História de Madagáscar

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Vista do Palácio de Ranavalona em Antananarivo

A história de Madagáscar é conhecida desde o início da sua ocupação humana.

As Primeiras Migrações[editar | editar código-fonte]

Os primeiros grupos humanos a chegarem a ilha são os malaio-polinésios há dois mil anos, que intoduzem o cultivo da banana, fruta-pão, coco, cana-de-açucar, araruta, arroz, inhame e taro. Aos poucos a introdução desses novos alimentos vai se espalhando pelo continente africano e vai ajudar na melhoria da alimentação das populações e principalmente no fortalecimento das migrações e fixação dos povos bantos. A partir do século X começam a migrar povos africanos e comerciantes árabes. Os árabes batizam a ilha de "Jaziral al Gamar", que em português significa "Ilha da Lua". Nesse período algumas cidades malgaxes como Ilharana e Nosy-Manja já realizavam comércio com mercadores árabes e indianos.

Chegada dos Europeus[editar | editar código-fonte]

Os portugueses são os primeiros europeus a chegarem à ilha, no século XV. Em 1500 o navegador Diogo Dias batiza a ilha de São Lourenço. A 1 de Fevereiro de 1506, e durante 17 dias, Antão Gonçalves e Fernão Soares exploram a sua costa oriental. Os franceses fundam em 1643 Fort Dauphin, atual Toliara no extremo sul da ilha, que serve como base de proteção às possessões francesas nas Ilhas Reunião.

Libertália[editar | editar código-fonte]

Madagáscar permaneceu fora do assédio das potências européias dos séculos XVI ao XVIII. A ilha serviu então de refúgio de piratas que chegaram a fundar uma república independente conhecida como Libertália, na baía de Diego Suaréz. A república de Libertália liderada pelo corsário François de Missou, no entanto, tem longa duração, sendo destruída pelos nativos Africanos.

Reino Merina[editar | editar código-fonte]

Paralelamente são formados vários reinos como o dos merinos, betsileus, sakalaves, etc. O Reino de Merino unifica a parte central da ilha, e no ano de 1625 funda sua capital em Antananarivo. O rei Andrianampoinimerina segue a política de unificação dos reinos vizinhos e após sua morte assume seu filho Radama I. Radama I (1810-1828) obtém o controle da ilha e em 1815 os europeus são expulsos ou mortos. Após a morte do rei Radama I, sua esposa Ranavalona I assume o governo e inicia um período de perseguição aos missionários e cristãos, com a escravização e execução de muitos deles. Ranavalona governa a ilha até 1861, assumindo seu filho Radama II. Ao assumir o reino Radama II decreta liberdade de culto na ilha e é assassinado dois anos depois. As rainhas Rasoaherina, Ranavalona II e Ranavalona III seguem a política de abertura ao assédio das potências européias. O ministro Rainilaiarivony (que esteve no cargo durante o governo das três rainhas) é em 1895 deportado para a Argélia. Durante seu governo é assinado um tratado com a França, onde os merinos aceitam o privilégio do comércio e garantem a posse de Fort Dauphin, Ilhas Reunião e Ilha Saint Maire por parte dos franceses.

Colonização Francesa[editar | editar código-fonte]

A França estabelece o protetorado na ilha em 1885, com a derrota da rainha Ranavalona III que, dois anos mais tarde, também é exilada na Argélia, e Madagáscar passa a ser uma colônia. Em 1905 é estabelecida a União Malgaxe, em que os merinos com ajuda francesa conquistam definitivamente a ilha.

Independência e a República Malgaxe[editar | editar código-fonte]

Em 1947 inicia-se a rebelião malgaxe contra a dominação colonial francesa. A independência é obtida em 1960, após rebeliões sufocadas com violência pelos franceses. Philibert Tsiranana foi o primeiro presidente do país, governando até 1972, quando uma vaga de protestos estudantis e operários força-o a demitir-se, entregando o poder a um regime militar, que gradualmente adquire um carácter coletivista e antiocidental. Três anos depois toma o poder o capitão de corveta Didier Ratsiraka, que governa ditatorialmente por dezessete anos.

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