Joaquim Correia de Melo

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Joaquim Correia de Melo (Campinas, 1816 — Campinas, 1877) foi um botânico brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Com cerca de 11 anos de idade ingressou na classe de latim regida por André da Silva Gomes.[1] Começou as suas atividades químicas numa botica da vila de São Carlos. Ele foi a figura chave das primeiras realizações de Hércules Florence com a fotografia. Em 1832, foi o "Quinzinho da Botica", como era carinhosamente chamado, quem informou a Florence sobre as propriedades do nitrato de prata quando atingido pela luz.

Em 1834 foi para o Rio de Janeiro cursar farmácia. Aplicou-se notavelmente, e em 1836 recebeu o diploma com a distinção optime cum laude. Passou a dedicar-se à botânica, e o seu primeiro estudo foi dedicado às plantas medicinais indígenas. Mais conhecido na Europa do que no Brasil, manteve estreito contato e colaboração com os maiores botânicos da época. Daí Edouard Marren, professor de botânica da Universidade de Liège, Bélgica, pedir a Correia de Melo exemplares de bromélias; William Nylander, da França, pediu-lhe líquens, e Cognieaux, curcubitáceas.

Em 1868 recebeu especial distinção da Societé Imperiale et Centrale d'Horticulture de France, pela introdução de vinte e uma espécies de bigoneáceas nos jardins de Paris. Ainda no mesmo ano recebeu medalha de prata por benefícios prestados ao Jardim de São Petersburgo. Em 1869, foi eleito membro estrangeiro da Royal Society of Botanics, de Edimburgo, e, em 1870, membro honorário da British Pharmaceutical Conference. De natureza modesta, Correia de Melo pouco fez para divulgar a sua obra, a ponto de receber carta pessoal de Francisco Rangel Pestana para colaborar na seção científica do jornal A Província de S. Paulo.[2]

Referências

  1. S. R. Joaquim Corrêa de Mello. A Luz: jornal litterario e instructivo publicado todos os domingos por uma associaçãoo de literatos sob redação de F. A. da Costa, Rio de Janeiro, v.2, n.48, p.377-380, 12 out. 1873.
  2. SANTOS, F. Quirino. Joaquim Correia de Melo: botânico brasileiro. Almanak de Campinas para 1873. Campinas: Typographia da Gazeta de Campinas, 1872, p. 81-90.