Madragoa

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Rua de São João da Mata, na Madragoa, vendo-se ao fundo o estuário do Tejo.

A Madragoa é um bairro popular de Lisboa, junto à foz do Tejo.

Existem referências à ocupação da área desde o período romano. No entanto, apenas a partir da segunda metade do século XVI é que se pode falar em desenvolvimento urbano, especialmente com o estabelecimento do Paço Real de Santos, que tanto atraiu ordens religiosas e famílias nobres e burguesas, resultando no aparecimento de palácios e casas apalaçadas e muitos conventos onde viveram as Trinas, as Bernardas ou as Inglezinhas. A constituição da Freguesia de Santos em 1566 também foi um importante marco para o desenvolvimento urbano da área.[1]

Entre os séculos XVlll e XlX, a população sofreu grandes alterações. Nessa altura, veio para Lisboa muita gente da região da ria de Aveiro, em especial de Ovar, de Ílhavo e da Murtosa. Comercializavam legumes e peixe. Posteriormente, grande parte destas pessoas optou por ficar na Madragoa. Na maioria, eram casais de pescadores e varinas.[2]

De entre muitas das obras arquitectónicas da Madragoa, destaca-se o Palácio dos Duques de Aveiro, a Casa dos Marqueses de Abrantes e a mais antiga e modesta das capelas lisboetas, a dos Mártires. Também lá se encontra a Embaixada de França, onde Gil Vicente (depois do Castelo de São Jorge), deu início ao teatro português.

O poeta Filinto Elísio terá nascido na Madragoa, filho de um destes casais, de origem ilhavense.

Referências

  1. Madragoa em Terras de Portugal Página visitada em 12.9.2013
  2. A imagem da cidade como património vivo Página visitada em 12.9.2003