Nuvem de Hills

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Impressão artística da Nuvem de Oort, Nuvem de Hills e Cinturão de Kuiper.

A Nuvem de Hills, também chamado de Nuvem de Oort interior e Nuvem Interior[1] é, na astronomia, um vasto corpo esférico dentro da hipotética nuvem de Oort, cuja borda externa está localizado a uma distância de 2 a 3×104 UA do Sol, e cuja borda interna, não tão definido, está hipoteticamente localizado a cerca de 100 e 3000 UA, muito além das órbitas dos planetas e objetos do cinturão de Kuiper, mas as distâncias podem ser muito mais elevadas. Se existir, a nuvem de Hills contém cerca de 5 vezes mais cometas do que a Nuvem de Oort.[2]

Os cometas da nuvem de Oort são continuamente perturbados por seu ambiente. Uma percentagem significativa deles deixa o Sistema Solar, ou vai para o sistema interno. Por isso, deve ter esgotado o número de cometas há muito tempo, mas não é assim. A teoria da nuvem de Hills refere-se à longevidade da nuvem de Oort, postulando uma zona densamente povoada na região interior da nuvem de Oort. Os objetos projetados da nuvem de Hills é provável que terminem na região clássico da nuvem de Oort, mantendo assim a nuvem. Provavelmente a nuvem de Hills é a maior concentração de cometas no Sistema Solar.

A existência da nuvem de Hills é plausível porque muitos corpos já foram encontrados. Seria mais espessa do que a nuvem de Oort,[3] mas muito menor. A interação gravitacional com as estrelas próximas e efeitos da maré da galáxia têm dado órbitas circulares aos cometas na Nuvem de Oort, o que não é visto no caso dos cometas na nuvem de Hills. A massa total da nuvem de Hills é desconhecida, alguns cientistas acreditam que seria mais massiva que a Nuvem de Oort.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «List of Known Trans-Neptunian Objects» (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2014 
  2. «The Formation and Extent of the Solar System Comet Cloud» (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2014 
  3. «Planetary Sciences: American and Soviet Research, Proceedings from the U.S.-U.S.S.R. Workshop on Planetary Sciences, p. 251» (em inglês). Consultado em 14 de novembro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]