alcance Dinâmico, em português) são métodos utilizados em fotografia, computação gráfica ou processamento de imagens em geral, para alargar o alcance dinâmico (o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem). A intenção dessa técnica é representar precisamente nas imagens desde as áreas mais claras, possivelmente iluminadas diretamente por uma fonte de luz até áreas mais escuras, possivelmente em sombras.

Utilizam-se diferentes tempos de exposição numa série de fotografias para atingir-se o grande alcance dinâmico, técnica desenvolvida na década de 1940 por Charles Wyckoff, para fotografar detalhadamente explosões nucleares. Com a ascensão da fotografia digital e software que facilitam a criação de imagens com grande alcance dinâmico, a técnica se popularizou.

As fotos tiradas em JPEG possuem uma profundidade de cor de 8-bit por canal. Isso quer dizer que são processadas cores de 0 a 255, do preto ao branco, em cada canal. Arquivos com profundidade de cor de 16-bit possuem mais fidelidade de cores (inclusive do preto e do branco) pois contém mais informações de cor em cada canal. O intervalo entre as imagens de 8-bit e 16-bit é chamado de alcance dinâmico – muito mais detalhes e fidelidade de cores são encontrados nas imagens de 16-bit, simplesmente porque existe mais informações sobre a luminosidade de cada pixel quando temos um intervalo maior de valores de luminosidade em cada canal.[1] Por causa desta limitação, fotos HDR são feitas a partir de imagens em formato RAW.

Para se visualizar imagens HDR em telas e monitores normais (CRT, LCD, etc), impressão a tinta ou outros métodos de visualização que têm um alcance dinâmico limitado (têm pouca capacidade de mostrar áreas de grande luminosidade ou áreas muito pouco luminosas), utiliza-se a técnica de mapeamento de tons, em que o grande alcance dinâmico é comprimido numa curta faixa de luminosidade, ou num curto alcance dinâmico. Imagens criadas utilizando-se essa técnica frequentemente criam imagens surreais se um grande alcance dinâmico estiver comprimido num curto alcance dinâmico.

O processo de HDR é muito simplificado atualmente por softwares especializados neste formato de processamento de imagem, o mais conhecido atualmente é o Photomatix, um gerador HDR a partir de 3 imagens de diferentes exposições. O resultado poderá ser obtido através de fotos em JPEG apesar de ser recomendado o uso de imagens RAW.

Como em toda edição fotográfica e trabalho gráfico em geral, os resultados de uma boa edição HDR são melhores vistos em monitores CRT, apesar de maior sua calibração de cores é mais próxima do real da impressão, além de uma visão melhor das cores em todas as partes da tela, diferentemente do que ocorre em monitores de LCD, que escurecem os cantos, mostrando a cor mais próxima do real apenas quando olhada de maneira perpendicular (90º) entre os olhos e o monitor.

Notas e referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]