Begoniaceae

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Híbrido de Begonia corallina

Híbrido de Begonia corallina
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Cucurbitales
Família: Begoniaceae
Géneros
Begonia

Hillebrandia

Begoniaceae é uma família de plantas angiospérmicas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta), pertencente à ordem Cucurbitales.[1][2] Possuem porte herbáceo e estruturas como caules, rizomas e pecíolos carnosos. O processo de polinização ocorre por meio de insetos, como as abelhas, e a dispersão de sementes por anemocoria ou hidrocoria. A reprodução vegetativa pode ocorrer a partir de pequenos tubérculos nas axilas foliares ou através de gemas adventícias de folhas já soltas. Devido as numerosas espécies e híbridos, a família é considerada comercialmente importante, sendo suas flores e folhas utilizadas para ornamentação. São consideradas cosmopolitas, distribuídas abundantemente em regiões tropicais e subtropicais (exceto Austrália), e principalmente em sub-bosques de florestas. As espécies são divididas em dois gêneros, o principal, Begonia L., detém a maioria das espécies, e o segundo, Hillebrandia Oliv., é endêmico do Havaí.[3]

Morfologia[editar | editar código-fonte]

A família Begoniaceae é representada por ervas, plantas arbustivas ou subarbustos verticais ou trepadores, sendo raro a ocorrência de plantas epífitas. Os caules são normalmente carnosos, com inserção de folhas alternas, simples, inteiras, lobadas, partidas a sectas, com limbo foliar lobado de base assimétrica e peciolado. Suas estípulas podem ser persistentes ou caducas. Inflorescência do tipo cimosa, com flores periantadas diclinas (monóicas), sendo as flores femininas (pistiladas) parcialmente zigomorfas, e as masculinas (estaminadas) actinomorfas.[4][5]

As tépalas podem ser brancas, rosadas ou avermelhadas, de duas a quatro em flores estaminadas, em dois verticilos, e de três a cinco em flores pistiladas em um verticilo. O androceu geralmente possui vários estames que podem ser livres ou unidos, anteras bitecas de deiscência poricida ou longitudinal. O gineceu apresenta ovário ínfero, trilocular com múltiplos óvulos por lóculo, alas coloridas e placentação axilar. Não possuem nectários. O fruto pode ser do tipo cápsula alada, loculicida e raramente em baga, com sementes pequenas contendo um colar de células alongadas na testa, que se rompem formando uma estrutura que envolve a semente (opérculo). O endosperma é pouco desenvolvido ou inexistente.[6]

Domínios e estados de ocorrências no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a família é representada somente pelo gênero Begonia L., compreendendo aproximadamente 200 espécies, entre as quais 27 são consideradas raras e 177 endêmicas.[7] Begoniaceae está distribuída em praticamente todas as fitofisionomias (exceto manguezais), sendo a Mata Atlântica o domínio com a maior diversidade de espécies. Nos domínios fitogeográficos do Cerrado e Caatinga também há confirmação de ocorrências do gênero, sendo frequente em vegetações do Cerrado (lato sensu) e Caatinga (stricto sensu). Outras formações vegetacionais como Restinga, Afloramentos Rochosos, Campo de Altitude, Campo Rupestre e Áreas Antropizadas também são comuns. Geograficamente, está distribuída em todas as regiões do país e em todos os estados.[8]

Gêneros[editar | editar código-fonte]

A família Begoniaceae possui 2 gêneros reconhecidos atualmente.[1]

Lista de espécies brasileiras[editar | editar código-fonte]

Lista de parte das mais de 200 espécies brasileiras catalogadas [9][10]

  • Begonia aconitifolia A.DC.
  • Begonia admirabilis Brade
  • Begonia albidula Brade
  • Begonia boraceiensis Handro
  • Begonia bradei Irmsch.
  • Begonia brevilobata Irmsch.
  • Begonia coccinea Hook.
  • Begonia edmundoi Brade
  • Begonia espiritosantensis E.L.Jacques & Mamede
  • Begonia hilariana A.DC.
  • Begonia ibitiocensis E.L.Jacques & Mamede
  • Begonia jureiensis S.J.Gomes da Silva & Mamede
  • Begonia konderreisiana L.B.Sm. & R.C.Sm.
  • Begonia kuhlmannii Brade
  • Begonia lanstyakii Brade
  • Begonia larorum L.B.Sm. & Wassh.
  • Begonia lubbersii E.Morren
  • Begonia lunaris E.L.Jacques
  • Begonia nuda Irmsch.
  • Begonia paulensis A.DC.
  • Begonia piresiana Handro
  • Begonia rufosericeaToledo
  • Begonia rubropilosa A.DC.
  • Begonia scharffii Hook.
  • Begonia squamipes Irmsch.
  • Begonia toledoana Handro
  • Begonia venosa Skank ex Hook.

Relações Filogenéticas[editar | editar código-fonte]

A família Begoniaceae pertence ao mesmo clado das famílias Cucurbitaceae e Dasticaceae, e  de outras quatro famílias menores Tetramelaceae, Corynocarpaceae, Coriariaceae e Anisophylleaceae, reconhecidas como a ordem Cucurbitales. Entre as apomorfias compartilhadas por este clado estão: caules com feixes vasculares separados, ovário ínfero e placentação parietal, estigmas normalmente bifurcados, flores unissexuadas e as cuburbitacinas (triterpenóides oxidados). Análises de sequências de DNA e sorológicas comprovam a monofilia do grupo. As Begoniaceae são divididas em dois gêneros Hillebrandia Oliv. e Begonia L., sendo a maioria das espécies pertencentes a este último. Além de ser monofilético, o grupo é sustentado por diversas sinapomorfias morfológicas. Hillebrandia sandwicensis é considerado grupo irmão das demais espécies da família (Begonia), clado caracterizado pela presença de ovário alado.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Begoniaceae» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 17 de julho de 2016 
  2. Missouri Botanicaal Garden (2014). Tropico, ed. «Begoniaceae » (em inglês). Consultado em 2 de agosto de 2014 
  3. Judd, W S., [et al] (2009). Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. [S.l.]: Artmed 
  4. Giulietti, M A., [et al] (2009). Plantas raras do Brasil. Belo Horizonte: Co-editora: Universidade Estadual de Feira de Santana 
  5. Da Costa, M H. J., [et al] (2011). Manual de plantas infestantes: hortifrúti. São Paulo: FMC Agricultural Products 
  6. Judd, W S., [et al] (2009). Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. [S.l.]: Artmed 
  7. De Deus, M J., [et al] (2011). Guia de campo: vegetação do Cerrado 500 espécies. Brasília: MMA/SBF 
  8. Stehmann, R J., [et al] (2009). Plantas da Floresta Atlântica. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro 
  9. «Begoniaceae in Flora do Brasil 2020 em construção». Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 4 de Dezembro de 2017 
  10. Giulietti, M. A., [et al] (2009). Plantas raras do Brasil. Belo Horizonte: Co-editora: Universidade Estadual de Feira de Santana 
  11. Judd, W. S., [et al] (2009). Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. Porto Alegre: Artmed 


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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