O Mistério da Casa Verde

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O Mistério da Casa Verde
Gênero mistério
Lançamento 2000

O Mistério da Casa Verde é um livro de Moacyr Scliar, publicado em 2000 pela Editora Ática. A obra trata de um grupo de amigos, liderados por Arturzinho, que decide transformar o casarão abandonado da cidade de Itaguaí em um clube no qual pudessem escutar música alta sem ouvir reclamações por causa do barulho. Ao se deparar com um grande mistério, a turma acaba recorrendo ao conto O Alienista, de Machado de Assis, no qual o mesmo casarão, a Casa Verde, havia sido um hospício para estudar os loucos da cidade. Estudando o passado do século XIX, os amigos tentam compreender o presente e desvendar o mistério. [1]

Personagens[editar | editar código-fonte]

Arturzinho: líder do grupo, muito curioso, corajoso e faz sucesso entre as garotas.

André Catavento: pessimista, disputa a liderança com Arturzinho;

Léo: o mais inteligente do grupo, sempre com um livro debaixo do braço;

Pedro 'Bola: o "gordinho" da turma, muito medroso.

Jorge(O Alienista ocupante da casa): pai de Lúcia.

Lúcia: filha do Jorge, namorada de arturzinho

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história se passa em Itaguaí, uma pequena cidade histórica como qualquer outra, onde acontecem as clássicas disputas de futebol e as famosas fofocas no "Vespeiro", ponto de encontro da cidade. Porém havia um mistério: um antigo casarão que colocava medo na população, a chamada Casa Verde. O local fora um hospício no século XIX, retratado na obra de Machado de Assis, O Alienista. Esta era assim chamada devido a cor de suas janelas e era considerado um local mal-assombrado, mas ninguém sabia ao certo o porquê.

Mesmo assim, havia pessoas mais destemidas que acreditavam que as lendas não passavam de superstição. Era o caso de Arthurzinho, líder de um grupo de jovens que precisava de um local onde pudessem fazer o barulho que quisessem sem serem incomodados. Para ele, a Casa Verde parecia ser o lugar perfeito: poderiam dançar, bater papo e terem o próprio clube, sem reclamações da vizinhança. Com essa brilhante ideia, convocou os seus amigos para uma reunião na pizzaria do Marcolino. Inicialmente, os amigos ficaram meio assustados com a ideia, mas com um bom discurso, Arthurzinho, consegue convencer Pedro Bola e Leo. O único que não concordou foi André, que disputava a atenção com Arthurzinho. Então, os amigos fizeram uma votação, com três "sim" e um "não",assim resolvendo o problema: iriam entrar na Casa Verde.

Na noite seguinte, os amigos foram para a Casa Verde lutar pelo seu clube. Como esta estava murada, precisaram de ferramentas (trazidas por Arthurzinho) para derrubar um pedaço da parede que serviria como porta. Realizado o trabalho, entraram nela, liderados por Arthurzinho. Viram-se em uma grande sala sombria, onde provavelmente eram presos os loucos descontrolados. Ao ir mais adentro do casarão, encontraram, diversas salas gradeadas, semelhantes a jaulas. Leo, o intelectual do grupo, percebeu algo estanho: a casa estava perfeitamente limpa, mesmo estando abandonada a tanto tempo. Explorando cada vez mais, encontraram a sala do diretor. Ao entrar na sala, para a surpresa de todos, encontraram um homem de aparência muito estranha. Horrorizados, os meninos saem da casa que nem loucos e vão para a casa de André, a mais próxima dali.

Passado o susto inicial, os quatro amigos tentavam descobrir se o que tinham visto era realmente um homem ou um fantasma. Leo, como sempre, acabou com a dúvida: era um homem, pois tinha reparado em um prato de bananas maduras em cima da mesa, e pelo o que todos sabiam, fantasmas não comiam bananas. Mas como as bananas chegaram ali? Será que foi o próprio homem que comprou as frutas? Essa hipótese foi descartada, pois um homem vestido como um cavalheiro do século XIX com certeza chamaria a atenção, principalmente em uma cidade pequena como aquela. Pedro Bola e André estavam decididos: nunca mais entrariam naquele casarão mal-assombrado. Porém, Arthurzinho e Leo não deixariam o inesperado acabar com o clube deles: desvendariam o mistério até o fim. Afinal, nem tinham falado com o homem. Com um simples cara ou coroa ficou decidido que a investigação continuaria.

No dia seguinte, estavam todos exaustos, mas não desistiram. Encontraram-se novamente na Casa Verde, mas desta vez, só Leo e Arthurzinho entraram. Descobriram que o estranho homem denominava-se alienista e para ele, os meninos eram loucos. Foram expulsos de lá após uma estranha conversa e contaram tudo aos outros amigos. A próxima etapa seria descobrir quem era a pessoa que o alimentava. Quem sabe assim descobririam algo sobre a estranha figura. Começaram a procurar alguma abertura que levasse a comida ao alienista e Leo, ao entrar em um matagal para urinar, acha um alçapão que provavelmente dá em um túnel que leva até a Casa Verde. A ideia de Arthurzinho era esperar até que a pessoa viesse e depois, desvendar o mistério. Revezando-se em turnos, os amigos passaram quase a noite toda vigiando a entrada do alçapão até que, por volta das cinco e meia da manhã, Arthurzinho vê uma linda garota de uns quinze anos, com vestimentas do século XIX como o alienista. A menina faz o esperado: entra no alçapão e volta de mãos vazias: tinha entregado as sacolas com alimentos e roupas para o alienista. Arthurzinho segue a menina até a sua casa, em um bairro próximo e anota seu endereço.

Arthurzinho, ao voltar de sua espionagem, encontra um Leo muito preocupado. Explica tudo para o amigo, mas como estava muito cansado, vai para casa dormir. Marcam um encontro para as seis na famosa pizzaria. Arthurzinho conta a sua aventura para os outros, mencionando que a menina era provavelmente a mais linda que já vira, o que levou a um bate-boca com André. Leo acaba com a discussão ao mencionar o livro de Machado de Assis, O Alienista, que talvez desse ao grupo algumas respostas sobre as inúmeras dúvidas a respeito da Casa Verde. Para esclarecer melhor a obra, marcam uma reunião com a professora Isaura, que conta tudo a respeito de Machado de Assis e de sua obra. Descobriram que o alienista chamava-se Simão Bacamarte e estudava a loucura dos moradores de Itaguaí. Recolhia todos aqueles que considerava loucos na Casa Verde, chegando a recolher quase toda a população de Itaguaí. Assim, o doutor percebe que se todos são loucos, o verdadeiro louco era ele. O normal era ser louco. Mas como o atual alienista fora parar lá? Afinal, o conto de Machado de Assis acabava com a morte de Simão Bacamarte. Arthurzinho estava disposto a descobrir a resposta e não perdeu a oportunidade de falar com a menina: tinha um compromisso na manhã seguinte.

Arthurzinho "caiu" da cama. Desde as seis da manhã estava se escondendo atrás de uma árvore perto da casa da menina misteriosa, esperando ansioso. Perto das dez, a garota saiu de casa, dessa vez, vestida normalmente. Arthurzinho, após seguir a menina até a mercearia, decide falar com ela. Ele decide não comentar nada a respeito da Casa Verde: esperaria o momento certo. Quando chegaram na casa da menina, que havia se apresentado como Lúcia, o menino a convida para sair. Para sua surpresa, tinha um encontro marcado.

O filme era um mistério sobre uma casa que adquiria vida própria e que queria expulsar seus moradores. Quando saíram do cinema, Lúcia tinha mudado e parecia incomodada. Arthurzinho sabia o por quê e decidiu abrir o jogo sobre a Casa Verde. Descobriu que o homem da Casa Verde era bisneto de Simão Bacamarte (que teve filhos com uma mulher chamada Ana, mesmo sem saber), pai de Lúcia. Não se sabe ao certo quando ele ficou louco, mas desde criança fora viciado no conto do Alienista. Aos poucos, foi ficando cada vez mais estranho, até que sumiu. Estava na Casa Verde e de lá, nunca mais quis sair. A única coisa que Lúcia e a mãe podiam fazer era deixar o local limpo e levar para ele roupas e comida (com a condição de estarem vestidas de acordo com o século XIX - o que explicava o vestido de Lúcia). Haviam pensado em pedir ajuda, mas o pai de Lúcia as ameaçava. Decidiram então esperar que ele melhorasse. Arthurzinho, emocionado, despediu-se de Lúcia e ligou para Leo, que decidiu pensar a respeito do que fazer.

Na manhã seguinte, o pai de Arthurzinho o estranhou: não comia e nem falava. Arthurzinho, para explicar-se, teve que contar tudo ao pai, que decidiu ajudar a família de Lúcia. Ligou para Eduardo, um amigo seu que era psiquiatra, e marcou uma consulta para Arthurzinho explicar a situação a ele, que talvez pudesse ajudar. Ele só contou a Leo sobre a consulta, que o acompanhou. Durante a consulta, Eduardo, explicou para os meninos um pouco mais sobre a loucura e o termo alienista, porém, só concordou em ajudar no caso com o consentimento da família.

Arthurzinho chamou Lúcia para uma conversa na pizzaria Marcolino. Contou para ela sobre a consulta com o psiquiatra e perguntou o que achava. Lúcia disse que ia pensar e foi para a aula de computação. André, que estava na pizzaria, viu os dois conversando e foi logo tirar satisfação com Arthurzinho, que, de acordo com ele, estava agindo às escondidas. Depois de um bate-boca, André vai embora e Arthurzinho depara-se com o jornalista Ildefonso, locutor da Rádio Itaguaí. O jornalista diz que ouviu a discussão sobre a Casa Verde e pede por respostas. Arthurzinho da um jeito e livra-se do jornalista, mas não por muito tempo...

No dia seguinte, uma multidão reunia-se em frente à Casa Verde. Como Pedro Bola havia avisado aos amigos, o jornalista Ildefonso, suspeitando da conversa com Arthurzinho, chamara alguns meninos para vigiar a Casa Verde e descobrira sobre Lúcia. Iria então abrir a porta do antigo casarão para revelar o grande segredo: havia alguém lá dentro.

Arthurzinho, desesperado, pediu que Leo telefonasse para Lúcia e o doutor Eduardo, que não tardaram a chegar. O psiquiatra, agora encarregado do caso do suposto alienista, tenta convencer o prefeito de não abrir a Casa Verde na frente de toda aquela multidão. Se o fizesse, a condição mental do recluso da Casa Verde poderia piorar. Em meio toda aquela confusão, aparece na porta da Casa Verde o tão esperado homem.

Após o susto inicial, o mistério não parecia tão interessante. Um homem comum, que só queria se passar pelo alienista que fora seu bisavô. A multidão se dispersava e Lúcia e o pai, que tinham muito sobre o que conversar, foram para casa.

Mas Jorge, o homem que morara na Casa Verde, estava milagrosamente curado? Como explicou o psiquiatra Eduardo, essas coisas não aconteciam. Após agir normalmente ao sair da Casa Verde, Jorge voltara a ficar estranho. Mas o pai de Lúcia estava se curando lentamente, com um tratamento médico.

Referências

  1. O Mistério da Casa Verde, Moacyr Scliar. Editora Ática. São Paulo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]