Juca Mulato

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Juca Mulato
Capa da 1a. edição (1917)
Autor(es) Menotti Del Picchia
Editora Casa Paladino (1a. edição)
Páginas 45

Juca Mulato (1917) é um dos primeiros livros de poesia publicados pelo poeta brasileiro Menotti Del Picchia. Publicado em 1917, antes da Semana de 22,[1] Juca Mulato lançou Menotti no mundo literário, sendo reproduzido em jornais de todo o Brasil, fazendo do autor um nome nacional.[2]

Tema[editar | editar código-fonte]

Juca Mulato conta sobre o caboclo Juca, trabalhador de uma fazenda, descrito nos primeiros versos como em estado de comunhão com a natureza,[3] que sente uma "cisma" - sentimento de inadequação racial,[4] aumentado desde o dia em que flagra a filha da patroa o contemplando.[5]

A personagem integra o rol de tipos populares rurais, desenhados por escritores e artistas desde o final do século XIX, assemelhando-se pelo sentimentalismo, ao violeiro caipira de Almeida Júnior e pelo aspecto de desolação, ao Jeca de Monteiro Lobato.[4] Juca Mulato insere-se em uma corrente de primitivismo que começa com O Guarani de José de Alencar e vai até Jubiabá de Jorge Amado.[6]

Referências

  1. Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira. Editora Cultrix; 1994. ISBN 978-85-316-0189-7. p. 367.
  2. Maria Lucia Caira Gitahy; José Tavares Correia de Lira. Tempo, cidade e arquitetura. Annablume; 1/1/2007. ISBN 978-85-88126-64-0. p. 119.
  3. Daniel Faria. O mito modernista. Universidade Federal de Uberlândia; 2006. ISBN 978-85-7078-110-9. p. 310.
  4. a b Antonio Celso Ferreira. A epopéia bandeirante: letrados, instituições, invenção histórica (1870-1940). UNESP; 2001. ISBN 978-85-7139-386-8. p. 310.
  5. Alceu Amoroso Lima. Estudos literários. Companhia Aguilar Editôra; 1966. p. 135.
  6. David Brookshaw. Raça & cor na literatura brasileira. Mercado Aberto; 1983. p. 82.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DEL PICCHIA, Menotti. Juca Mulato. São Paulo: Cultrix, 1978.