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Leucauge argyra

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Leucauge argyra
Leucauge argyra na Jamaica
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Araneae
Infraordem: Araneomorphae
Família: Tetragnathidae
Gênero: Leucauge
Espécies:
L. argyra
Nome binomial
Leucauge argyra
(Walckenaer, 1842)
Sinónimos
  • Tetragnatha argyra Walckenaer, 1842
  • Linyphia aurulenta C.L. Koch, 1845
  • Linyphia ornata Taczanowski, 1874
  • Meta argyra
  • Argyroepeira argyra
  • Argyroepeira aurulenta
  • Plesiometa argyra
  • Leucauge aurulenta

Leucauge argyra, conhecida como aranha-de-mandíbula-longa, é uma aranha e é conhecida por ser a hospedeira da Hymenoepimecis argyraphaga, uma vespa parasitóide.[1]

É encontrada na Ásia, Estados Unidos e Brasil.

Descrição

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Leucauge argyra no Rio Grande do Norte

Leucauge argyra tem três linhas no abdômen que correm paralelas, apenas na metade do abdômen, onde as duas externas se curvam para dentro antes de continuarem paralelas novamente pelo resto do abdômen.

A teia dos juvenis tem um emaranhado superior com fios o conectando ao centro e, ocasionalmente, outro emaranhado abaixo da teia orbicular; esses emaranhados estão ausentes nas teias dos adultos.[2]

Uma espécie semelhante à L. argyra é Leucauge mariana.

Leucauge argyra (e muitos outros Leucauge spp. ) é conhecido por ser uma espécie colonial, com aranhas mantendo territórios individuais/teias orbiculares dentro de um andaime de linhas de suporte compartilhadas mantidas pelo grupo. Colônias de indivíduos multigeracionais são frequentemente vistas com alguns níveis de estratificação de tamanho (onde indivíduos/adultos maiores ocupam as posições mais altas da teia e indivíduos/juvenis menores ocupam posições mais baixas da teia).

Leucauge argyra participa de um tipo pouco documentado de interação aranha-planta, no qual suas teias podem influenciar a herbivoria em plantas hospedeiras. A espécie constrói teias orbiculares que podem formar estruturas em múltiplos estratos na vegetação, o que pode agir como obstáculos para outros artrópodes. Um estudo conduzido em área de sub-bosque em Seropédica indicou que plantas associadas a teias de L. argyra apresentaram menor nível de herbivoria em comparação a plantas sem teias, sugerindo um possível efeito indireto de proteção contra herbívoros. Essa relação tem sido interpretada como um caso de mutualismo aranha-planta facultativo, no qual as aranhas utilizam a planta como suporte estrutural em um ambiente rico em presas, enquanto a planta pode se beneficiar da redução de danos foliares.[3]

Referências

  1. Eberhard, W. (2001) Under the influence: Webs and building behavior of Plesiometa argyra (Araneae, Tetragnathidae) when parasitized by Hymenoepimecis argyraphaga (Hymenoptera, Ichneumonidae). The Journal of Arachnology 29:354–366.
  2. Barrantes, G., Cuyckens E. (2011) Function of the upper tangle in webs of young Leucauge argyra (Araneae: Tetragnathidae). American Arachnological Society.
  3. Ferraz, Iago; Perrotta, Victor (2026). «UMA NOVA INTERAÇÃO ARANHA-PLANTA: MUTUALISMO FACULTATIVO ENTRE Leucauge argyra (Walckenaer, 1842) (ARANEAE: TETRAGNATHIDAE) E PLANTAS DE SUB-BOSQUE». WISSEN EDITORA. 1: 42. doi:10.52832/wed.201