Luiz Carlos Almeida

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Também conhecido pelos codinomes Sérgio, Tavares, Álvaro e Morais, Luiz Carlos Almeida, foi um militante brasileiro do Partido Operário Comunista (POC) e morto por membros da ditadura chilena.

É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em física pela Universidade de São Paulo (USP), lecionou Física Experimental na mesma. Após responder a processos, e com um mandato de prisão preventiva, Luiz Carlos Almeida exilou-se no Chile, onde lecionava em uma universidade, quando foi preso por carabineiros em sua casa, no bairro de Barrancas, em Santiago, a 14 de setembro de 1973.

Segundo documento do Serviço de Informações do DOPS de São Paulo, datado de 22 de abril de 1975, Luiz Carlos Almeida participou de reuniões do Partido Operário Comunista (POC) realizadas na cidade de São Roque (SP) em 1970, e pertencia à célula da organização no ABC Paulista. Mesmo após ter se desligado do POC, em fevereiro de 1970, Luiz Carlos Almeida continuou fazendo trabalho político na região, e colaborou com a reconstrução da Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), que adotava a sigla OCML-PO, (Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária)

Tortura e morte[editar | editar código-fonte]

Depois de passar pela delegacia, o professor foi levado ao Estádio Nacional de Chile e torturado. Foi mais tarde fuzilado às margens dos rio Mapocho.[1] Segundo documento encontrado do arquivo do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS-SP), Luiz Carlos Almeida tinha 25 anos quando foi assassinado. O documento, que data de 1971, porém, não indica a data de nascimento de Luiz Carlos.

Denúncia[editar | editar código-fonte]

O caso do professor veio à tona graças à denúncia de Luiz Carlos Almeida Vieira, que morava junto com o primeiro e que foi preso e torturado junto com o professor. Vieira declarou que eles se conheceram em setembro de 1973, dias antes do golpe contra o então presidente chileno, Salvador Allende. Os dois brasileiros e um uruguaio foram levados às margens do rio Mapocho. O uruguaio e Luiz Carlos Almeida foram metralhados quando tentaram pular no rio e morreram, já Luiz Carlos Almeida Vieira, que levou três tiros, foi carregado pelas águas e conseguiu sobreviver.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Derrotada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 544 páginas. ISBN 978-85-8057-432-6 
  • Centro de Documentação Eremias Delizoicov e Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos. "[1]"
  • "Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964", de Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Instituto de Estudo da Violência do Estado - IEVE e Grupo Tortura Nunca Mais - RJ e PE. "[2]"
  • Agência de notícias da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde está instalada a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva”."[3]"