José Eugénio Dias Ferreira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Retrato de José Eugénio Ferreira, publicada no Album Republicano, 1908

José Eugénio Dias Ferreira (Lisboa, 13 de Novembro de 1882Lisboa, 17 de Janeiro de 1953), advogado, jurista e professor universitário português.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho natural do estadista José Dias Ferreira, jurista e político, viúvo, e de Eugénia Henriqueta Alves Travassos Valdez, 1.ª Condessa de Penalva de Alva e viúva do 1.° Visconde de Penalva de Alva.[1]

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, fez carreira como Lente do Instituto Superior de Comércio, depois Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.[1]

O seu nome aparece intimamente ligado à Greve Académica de 1907 — quando se candidatou à obtenção do grau de doutor na Universidade de Coimbra, a sua injusta reprovação no segundo dia de provas, a 28 de Fevereiro de 1907, por manifesto acto de abuso administrativo perpetrado pelo júri, causou escândalo na academia, que levou José Eugénio em ombros, o aclamou como herói e iniciou, assim, como pretexto, uma das mais importantes greves estudantis de sempre, a famosa greve académica desse ano, que esteve na base da Ditadura de João Franco.[1] Anos mais tarde, José Eugénio viria a defender a sua tese de doutoramento em Direito, em Coimbra, tendo sido aprovado e laureado.

Foi iniciado na Maçonaria em data desconhecida de 1904, com o nome simbólico de Littré, e regularizado na Loja Pátria, de Coimbra, afecta ao Grande Oriente Lusitano. Passou a coberto em 1912.[1]

Foi Militante do Partido Republicano Português.

Deixou publicados livros e artigos sobre Direito, Finanças, Política, História, etc.[1]

De sua mulher Júlia teve um filho Carlos Eugénio Dias Ferreira, nascido em Lisboa a 18 de Maio de 1908, advogado, de cujo casamento com a engenheira Julieta Ferreira Teixeira Carvalho, filha de José Teixeira Carvalho e de Etelvina Ferreira Carvalho, teve Manuela Ferreira Leite, economista e dirigente política, e de José Eugénio Dias Ferreira, advogado e dirigente desportivo.

Referências

  1. a b c d e f António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume I. Colunas 575-6