Laços interpessoais

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Nós (indivíduos) e laços (conexões) nas redes sociais.

Em sociologia matemática, laços interpessoais são definidos como conexões transportadoras de informações entre as pessoas. Os laços, em geral, vêm em três variedades: forte, fraco ou ausente. Laços sociais fracos, argumenta-se, são responsáveis pela maioria das conexões e estrutura das redes sociais na sociedade, bem como a transmissão de informações através dessas redes. Especificamente, mais informação nova flui para os indivíduos através dos laços fracos, do quê através dos laços fortes. Devido a nossos amigos próximos tenderem a estar nos mesmos círculos que nós mesmos já estamos, a informação que eles recebem coincide bastante com o que já sabemos (câmara de eco). Conhecidos, por outro lado, conhecem pessoas que nós não e, assim, recebem mais informação nova.[1]

Segundo o sociólogo estadunidense Mark Granovetter, incluem-se na definição de laços ausentes aquelas relações sem importância significativa, como cumprimentar os vizinhos, ou com um lojista visitado frequentemente. Além do mais, o fato de que duas pessoas podem se conhecer pelo nome não necessariamente qualifica a existência de um laço fraco. Se a interação destas pessoas for insignificante, o laço é ausente. A "força" de um laço interpessoal é uma combinação linear da quantidade de tempo, intensidade emocional, intimidade (ou mútuo confidenciar) e serviços recíprocos que caracterizam cada laço.[2]

Referências

  1. Granovetter, Mark (2005). «The Impact of Social Structure on Economic Outcomes». Journal of Economic Perspectives. 19 (1): 33–50. doi:10.1257/0895330053147958 
  2. «The Strength of Weak Ties» (PDF). Am. J. Sociol. 78. JSTOR 2776392. Consultado em 12 de janeiro de 2018. Arquivado do original (PDF) em 16 de fevereiro de 2008