José Truda Palazzo Júnior

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José Truda Palazzo Jr. (Porto Alegre, 28 de julho de 1963) foi fundador e principal força motriz durante 27 anos do Projeto Baleia-franca, projeto que completou em 2007 25 anos e tem como objetivo a proteção da espécie Eubalaena australis, a Baleia-franca. Tendo integrado delegações oficiais brasileiras aos tratados internacionais de meio ambiente, foi perseguido e hostilizado pelos governos do PT, que tentaram sem sucesso impedir a continuidade de sua militância[carece de fontes?]. Além disso, Truda Palazzo tem trabalhado, ao longo dos anos, em várias iniciativas de proteção ao meio ambiente, principalmente áreas protegidas e biodiversidade marinhas, tendo se tornado um respeitado e conhecido ambientalista[carece de fontes?].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua militância na área ambiental aos 15 anos, em 1978, quando somou-se a ativistas como José Lutzemberger e Augusto Carneiro na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e começou a atuar na campanha nacional para banir do Brasil a caça à baleia (proibida somente em 1985). Em 1979 conhece o Vice-Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, então já um expoente do meio ambientalista brasileiro, e passam a trabalhar juntos pela conservação das baleias e do meio marinho. A luta pela criação de áreas protegidas e a defesa da fauna marinha marcaram a evolução de seu trabalho em defesa da Natureza desde então.

O projeto Baleia Franca[editar | editar código-fonte]

Em 1981, o Almirante Ibsen encarrega Truda de buscar, no sul do Brasil, evidências do reaparecimento de baleias francas, que se acreditava extintas no País. O grupo de voluntários organizados por Truda redescobre a população reprodutiva de baleias francas em 1982, dano início ao mais antigo projeto brasileiro de conservação de baleias, ao qual Truda dedicou-se até 2009, ano em que uma quadrilha de políticos e empresários locais, com apoio da empresa que administra o porto local, tomou de assalto o Projeto, visando transformá-lo numa entidade "chapa-branca"[carece de fontes?]. Apenas em 2002 o Projeto ganhou um patrocínio significativo, da Petrobrás. Antes disso, o Projeto foi mantido por 19 anos com recursos pessoais da família Truda Palazzo e pequenas doações obtidas de entidades no Brasil e Exterior[carece de fontes?].

Nesse ínterim, Truda, que iniciou três cursos superiores (Biologia, veterinária e Direito) mas abandonou-os por impossibilidade de compatibilizar o estudo com o ativismo e as pesquisas de campo fundamentais para o baleia-franca, dedicou-se à defesa dos ambientes marinhos e costeiros do Brasil com um sucesso raro[carece de fontes?]. Em 1983, obtém da então Secretaria Especial do Meio Ambiente a criação da Reserva Ecológica (hoje Refúgio de Vida Silvestre) Ilha dos Lobos, no RS, para proteger a única colônia de leões-marinhos do Brasil. Torna-se na oportunidade colaborador regular da SEMA, auxiliando na fiscalização da Estação Ecológica do Taim (RS) com um grupo de voluntários credenciados pela Secretaria.

Criação de áreas de conservação[editar | editar código-fonte]

Em 1985, inicia a luta pela criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, finalmente decretado em 1988, e que tornar-se-ia Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO em 2003 com base em relatório no qual Truda contribuiu decisivamente. Em 1989, fixando residência em Florianópolis e já à frente da IWC/BRASIL, auxilia o IBAMA na criação do Centro de Resgate de Fauna de Florianópolis para atender animais silvestres apreendidos e Em 1992 logra a decretação da Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, na Baía Norte de Florianópolis, obtendo da Fundação O Boticário os recursos necessários para sua primeira embarcação de fiscalização, sinalização e folheteria educativa. Com uma breve passagem pela Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República em 1991/92, na gestão de Jose Lutzemberger, ajuda a lograr a adesão do Brasil à Convenção para a Conservação de Áreas Úmidas de Importância Internacional (Convenção RAMSAR) e a consolidar a política pró-conservação do Brasil junto à Comissão Internacional da Baleia, na qual havia sido o primeiro observador não-governamental brasileiro a partir de 1984. Em 1999 coordena a proposta de criação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, decretada em setembro de 2000.

CIB (Comissão Internacional da Baleia)[editar | editar código-fonte]

Em 1997, Truda torna-se membro regular da delegação oficial do Brasil à Comissão Internacional da Baleia (CIB), tendo ocupado as posições de Chefe da Delegação Científica e Vice-Chefe da Delegação Plenária àquele organismo multilateral, esta até agosto de 2009, quando foi removido de sua função oficial como retaliação política a sua campanha contra a desastrosa política ambiental do (des)governo Lulla[carece de fontes?]. Coordenou também para o governo brasileiro a redação da proposta do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, ora em exame na CIB, e de criação do Santuário Nacional de Baleias e Golfinhos, decretado em 2008.

Truda foi ainda membro do Grupo de Trabalho Especial de Mamíferos Aquáticos do IBAMA desde sua criação, em 1994.

Divers for Sharks[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Truda junta-se ao empresário e mergulhador Paulo Guilherme "Pinguim" para fundar o projeto Divers for Sharks - Mergulhadores pelos Tubarões visando mobilizar a comunidade internacional do Mergulho pela conservação desses animais essenciais ao equilíbrio ecológico dos oceanos e hoje muito ameaçados pela pesca predatória. A campanha hoje conta com mais de 35.000 apoiadores em 85 países e obteve vitórias significativas na restrição à pesca de tubarões no Brasil e contra o tráfico internacional de suas barbatanas para a famigerada "sopa de barbatana" na China e outros países asiáticos.

Instituto Augusto Carneiro[editar | editar código-fonte]

Em 2011 ambientalistas veteranos do sul do Brasil unem-se para criar uma instituição capaz de dar seguimento à obra de Augusto César Cunha Carneiro, um dos maiores ativistas ambientais do país (falecido em 2014 - veja artigo na lista abaixo, Um Carneiro no País das Ovelhas). Truda torna-se Vice-Presidente do Instituto Augusto Carneiro e principal responsável pela projeção internacional de sua atuação, em reuniões de tratados de relevância ambiental e em programas de colaboração com outras instituições em países como Argentina, Chile, Uruguai, Austrália e Federação dos Estados da Micronésia, onde atua junto ao Manta Ray Bay Resort - Yap Divers para promover o Mergulho recreativo como ferramenta de conservação das raias-manta residentes e do ambiente marinho. Em 2015 Truda Palazzo coordenou a cooperação entre o Instituto e os voluntários de uma nova ONG no Rio Grande do Sul, o Instituto Oceano Vivo, para desenvolver o monitoramento e a promoção do turismo de observação de baleias na costa gaúcha, com patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Livros Publicados[editar | editar código-fonte]

Truda Palazzo é um escritor prolífico, agregando a seus inúmeros artigos científicos e de divulgação uma série de livros sobre conservação da Natureza; são os seguintes em ordem cronológica (vide os links para download gratuito ou aquisição):

  • [1] A Caça de Baleias no Brasil (Ed. AGAPAN, 1983, em co-autoria com L.A. Carter)
  • Manual de Reflorestamento do Estado de Rio Grande do Sul (Ed. da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, 1984, em co-autoria com Maria do Carmo Both)
  • [2] Guia dos Mamíferos Marinhos do Brasil (Ed. SAGRA, 1988, em co-autoria com Maria do Carmo Both, o primeiro guia sobre esses animais publicado no Brasil)
  • SOS Baleia (Ed. Sulina, 1989,m em co-autoria com Miriam Palazzo)
  • A Natureza no Jardim: Um Guia Prático de Jardinagem Ecológica e Recuperação de Áreas Degradadas (Ed. SAGRA, 1988, em co-autoria com Maria do Carmo Both, atualmente em sua quinta edição)
  • Flora Ornamental Brasileira: Um Guia para o Paisagismo Ecológico (Ed. SAGRA, 1989, em co-autoria com Maria do Carmo Both)
  • Mamíferos Marinhos do Sul do Brasil (Ed. Mares do Sul, 1996, em co-autoria com Marcelo Ruschel e P.A.C. Flores)
  • Santuário de Baleias no Sul do Brasil (Ed. Letras Brasileiras, 2001, em co-autoria com Marcelo Ruschel e P.A.C. Flores)
  • [3] Atlântico Sul: um Santuário de Baleias (Ed. Fundação mamíferos Aquáticos/IBAMA, 2006)
  • Projeto Baleia Franca: 25 Anos de Pesquisa e Conservação (Ed. IWC/Brasil, 2007)
  • [4] SOS Baleias (Ed. Armazém Digital, 2011, edição revisada e atualizada da obra de 1989)
  • [5] Naufrágios e Mergulhos: Fernando de Noronha, Recife e Maceió (Ed. CulturaSub, 2011, em co-autoria com Fernando Clark)
  • [6] Conservação da Natureza: E Eu Com Isso? (Ed. REMA/Fundação Brasil Cidadão, organizador e co-autor), 2012.
  • Abrolhos. (Ed. CulturaSub, com vários co-autores), 2014.
  • Amazônia: Paraíso das Águas (Ed. Cultura Sustentável, em co-autoria com Fernando Clark), 2016.

Reconhecimento pelas Ações de Conservação[editar | editar código-fonte]

Por sua atuação em defesa da Natureza, Truda recebeu o reconhecimento de diversas instâncias. Em 1984 recebe o WhaleSaver Certificate da Connecticut Cetacean Society, EUA; em 1985 o Diploma de Mérito Cívico concedido pela Liga da Defesa Nacional; em 1986, o título de Protetor do Verde Público outorgado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre; em 1988, o Prêmio Pieter Oyens do WWF, o título de Cidadão Honorário de Fernando de Noronha e a Medalha do Cinquentenário dos Parques Nacionais Brasileiros. Em 2001 recebe o título de Cidadão Honorário de Imbituba, sede do Projeto Baleia Franca. Em 2002 é convidado pela Fundação Avina, instituição que apóia lideranças sociais e ambientais na América Latina, a integrar seu rol de líderes-parceiros. Em 2005, após auxiliar na constituição do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca, é unanimemente eleito como Conselheiro Honorário no mesmo. Em 2014, é nomeado Embaixador Cultural e Ambiental de Yap, na Federação da Micronésia, pelo Manta Ray Bay Resort/Yap Divers, com quem colabora na conservação das raias-manta e da inestimável riqueza de vida daquela região. Atualmente, serve ainda como membro do Grupo de Especialistas em Áreas Protegidas e Turismo da IUCN - União Mundial para a Conservação, bem como da sua Força-tarefa de Mamíferos Marinhos e Áreas Protegidas.

A expulsão de Truda, inclusive com violência física contra sua família, do Projeto Baleia Franca, que passou a ser administrado por empresários e políticos sem qualquer compromisso com a conservação, recebeu ampla cobertura da mídia nacional e repúdio amplo no meio ambientalista brasileiro (vide p. ex. http://www.ecodebate.com.br/2009/08/08/um-encrenqueiro-a-menos-no-front-ambiental-artigo-de-marcos-sa-correa/). Mesmo assim, Truda continua sua atuação - classificada elogiosamente de "encrenqueira" pelo grande jornalista ambiental Marcos Sá Corrêa - na defesa intransigente da Natureza.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Vídeos[editar | editar código-fonte]

  • Entrevista a Mario Mantovani para a TV Frente Parlamentar Ambientalista
  • Entrevista ao programa de TV FIscais da Natureza sobre Mergulho e Conservação
  • José Truda e Paulo Guilherme "Pinguim" falam sobre a CoP12 da Conferência sobre Diversidade Biológica - 2014
  • [15] Entrevista de José Truda à Oceania TV, Palau - 2015.
  • José Truda entrevista Guilherme Dutra, Diretor da Conservation International Brasil, no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação - 2015
  • José Truda entrevista Henrique Horn Ilha, Chefe da Estação Ecológica do Taim, no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação - 2015
  • José Truda entrevista João Lara Mesquita, Editor do Blog Mar Sem Fim, no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação - 2015
  • Palestra de José Truda na abertura do evento de lançamento da campanha pelo Santuário de Baleias do Atlântico Sul -12 de agosto de 2016

Artigos de José Truda disponíveis na Web[editar | editar código-fonte]

  • [16] The Brazilian Right Whale Project - 1987
  • [17] ECO-92: Esperança ou Engodo? - 1992
  • [18] 1992: Retrocesso, Farsa e Covardia - 12/1992
  • [19] A Tragédia da Mata Atlântica (co-autoria de Augusto Carneiro) - 1993
  • [20] Parques, Reservas e a Farsa do Bom Selvagem - 12/1993
  • [21] Brasil se Prostitui por Mogno na CITES - 01/1995
  • [22] Carta Aberta a um Sarney Ambientalista - 20/01/1999
  • [23] Whose Whales? Developing Countries and the Right to Use Whales through Non-Lethal Means - 1999
  • [24] O Jardim da Subversão - 04/10/2004
  • [25] Dilma e as Árvores - 04/11/2004
  • [26] Bombardeando a Natureza - 16/12/2005
  • [27] Áreas ou Prefeitos de Risco? 27/01/2006
  • [28] Hora de Aacabar com o Mensalão dos Oceanos - 24/05/2006
  • [29] Desgraçados e Fantasiados - 08/06/2006
  • [30] A Usina dos Assassinos - 04/08/2006
  • [31] Abaixo a Invasão dos Latifúndios! 27/10/2006
  • [32] Qué Ecoturismo me Hablas? - 17/12/2006
  • [33] Conservação da Biodiversidade no Brasil: Desafios para a Sociedade - 2007
  • [34] Conservação Marinha no Brasil: Desafios e Oportunidades - 2007
  • [35] El Área de Proteccion Ambiental de la Ballena Franca, Brasil - 09/2007
  • [36] Políticas, Políticos e o Atraso do Brasil: Energia - 25/08/2009
  • [37] O Silêncio dos Indecentes (Parte I) - 03/08/2009
  • [38] O Silêncio dos Indecentes (parte II) - 10/08/2009
  • [39] A Gritaria dos Indecentes - 24/08/2009
  • [40] Atraso do Brasil: Cidades Insustentáveis - 21/09/2009
  • [41] Dilma, a Bruxa do Clima, ou: Donde Fica as Mardiva? - 30/10/2009
  • [42] A Villa, o Verde e a Vida - 2010
  • [43] Passeio em Copenhague, ou a Olim-piada dos Insensatos - 07/11/2009
  • [44] Comissão do Atum Não Vale um Pum - 18/11/2009
  • [45] Parques e Reservas: Visitação Não, Depredação Sim - 04/12/2009
  • [46] Minc-gana que Eu Gosto - 29/12/2009
  • [47] Copenhague a Angra? os Assassinatos do Des-Governo - 04/01/2010
  • [48] O Ataque dos Bananeiros Armamentistas - 17/03/2010
  • [49] A Canoas do PT na Contramão da HIstória - 29/03/2010
  • [50] O Burro e a Perereca - 05/04/2010
  • [51] Lullismo Internacional, um Desastre Ambiental - 05/05/2010
  • [52] Estupro à Luz do Dia - 08/08/2010
  • [53] Queima Brasil: LuLLa e Dilma no Pulmão - 19/09/2010
  • [54] A Natureza Não Aguenta Mais Neutralidade - 27/10/2010
  • [55] Consumismo, Ambientalismo e a Eleição - 10/11/2010
  • [56] Tubarões no Limite - 08/12/2010
  • [57] Sobre Prostituição e Peixes - 26/02/2011
  • [58] O Mato e Os Veados - 08/07/2011
  • [59] Baleias: Mais Perto da Proteção Total - 05/08/2011
  • [60] Gabriel, o Bispo e os Tubarões - 07/01/2013
  • [61] Crime Continuado e Silencioso contra a Biosfera (co-autorando Millos Stringuini) - 11/02/2011
  • [62] - Um Zoológico Disputado por Dois Bandos de Burros - 18/02/2011
  • [63] Em Liquidação: Tubarões, Elefantes e Ursos - 04/03/2013
  • [64] Segredos Públicos e o "Politicamente Correto" a Favor do Extermínio - 06/03/2013
  • [65] A Semana em que Rousseau Matou o Urso - 08/03/2013
  • [66] Tartarugas na Lixeira e Elefantes nas Montanhas - 11/03/2013
  • [67] Supostos Parceiros Jogam Bola nas Costas do Brasil - 13/03/2013
  • [68] Tubarões: Uma Conquista Árdua e Frágil na CITES - 12/03/2013
  • [69] As Baleias do Vigário, ou: Como Por no Lixo um Santuário - 27/08/2014
  • [70] Um Carneiro no País das Ovelhas - 10/04/2014
  • [71] YAP - Mergulhando no Paraíso das Mantas - 26/05/2014
  • [72] O Futuro das Baleias e o Teatro do Absurdo - 15/09/2014
  • [73] União Europeia e os EUA Endossam Assassinos de Baleias - 22/09/2014
  • [74] Brasília, Olhe para o Mar e o Proteja da Degradação - 29/09/2014
  • [75] Uma Convenção, Muita Conversação e Pouca Biodiversidade (o título está errado na página web) - 22/10/2014
  • [76] Ilhas do Pacífico: Esperança para a Biodiversidade Marinha - 12/01/2015
  • [77] Ministério da (Sobre)Pesca e do Sumiço das Estatísticas - 31/03/2015
  • [78] O Solar Impulse, a Mandioca e a Economia do Atraso - 07/07/2015
  • [79] Uma Agenda Ambiental para o Desenvolvimento (em co-autoria com João Lara Mesquita) - 18/06/2016
  • [80] CITES 2016: Novo Embate entre Traficantes e Conservação - 25/09/2016
  • [81] O Genocídio do Supérfluo: Circo dos Horrores no Tráfico de Fauna - 28/09/2016
  • [82] CITES is a Conservation Organization, NOT a Trade Organization - 02/10/2016