Lesão de Hill-Sachs

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lesão de Hill-Sachs, ou Fratura Hill-Sachs, é uma depressão cortical na cabeça do úmero posterolateral. É o resultado de impactação forte da cabeça umeral luxada contra a glenóide anterior quando o úmero é luxado anteriormente.

Epônimo[editar | editar código-fonte]

A lesão tem o nome de Harold Arthur Hills (1901-1973) e Maurice David Sachs (1909-1987), dois radiologistas de San Francisco, EUA. Em 1940, eles publicaram um relatório de 119 casos de luxação do ombro e mostrou que o defeito resultou da compressão direta da cabeça do úmero. Antes da publicação, embora a fratura já fosse conhecida por ser um sinal de luxação do ombro, o mecanismo preciso era incerto.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

A lesão está associada exclusivamente com a luxação glenoumeral anterior.[2] Quando o úmero é impulsionado à partir da cavidade glenoumeral, este impacta a cabeça, relativamente macia contra a borda anterior da glenóide. O resultado é um torrão, sulco ou achatamento no aspecto posterolateral da cabeça do úmero, geralmente oposto ao processo coracóide. O mecanismo que leva à luxação do ombro é geralmente traumático, mas pode variar, especialmente se houver história de deslocamentos anteriores. Esportes, quedas, convulsões, brigas ou virar na cama podem ser causas de deslocamento anterior.

Referências

  1. Hill HA, Sachs MD. The grooved defect of the humeral head: a frequently unrecognized complication of dislocations of the shoulder joint. Radiology 1940; 35:690-700
  2. Calandra, Joseph (dezembro de 1989). «The incidence of Hill-Sachs lesions in initial anterior shoulder disloactions». The Journal of Arthroscopic & Related Surgery. 5 (4): 254–257. doi:10.1016/0749-8063(89)90138-2. Consultado em 11 de maio de 2014 
Ícone de esboço Este artigo sobre medicina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.