Lipofuscina

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Grânulos amarelo-marrom de lipofuscina em células musculares do coração.

Lipofuscina é um pigmento depositado na célula que serve para detectar o tempo de vida celular. Ela está presente em células que não se multiplicam muito e têm vida longa, como as musculares do miocárdio e os neurônios. Normalmente, quanto mais lipofuscina presente, mais velha é a célula.[1]

Composição[editar | editar código-fonte]

A lipofuscina é um pigmento fino, castanho-dourado, constituído por fosfolípidos e proteínas, que resulta da digestão incompleta dos glóbulos sanguíneos danificados (resíduos celulares). É provavelmente o produto da oxidação de ácidos graxos insaturados, e podem ser sintoma de danos na membrana, da mitocôndrias ou dos lisossomas. Além de um grande teor de lípidos, lipofuscina é pode conter açúcares e de metais, incluindo o mercúrio, alumínio, ferro, cobre e zinco.[2]

Patologia[editar | editar código-fonte]

Acumulação patológica de lipofuscina está associada a mal de Alzheimer, mal de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, certas doenças lisossómicas, acromegalia, atrofia por desnervação, miopatia lipídica ou centronuclear, doença pulmonar obstrutiva crónica[3] e melanose coli.

Referências

  1. http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/002242.htm
  2. http://wwwchem.csustan.edu/chem4400/SJBR/lipofus.htm
  3. Joakim Allaire, François Maltais, Pierre LeBlanc, Pierre-Michel Simard, François Whittom, Jean-François Doyon, Clermont Simard & Jean Jobin (2002). "Lipofuscin accumulation in the vastus lateralis muscle in patients with chronic obstructive pulmonary disease". Muscle and Nerve 25 (3): 383–389. doi:10.1002/mus.10039.