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Nebulosa de Hélix

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Nebulosa de Hélix

Nebulosa de Hélix, também conhecida como Nebulosa da Hélice, A Hélix ou NGC 7293 é uma nebulosa planetária localizada na constelação de Aquarius (ou Aquário). Também foi apelidada de "Olho de Deus" devido ao seu formato visto da Terra.[1]

Descoberta por Karl Ludwig Harding, provavelmente antes de 1824, essa nebulosa é uma das mais próximas da Terra.[2] Sua distância da Terra é de aproximadamente 700 anos-luz (215 parsec). Ela é muito parecida com a nebulosa do anel, e têm tamanho, idade e características físicas parecidos à nebulosa do Haltere, sendo diferentes apenas em suas proximidades e aparência de um ângulo equatorial.[3]

Durante a chuva de meteoros Leônidas em novembro de 2002, os controladores viraram o Hubble para protegê-lo por cerca de meio dia. Coincidentalmente, a Nebulosa Hélix estava quase que exatamente na direção oposta à chuva de meteoros, assim o Hubble pôde fotografar a nebulosa.

Nebulosas planetárias como a Hélix são formadas no final da vida de uma estrela (como o Sol) por uma corrente de gases que escapam da estrela morrendo.

Características Fundamentais

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Esta nebulosa possui um diâmetro impressionante de cerca de 2,5 anos-luz, tornando-se uma das maiores e mais próximas nebulosas planetárias conhecidas. Sua proximidade relativa à Terra a torna um alvo favorito tanto para astrônomos profissionais quanto para entusiastas da astronomia. Com uma magnitude aparente de 7,3, ela requer pelo menos binóculos para ser observada adequadamente. [4]

Coordenadas Celestes

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A nebulosa está localizada nas coordenadas de ascensão reta 22h 29m 38.55s e declinação -20° 50′ 13.6″. Para observadores do hemisfério sul, ela é melhor visível durante os meses de outono e inverno, quando Aquário está alta no céu durante as horas noturnas.

Melhores Condições de Observação

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Para apreciar a NGC 7293, você precisa de céus escuros longe da poluição luminosa das cidades. A lua nova ou crescente oferece as melhores condições para observação.

A Magnificência das Cores da NGC 7293

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Astrofotografia Amadora da NGC7293
Exclusiva astrofotografia de NGC7293 feita em Brasília (Latitude: -15.7797200°), 19/07/2025, hemisfério sul, mostra cores incríveis.

Esta é a imagem que é vista quando observamos com um telescópio amador equipada com câmera em longa exposição (11 minutos) e pós processamento com empilhamento de fotos em uma noite escura de inverno, foi capturada em 19 de julho de 2025 às 23:17 UTC, realizada por um astrônomo amador no hemisfério sul, na cidade de Brasília, coordenadas aproximadas são 15°47′ Sul de latitude e 47°52′ Oeste de longitude, a uma altitude média de 1 172 metros acima do nível do mar, revela um espetáculo de cores que conta a história química do universo. Cada tom, cada matiz tem um significado específico que nos permite decifrar os segredos desta nebulosa.

O Significado do Azul e Verde

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As tonalidades azuis e verdes que dominam a região central da nebulosa são principalmente resultado da emissão de oxigênio duplamente ionizado (OIII). Esta cor característica indica temperaturas extremamente altas, onde os átomos de oxigênio perderam dois elétrons devido à intensa radiação da estrela central.[1]

Os Tons Vermelhos e Alaranjados

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As regiões externas da nebulosa brilham em tons avermelhados e alaranjados, principalmente devido à emissão de hidrogênio alfa (Hα) e nitrogênio. Estas cores mais "quentes" na aparência indicam, paradoxalmente, regiões mais frias da nebulosa, onde a radiação da estrela central é menos intensa.[1]

A Estrutura de Anel

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O que vemos como um "anel" é, na verdade, uma casca esférica de gás e poeira vista de uma perspectiva específica. É como olhar através de um tubo - vemos mais material nas bordas do que no centro, criando a aparência característica de anel.

A Estrela Central: O Coração da Nebulosa

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No centro desta magnífica estrutura encontra-se uma anã branca - o remanescente nuclear da estrela original. Esta pequena estrela, não maior que a Terra mas com massa comparável à do Sol, é o motor que alimenta todo o espetáculo luminoso.

Esta sequência de zoom começa com uma visão de campo amplo da região do céu, um tanto vazia, ao redor da constelação de Aquário.
Este vídeo compara uma nova visão da Nebulosa da Hélice, adquirida com o telescópio VISTA em luz infravermelha, com a visão mais familiar em luz visível do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla do ESO.
Um modelo 3D da Nebulosa da Hélice do aplicativo Galaxy Map (iOS/Android).

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 «NASA captura incrível imagem do `Olho de Deus`». Exame. 6 de outubro de 2012. Consultado em 21 de maio de 2021
  2. Hora, Joseph L.; Latter, William B.; Smith, Howard A.; Marengo, Massimo (2006). «Infrared Observations of the Helix Planetary Nebula». The Astrophysical Journal. 652 (1). pp. 426–441. doi:10.1086/507944
  3. O'Dell, C. R.; Balick, B.; Hajian, A. R.; Henney, W. J.; Burkert, A. (2002). «Knots in Nearby Planetary Nebulae». The Astronomical Journal. 123 (6). pp. 3329–3347. doi:10.1086/340726
  4. Dyson, J. E (2006). «The tails in the Helix Nebula NGC 7293.». Astronomy & Astrophysics. Dyson, J. E., Pittard, J. M., Meaburn, J., and Falle, S. A. E. G. "The tails in the Helix Nebula NGC 7293." Astronomy & Astrophysics, 457, 561–567 (2006). 457 (457): 561–567. Consultado em 19 de julho de 2025

Ligações externas

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   NGC 7291    NGC 7292    NGC 7293    NGC 7294    NGC 7295   
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