Morro das Torres

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Dezembro de 2008). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

O Morro das Torres é um acidente geográfico do Brasil que se situa na divisa de Rio Rufino e Urupema, Santa Catarina. É um dos locais mais frios do Brasil. Sendo definido pelo géologo Geraldo Barfknecht, como “o mais fantástico paraíso climático do Brasil”,[1] e o único lugar do país onde o sincelo (nevoeiro congelante, melhor termo) acontece com tanta frequência e intensidade. Em curto intervalo de tempo no Morro das Torres pode ser registrado quatro fenômenos diferentes: chuva granulada, chuva congelada, neve e sincelo. O Morro das Torres, permite excepcionais vistas num raio de cerca de 60 km, com uma cachoeira que congela completamente e assim permanece por vários dias pouco abaixo de seu topo, em fortes ondas de frio. De fácil acesso (local público), com cercas de taipas (muros de pedra Basaltos, Dacitos, Riodacitos, Riólitos) de grande extensão, "visões celestiais", constituindo-se em um dos melhores pontos do Brasil para se observar queda de neve e a vegetação arbustiva com grossas camadas de gelo (nevoeiros congelados, sincelos em Portugal ou rimes em inglês).

Esse é o excepcional e raro Morro das Torres, ou Morro das Antenas. Ou, melhor ainda, Morro da Serra do Campo Novo, seu nome original,que deveria ser restabelecido no municipio de Urupema ( ou Urupemba), cuja denominação vem de uma peneira de palha e\ou "pássaro ligeiro", na língua dos primeiros guardiões (kaigangs) desse santuário de Santa Catarina.

Sua altitude é de 1.733* m e tem um marco geodésico do DSG ( Min. do Exército) perto das torres no ponto mais elevado. Freqüentemente, na mídia ou na placa da rodovia de acesso (que une as sedes de Urupema e Rio Rufino, na Serra Catarinense), aparece o valor 1.750 m que não precisava de mais alguns metros para tamanha beleza e facilidade de acesso.Infelizmente, a prefeitura de Urupema insiste nessa altitude errada em banners, cartazes, etc, embora tenha sido avisada dezenas de vezes e que inexiste uma só fonte, medida que indique a altitude de 1750 m.

O Morro das Torres é singular, excepcional obra da Natureza, pois, ao contrário da maioria das mais altas elevações do Planalto Sul-Brasileiro, é um morro com um grande banhado (charco, turfeira, área permanentemente encharcada de água, campos sempre úmidos, ou que o lençol freático coincide com a superfície do terreno), na sua área culminante, quase plana, levemente abaulada, com dimensões (em torno de 1.200 m SW-NE x 400 m S-N) são totalmente dominadas pela vegetação de campo limpo (savana gramíneo-lenhosa), com a "serra" tendo continuidade por vários quilômetros a SW, decaindo topograficamente e, por esse motivo, recobertas pelos remanescentes da Floresta das Araucárias ( Floresta Ombrófila Mista altomontana ( no caso)). A passagem da vegetação, em cotas mais baixas (perto de 1.650-1.670 m ( Floresta Ombrofilia Densa- Alto Montana (Matinha Nebular/ Floresta das Nuvens) para os Campos de cima da Serra (assim chamados no RS), é abrupta, sem transição a não ser para um botânico. O termo de Campos de Cima da Serra, na maioria das vezes, é de campos secos. Não é o caso desse e dos outros morros, de SC, com turfeiras no topo com solos, rasos, antigos, elevado conteúdo de matéria orgânica, saturado em água, sob efeitos de ventos fortes (sempre) e temperaturas na relva, com extremos próximos de -15 /-20 graus Centigrados, entre outros efeitos. Por 5 vezes, medi as temperaturas de relva. Em Agosto de 2014, minima de relva foi -15.5 graus. Quase 13 graus de diferença com a oficial (abrigo, entre aspas) da estação automática do CIRAM (com altitude incorreta, já que não tem 1.725 m). E por mais incrível que pareça, com Sensação Térmica (vento x temperatura) de cerca de -22 graus, havia pequenos pássaros tomando seu "cafe-da-manhã" e alguns dedos com enorme dificuldade de apertar o botão de disparo. A estação do CIRAM/EPAGRI tem em torno de 1.720 m.

O seu nome correto, antigo, esquecido é de Morro do Campo Novo e, com a implantação de várias torres de comunicação (TVs, telefônica e o seu lixo, sua poluição) passou a ser chamado de Morro das Torres ou das Antenas e tem se constituído em uma imagem que muitos brasileiros já viram pela televisão, quando as antenas e a pouca vegetação arbustiva em seu topo ficam cobertas de gelo, de neve, de sincelo, mas que convêm salientar que juntamente com as elevações próximas os Morro da Igreja, mais aquelas dos Campos dos Padres (Morro da Bela Vista do Guizoni e outros), algumas dos Campos de Santa Bárbara e principalmente, dos cumes com mais de 1650 m do Sistema Divisor Canoas-Pelotas ("Serra", crista topográfica entre o Morro da Igreja até a Serra da Farofa, orientada em linhas gerais, quase E-W, perpendicular aquela da Escarpa da Serra Geral/ Aparados da Serra ) são palcos de um raro e espetacular fenômeno climático no Brasil, que são arvoretas, vegetação arbustiva,,gramíneas, cercas, alambrados sob efeito da Chuva Congelante (assim que toca uma superfície mais esfriada, congela-se) e o mais conhecido, tantas vezes confundido no passado, com neve, o sincelo.

O posicionamento do Morro das Torres ou das Antenas, juntamente com a Serra da Farofa, sua vizinha a NW, constituem a primeira (ou a última) barreira física para as correntes oceânicas carregadas de alta umidade, que muitas vezes produzem nevoeiros em seu topo ("viração"). É a elevação com que as frentes frias deparam com mais de 1.700 m de altitude,mais afastadas da borda da Escarpa da Serra Geral (Aparados), razão pela qual algumas vezes são as primeiras, quando não as únicas elevações com o raro e belíssimo efeito dos nevoeiros congelados ( rime em inglês) ou mesmo a precipitação nival. É muito comum o Morro das Torres "ir dormir" e permanecer um pouco mais de tempo "na cama", coberto com densos nevoeiros.

O acesso é fácil, desde as cidades de Urupema 1.330 -1.335 m de altitude(praça percorrendo cerca de 7 km e de Rio Rufino (865 m de altitude ) a cerca de 12 km. que o seu território atinge (uma pequena parte do morro)) até a última curva, quase no topo . A municipalidade de Urupema conserva em bom estado uma estradinha de saibro, permitindo que mesmo carros de passeio atinjam o seu topo, que está a pouco mais de 1 km da rodovia pavimentada que liga Urupema a Rio Rufino (SC-112). Há uma placa no ponto mais elevado (passo com 1.550 m) dessa rodovia e não há como errar, pois, se o fizer, isso é, descer, então a Cachoeira que Congela, em seus dias de verão, estará lhe aguardando.Por favor, desconsidere as altitudes do Morro, tanto na entrada (passo de 1550 m), como nos painéis no topo. Mas nada desmerece essa fantástica elevação. Não precisa de erros geodésicos/geográficos, apenas.

* A correta altitude, ortométrica pode ser próxima de 1.726 m. Aquela que você pode medir no topo, através de GPS, é elipsoide. Há uma correção entre elas, para que seja convertida em ortométrica e depende da posição (Lat. Long). Por favor, não ache que uma medida que você fizer no cume não varia em horário, tempo. Nessa montanha, vi valores entre 1.721 -1.735 m em mais de 20 visitas.Considere, que 1.726 m e a mais provável e por favor, esqueça a cota que aparece em banner, prospectos turísticos, etc, de 1.750 m (que dizem ser oficial, mas não ha um simples documento, carta, mapa, medida que diga isso). O morro e singular, belo, excepcional demais para mentirem sobre ele.

Se você tem tempo de sobra e ainda desejar saber mais características do Morro das Torres/ Campo Novo, peça á Secretaria de Turismo de Urupema que lhe encaminham.

Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências —————————————————————————————————————————————

Barfknecht, G. (2013) Especialista em montanhas estuda fenômenos raros no Brasil em Urupema. <http://www.radiocruzdemalta.com.br/especialista-em-montanhas-estuda-fenomenos-raros-no-brasil-em-urupema/> Visitado em 20 de setembro de 2015.

  1. 1