Angiosperma

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Ocorrência: Cretáceo Inferior - Recente
Malus sylvestris.

Malus sylvestris.
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Superdivisão: Spermatophyta
Divisão: Magnoliophyta ou Angiospermae
Classes

Sensu APG II (2003),[1] Chloranthaceae incluídas em Magnoliidae sensu APW (2008)[2] :



Em sistemas de classificação mais antigos como o de Cronquist (1981,[3] 1988[4] ) ou de Engler,[5] etc:

  • Magnoliopsida ou dicotiledóneas, parafilético com respeito às monocotiledóneas
  • Liliopsida ou monocotiledóneas

As Angiospermas ou angiospérmicas (do grego: angeos (ἄγγος) - "bolsa" e sperma (σπέρμα) - "semente") são plantas espermatófitas cujas sementes são protegidas por uma estrutura denominada fruto. Também conhecidas por magnoliófitas ou antófitas, são o maior e mais moderno grupo de plantas, englobando cerca de 230 mil espécies.

Características[editar | editar código-fonte]

Reprodução[editar | editar código-fonte]

As flores são os órgãos reprodutivos das angiospermas, e esse é o aspecto mais marcante para as distinguir de outras plantas que produzem sementes. As flores auxiliam as angiospermas a alcançar uma grande adaptabilidade e a ampliar os ecossistemas abertos para elas. Isso tem permitido às angiospermas a maior dominância em ecossistemas terrestres.

  • Partes masculinas reduzidas, três células

O gametófito masculino das angiospermas é significantemente reduzido em tamanho, comparado as gimnospermas. O grão de pólen menor diminui o tempo de polinização até alcançar a planta fêmea para a fertilização. Nas gimnospermas, a fertilização pode ocorrer em até um ano após a polinização, enquanto nas angiospermas, a fertilização começa logo após a polinização. O tempo curto leva as plantas angiospermas produzir sementes mais rápido e mais cedo do que as gimnospermas, o que pode considerar-se uma vantagem evolucionária.

  • Carpelo fechado anexado aos óvulos:

Os carpelos fechados em angiospermas também permitem adaptações a polinizações especializadas. Isso ajuda a prevenir a autofertilização, promovendo a diversidade. Assim que o ovário é fertilizado, o carpelo e alguns outros tecidos se desenvolvem e formam o fruto, que serve para atrair animais que podem dispersar a semente.

No geral, a formação do endosperma começa após a fertilização e antes da primeira divisão do zigoto. O endosperma é um tecido altamente nutritivo que pode fornecer alimento ao embrião que está se desenvolvendo, cotilédones e, algumas vezes, à plântula.

Essas características juntas fazem das angiospermas as mais diversas e numerosas plantas terrestres e o grupo mais comercialmente importante para os humanos.

Características gerais das duas classes de angiospermas[editar | editar código-fonte]

Monocotiledôneas[editar | editar código-fonte]

Inflorescências de espécie pertencentes à família Asteraceae

Exemplos: Gramíneas, arroz, milho, cereais, centeio, trigo, aveia, cana, palmeiras, etc.

Eudicotiledôneas ou Dicotiledôneas[editar | editar código-fonte]

  • Raiz axial ou pivotante permitindo assim atingir maiores profundidades
  • Folhas com nervuras geralmente reticuladas
  • Flores tetrâmeras ou pentâmeras (múltiplas de 4 ou 5)
  • Semente com dois cotilédones
  • Ciclo de vida longo
  • Crescimento secundário
  • Podem apresentar caule lenhoso
  • Nervura reticulada

Exemplos: Leguminosas como amendoim, feijão, soja, lentilha e ervilha, além do ipê, do jacarandá, da roseira, da paineira, etc.

Mais de 70% das espécies de angiospermas pertencem ao grupo das dicotiledôneas. Esse grupo inclui a maioria das árvores e dos arbustos e muitas ervas. A maioria das monocotiledôneas é formada por plantas herbáceas. Há poucas árvores nesse grupo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Angiosperma

Referências

  1. The Angiosperm Phylogeny Group. 2003. "An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II". Botanical Journal of the Linnean Society, 141, 399-436. (pdf aquí )
  2. P. F. Stevens, depois de 2001, Angiosperm Phylogeny Website. Versão 8, junho de 2007, e actualizado desde então. http://www.mobot.org/MOBOT/research/APweb/
  3. Cronquist, A. An integrated system of classification of flowering plants.. Nova Iorque: Columbia University Press, 1981.
  4. Cronquist, A. The evolution and classification of flowering plants.. Nova Iorque: Columbia University Press, 1922.
  5. H. Melchior. 1964. A. Engler's Syllabus der Pflanzenfamilien (12ª edición)


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