Oleaceae

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Olea europaea1.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Oleaceae
Hoffmannsegg & Link
Géneros
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Oleaceae pertece a ordem Lamiales, este é um grupo monofilético, apresenta características de pêlos glandulares, oligossacarídeos que substitui o amido e tecido parenquimático desde os lóculos até as anteras. Os estômatos são rodeados por pares de células subsidiárias, endosperma com um conspícuo haustório micropilar e nos núcleos das células do mesófilo ocorre inclusões proteicas (flavonas 6 ou 8-oxigenadas). Oleaceae é um clado de divergência precoce dentro da ordem Lamiales. A maioria das plantas dessa ordem possui flores bilabiadas, ou seja, o tubo da corola possui dois lobos que são formados pelas duas pétalas superiores e três inferiores e são zigomorfas, também apresentam quatro estames, sendo dois longos e dois curtos. Porém, as Oleaceaes possuem flores actinomorfas (radiais), com quatro pétalas e estames reduzidos a apenas dois. Lamiales é uma ordem provavelmente mais próxima de Solanales e Gentianales, pertence às asterídeas-núcleo, devido às sequências de DNA, corola gamopétala (pétalas unidas), óvulos com apenas um tegumento e megasporângio de parede fina. Possui cerca de 22 famílias e 20.000 espécies. As principais famílias são: Oleaceae, Bignoniaceae, Scrophulariaceae, Orobanchaceae, Plantaginaceae, Gesneriaceae, Lentibulariaceae, Acanthaceae, Verbenaceae, Lamiaceae, entre outras. As Oleaceae poderiam ser incluídas em uma ordem própria por serem muito diferentes das outras famílias de Lamiales (Judd et al, 2009).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome se originou devido a árvore da Oliveira (Olea europaea L.). A palavra deriva do latim "oliva" e do grego ἐλαία (Elaia), que em última análise deriva de grego micênico e-ra-wa ("elaiva") ou "óleo". A essa família também pertencem as espécies de lilás e jasmim. As árvores de Oliveira são nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo e no norte do Irã.

Características Morfológicas[editar | editar código-fonte]

As Oleaceaes são árvores, arbustos ou lianas (trepadeiras lenhosas), geralmente com glicosídeos fenólicos, gemas 2 ou muitas e sobrepostas, indumento ou tricomas de escamas peltadas. As folhas são geralmente opostas, simples, compostas pinadas (no eixo da raque os folíolos são dispostos alternadamente) ou trifoliadas (pecíolo com três folíolos), margens das folhas inteiras ou serreadas, nervação peninérvea (nervura primária única seguida de nervuras secundárias). Não apresentam estípulas. A inflorescência pode ser reduzida a uma flor solitária, terminais ou axilares. Flores bissexuais e às vezes unissexuais (apenas androceu ou gineceu presente na flor), radiais. Sépalas e pétalas geralmente 4, conatas (quando as partes de um mesmo verticilo, pétalas ou sépalas, estão fusionadas), também são imbricadas com a porção central dos lobos encontrando-se. Estames 2, com filetes fusionados a corola (adnatos), grãos de pólen tricolpados (três poros que ocorre em dicotiledôneas). Carpelos 2, conatos, ovário súpero, 2 ovários por lóculo, 1 tegumento e megasporângio de parede fina. Estigma 2-lobado ou capitado. Presença de disco nectarífero, com glândulas produtoras de néctar que usualmente se localizam próximo a base do androceu ou gineceu. Os frutos podem ser do tipo cápsula, sâmara, baga ou drupa. Endosperma presente ou ausente (Judd et al, 2009).

Distribuição Geográfica[editar | editar código-fonte]

Oleaceae são amplamente distribuídas em regiões tropicais a temperadas do mundo (Judd et al, 2009). O tipo de vegetação é ombrófila e não é endêmica do Brasil. A distribuição geográfica no Brasil ocorre nas regiões:

Norte: (Amazonas, Tocantins)

Nordeste: (Bahia)

Centro-oeste: (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)

Sudeste: (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)

Sul: (Paraná, Rio Grande do Sul).

Adaptações/Caracteres Evolutivos[editar | editar código-fonte]

Lamiales pertencem a subclasse Asteridae que reúne famílias com caracteres mais avançados ou apomorfos da divisão, alguns exemplos desses caracteres são: plantas trepadeiras, de regiões temperadas, herbáceas, parasitas; estípulas ausentes; folhas verticiladas, compostas; flores unissexuais (adaptação para polinização cruzada), zigomorfas, aclamídeas, monoclamídeas, em inflorescências, pétalas unidas; partes florais verticiladas; perianto diferenciado em cálice e corola; poucos carpelos e unidos; poucos estames, unidos e diferenciados em antera, filete e conectivo; placentação marginal com um carpelo basal, axilar, parietal, pólen tri ou poliaperturado (Taxonomia Vegetal, Botânica Sistemática).

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Ocorre tanto polinização cruzada como a autopolinização, dependendo da sexualidade da flor (bissexuada ou unissexuada). Devido às flores serem vistosas e bem coloridas estas podem ser polinizadas por abelhas e borboletas, também podem ser odoríferas e atrair moscas que procuram néctar. Flores de Fraxinus e Forestiera são polinizadas pelo vento devido ao perianto reduzido. Os frutos carnosos são dispersos por mamíferos e aves e os frutos do tipo sâmara ou cápsula são dispersos pelo vento (Judd et al, 2009).

Importância Econômica[editar | editar código-fonte]

As oliveiras (Olea europaea) fornecem frutos como alimento e óleo de cozinha. Fraxinus são utilizadas para comércio de madeira (Judd ET AL). No Rio Grande do Norte a espécie Ximenia americana L (ameixa) uma arvoreta da Caatinga, é usada para dores no corpo e dores de cabeça, seu uso é através do banho aromático utilizando-se a casca (FAPERN).

Conservação[editar | editar código-fonte]

Segundo consta no anexo I da Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente a espécie da família Oleaceae é a Chionanthus subsessilis do bioma da Mata Atlântica. Sua coleta só poderá ser feita com autorização do órgão ambiental. As espécies consideradas ameaçadas são prioritárias para os planos de manejo e para as Unidades de Conservação.

Potencial Ornamental[editar | editar código-fonte]

As espécies de Oleaceae usadas para ornamentação são: Forsythia, Jasminum, Ligustrum, Chionanthus, Osmanthus, Syringa e Noronhia (Judd et al, 2009).

Ficheiro:Chionanthus subsessilis e Forsythia.jpg
Chionanthus subsessilis e Forsythia.

Gêneros[editar | editar código-fonte]

os gêneros são : Abeliophyllum | Chionanthus | Comoranthus | Dimetra | Fontanesia | Forestiera | Forsythia | Fraxinus | Haenianthus | Hesperelaea | Jasminum | Ligustrina | Ligustridium | Ligustrum | Menodoropsis | Menodora |Myxopyrum |Nathusia | Nestegis |Noldeanthus |Noronhia |Notelaea |Nyctanthes |Olea |Ornus | Osmanthus | Osmarea | Parasyringa | Phillyrea |Phlyarodoxa | Picconia |Priogymnanthus |Schrebera | Siphonosmanthus | Syringa | Tessarandra| Tetrapilus | Visiania . Sendo que os principais gêneros de Oleaceae são: Jasminum, Chionanthus, Fraxinus, Ligustrum, Noronhia, Syringa, Menodora, Olea, Forestiera e Osmanthus (Judd et al, 2009). Três gêneros são nativos no Brasil Chionanthus, com duas espécies raras, Menodora e Pryogymnanthus (Guilietti et al, 2009).

Phyllites bahiana Hollick & Berry, 1924

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. JUDD, W.S; CAMPBELL, C. S; KELLOGG, E. A; STEVENS, P. F; DONOGHUE, M. J. Sistemática Vegetal: Um Enfoque Filogenético. 3ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2009. 632p.
  2. GIULIETTI, A. M; RAPINI, A; ANDRADE, M. J. G; QUEIROZ, L. P; SILVA, J. M. C. Plantas Raras do Brasil. Belo Horizonte, MG: Conservação Internacional, 2009. 496 p.
  3. Oleaceae em Mobot
  4. Oleaceae em Floradobrasil
  5. oleaceae em The Tree of Life Web Project
  6. oleaceae
  7. oleaceae em iNaturalist.org

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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