Asteraceae

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Como ler uma caixa taxonómicaAsteraceae
Poster com doze espécies de flores de Asteraceae

Poster com doze espécies de flores de Asteraceae
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Subfamílias (APG II)
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Asteraceae

Asteraceae é uma família botânica pertencente a ordem Asterales, representantes das eudocotiledôneas. Também conhecidas por Compositae ou compostas, são uma das famílias com maior número de espécies entre as Angiospermas. Muitas espécies são usadas no cultivo devido ao seu valor biológico, algumas também são consideradas plantas desgranhadoras. Elas encontram-se em regiões tropicais, subtropicais e temperadas, vegetando nos mais diversos habitats.

Informações Botânicas[editar | editar código-fonte]

Hábito[editar | editar código-fonte]

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São plantas herbáceas, somente carpantes, suburbiais ou arbustivas (raras vezes arbóreas). No gênero Mikalangeae são escandentes.

É uma família cosmopolita, especialmente comum em habitats temperados, tropicais montanos, secos e abertos.

Flores[editar | editar código-fonte]

As inflorescências são tipicamente em capítulos, característica marcante da família. A formação em capítulo são várias flores, geralmente pequenas, assentadas em um receptáculo comum, geralmente plano, cercada por brácteas involucrais, dispostas em uma ou mais séries. Cada uma das minúsculas flores tem um ovário ínfero constituído por dois carpelos fundidos e com um único óvulo em um lóculo. As flores individuais são andróginas ou unissexuais.

Alguns membros de Asteraceae possuem dois tipos de flores: a) flores do disco: as que formam a porção central do capítulo e b) flores do raio: aquelas dispostas na porção periférica, estas podem ser pistiladas ou estéreis.

Alguns gêneros apresentam flores reduzidas e são polinizadas pelo vento, por exemplo Ambrosia e Baccharis, e alguns apresentam capítulos reduzidos a uma única flor, mas tais capítulos estão agregados em capítulos compostos, por exemplo Echinops.

As pequenas flores de Asteraceae não são facilmente percebidas; os capítulos funcionam como ou parecem ser uma única flor. Em capítulos radiais, as flores do raio atraem os polinizadores e as flores do disco amadurecem centripetamente.

A cor da corola é variável. As inflorescências compostas geralmente são alógamas e atraem uma grande variedade de polinizadores generalistas, mas a polinização por abelhas solitárias é particularmente comum.

Folhas[editar | editar código-fonte]

As folhas de Asteraceae são caracterizadas por serem alternas e espiraladas, opostas ou verticiladas, simples, mas as vezes profundamente lobadas ou partidas, inteiras à diversamente dentadas, com venação peninérvea ou palmada; estípulas ausentes.

Frutos[editar | editar código-fonte]

Os frutos achatados e frequentemente alados auxiliam na dispersão das sementes pelo vento. o transporte externo por aves ou mamíferos é facilitado por modificações do papus, como espinhos com bárbulas retrorsas, excrescências do fruto, como ganchos ou espinhos, ou brácteas involucrais especializadas.

Os frutos tipo indeiscentes como os do dente-de-leão (Taraxacum) que possuem um cálice modificado, plumoso (pappus) e são espalhados pelo vento, são conhecidos como Cipsela. Outrora era chamado de aquênio e muitas vezes ainda se vê tal denominação na literatura. Entretanto o termo correto é cipsela, já que aquênios só se originam de ovários súperos e a família é caracterizada por apresentar ovário ínfero.

Importância Econômica[editar | editar código-fonte]

A família abrange numerosas plantas alimentícias, tais como Cichorium (chicória), Cynara (alcachofra), Helianthus (girasol), Taraxacum (dente-de-leão) e Lactuca (alface). Além disso possui espécies utilizadas como especiarias dentro do gênero Artemesia. Os gêneros Tanecetum (tanaceto) e Pulicaria contém espécies com propriedades inseticidas. Ambrosia é o causador da febre-do-feno e muitas espécies são pragas agrícolas importantes. Muitos gêneros contem espécies ornamentais, tal como acontece com Calendula, Dendranthema, Argyranthemun, Leucanthemum (crisântemo), Dahlia (dália), Tagetes, Senecio (senécio), Sphagneticola, Gaillardia, Helianthus (girasol), Zinnia e muitos outros.

Distribuição Geográfica[editar | editar código-fonte]

Ocorrências no Brasil:[editar | editar código-fonte]

  • Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
  • Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
  • Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)
  • Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
  • Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)

Domínios Fitogeográficos:[editar | editar código-fonte]

Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal.

Gêneros[editar | editar código-fonte]

Veja a lista completa em lista de gêneros de Asteraceae.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Raven. Biologia vegetal. Ray F. Evert e Susan E. Eichhorn; revisão técnica Jane Elizabeth Kraus; tradução Ana Claudia M. Vieira... [et.al.]. – 8. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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