Isabel da Dinamarca (1573–1626)

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Isabel
Duquesa de Brunsvique-Luneburgo
Princesa da Dinamarca
Duquesa de Brunsvique-Luneburgo
Reinado 1590–1613
Antecessor(a) Hedvig de Brandemburgo
Sucessor(a) Ana Sofia de Brandemburgo
 
Marido Henrique Júlio, Duque de Brunsvique-Luneburgo
Descendência Frederico Ulrich de Brunswick-Wolfenbüttel
Sofia Hedwig de Brunswick-Wolfenbüttel
Isabel de Brunswick-Wolfenbüttel
Hedwig de Brunswick-Wolfenbüttel
Doroteia de Brunswick-Wolfenbüttel
Henrique Júlio de Brunswick-Wolfenbüttel
Cristiano de Brunswick-Wolfenbüttel
Rudolfo de Brunswick-Wolfenbüttel
Henrique Carlos de Brunswick-Wolfenbüttel
Ana Augusta de Brunswick-Wolfenbüttel
Casa Real Welf
Oldemburgo
Nascimento 25 de agosto de 1573
Koldinghus, Dinamarca
Morte 19 de julho de 1626 (52 anos)
Brunsvique, Principado de Brunsvique-Volfembutel, Sacro Império Romano-Germânico
Pai Frederico II da Dinamarca
Mãe Sofia de Mecklemburgo-Güstrow

Isabel da Dinamarca (Koldinghus, 25 de agosto de 1573 - Brunsvique, 19 de julho de 1626) foi uma duquesa-consorte de Brunsvique-Luneburgo através do seu casamento com o duque Henrique Júlio de Brunsvique-Luneburgo. Foi regente do ducado entre 1616 e 1622.

Família[editar | editar código-fonte]

Isabel foi a filha mais velha do rei Frederico II da Dinamarca e da duquesa Sofia de Mecklemburgo-Güstrow. Os seus avós paternos eram o rei Cristiano III da Dinamarca e a duquesa Doroteia de Saxe-Lauemburgo. Os seus avós maternos eram o duque Ulrico III de Mecklemburgo-Güstrow e a princesa Isabel da Dinamarca. A sua irmã mais nova, a princesa Ana, foi consorte do rei Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra e o seu irmão foi o rei Cristiano IV da Dinamarca.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Isabel começou por ser criada pelos seus avós maternos na Alemanha devido ao comportamento imoral do seu pai, mas regressou à Dinamarca em 1579 por insistência do conselho dinamarquês.

Os embaixadores escoceses que visitaram a Dinamarca tinham como objectivo casá-la com o rei Jaime VI da Escócia (depois Jaime I de Inglaterra), mas o seu pai preferiu noivá-la com o duque de Brunsvique, prometendo a sua irmã Ana em seu lugar.

Em 1590, Isabel casa-se com o duque Henrique Júlio de Brunsvique-Luneburgo de quem tem dez filhos:

  1. Frederico Ulrico, Duque de Brunsvique-Luneburgo (15 de Abril de 1591 – 21 de Agosto de 1634), casado com a princesa Ana Sofia de Brandemburgo; sem descendência.
  2. Sofia Edviges de Brunsvique-Volfembutel (20 de Fevereiro de 1592 – 23 de Janeiro de 1642), casada com Ernesto Casimiro I, Conde de Nassau-Dietz;
  3. Isabel de Brunsvique-Luneburgo (23 de Junho de 1593 – 25 de Março de 1650), casada primeiro com o duque Augusto da Saxónia e depois com João Filipe, Duque de Saxe-Altemburgo; com descendência.
  4. Edviges de Brunsvique-Luneburgo (19 de Fevereiro de 1595 – 26 de Junho de 1650), casada com Ulrico, Duque da Pomerânia; sem descendência.
  5. Doroteia de Brunsvique-Luneburgo (8 de Julho de 1596 – 1 de Setembro de 1643), casada com o marquês Cristiano Guilherme de Brandemburgo, filho de Joaquim III Frederico, Eleitor de Brandemburgo; com descendência.
  6. Henrique Júlio de Brunsvique-Luneburgo (7 de Outubro de 1597 – 11 de Julho de 1606); morreu aos oito anos de idade.
  7. Cristiano de Brunsvique-Luneburgo (20 de Setembro de 1599 – 16 de Julho de 1626); bispo de Halberstadt; sem descendência.
  8. Rudolfo de Brunsvique-Luneburgo (15 de Junho de 1602 – 13 de Junho de 1616); morreu aos treze anos de idade.
  9. Henrique Carlos de Brunsvique-Luneburgo (4 de Setembro de 1609 – 11 de Junho de 1615); morreu aos cinco anos de idade; sem descendência.
  10. Ana Augusta de Brunsvique-Luneburgo (19 de Maio de 1612 – 17 de Fevereiro de 1673), casada com o conde Jorge Luís de Nassau-Dillenburg; sem descendência.

Quando viu o seu marido pela primeira vez em 1590, o seu futuro marido apresentou-se como um joelheiro e ofereceu-lhe uma jóia, dizendo que era o prémio pelo seu corpo. Como consequência foi preso e não pôde ser libertado até provar a sua identidade, explicando que tinha sido apenas uma brincadeira. Já como duquesa, Isabel continuou a corresponder-se com frequência com o seu irmão Cristiano IV da Dinamarca.

Após a morte do marido em 1613, Isabel reinou dependente do dinheiro do seu dote. Três anos depois retirou o seu filho Frederico Ulrich do governo e, juntamente com o seu irmão, governou o ducado nos seis anos que se seguiram. Foi visitada pelo irmão em 1616. Em 1617 criou um refugio para pobres com uma capela (Elisabeth Stift). Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) o seu castelo foi atacado e só seria reparado completamente em 1654.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Isabel da Dinamarca em três gerações
Isabel da Dinamarca Pai:
Frederico II da Dinamarca
Avô paterno:
Cristiano III da Dinamarca
Bisavô paterno:
Frederico I da Dinamarca
Bisavó paterna:
Ana de Brandemburgo
Avó paterna:
Doroteia de Saxe-Lauemburgo
Bisavô paterno:
Magno I, Duque de Saxe-Lauemburgo
Bisavó paterna:
Catarina de Brunsvique-Volfembutel, Duquesa de Saxe-Lauemburgo
Mãe:
Sofia de Mecklemburgo-Güstrow
Avô materno:
Ulrico, Duque de Mecklemburgo
Bisavô materno:
Alberto VII, Duque de Mecklemburgo
Bisavó materna:
Ana de Brandemburgo, Duquesa de Mecklemburgo
Avó materna:
Isabel da Dinamarca, duquesa de Mecklemburgo-Güstrow
Bisavô materno:
Frederico I da Dinamarca
Bisavó materna:
Sofia da Pomerânia

Referências

  1. G.E. Cokayne; with Vicary Gibbs, H.A. Doubleday, Geoffrey H. White, Duncan Warrand and Lord Howard de Walden, editors, The Complete Peerage of England, Scotland, Ireland, Great Britain and the United Kingdom, Extant, Extinct or Dormant, new ed., 13 volumes in 14