Lauraceae

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Folhagem e frutos de Laurus nobilis (o loureiro, a espécie tipo).

Folhagem e frutos de Laurus nobilis (o loureiro, a espécie tipo).
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Angiosperms
Clado: Magnoliids
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Laurales
Família: Lauraceae
Juss.[1]
Géneros
Cerca de 45 géneros e 2850 espécies.
Litsea glutinosa (ilustração da obra Flora de Filipinas, 1880-1883, de Francisco Manuel Blanco).
Folhagem de Cinnamomum tamala (malabathrum ou tejpat).
Folhas de Lindera triloba.
Folhas simples e coreáceas, típicas das Lauraceae.
Flores de Ocotea sp.
Fruto típico das Lauraceae.
Fruto do tipo bacáceo de Persea americana (abacateiro). O abacate é utilizado na culinária e também para uso medicinal.

Lauraceae é uma família de plantas com flor da ordem Laurales que inclui cerca de 2850 espécies validamente descritas, repartidas por 45 géneros,[2] maioritariamente arbustos ou pequenas árvores, perenifólios e aromáticos, embora alguns géneros, nomeadamente Sassafras, incluam espécies decíduas. O género Cassytha diferencia-se dos restantes ao agrupar lianas parasíticas. A família tem distribuição natural em todas as regiões tropicais e subtropicais, com centros de diversidade no Sueste Asiático e na América do Sul. Entre as espécies mais conhecidas estão o loureiro, o abacateiro, a canela e a canforeira.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Generalidades[editar | editar código-fonte]

As Lauraceae constituem uma família botânica do grupo das plantas angiospermas (plantas com flor), com representantes amplamente conhecidos, tais como o abacateiro, a canela-da-índia e o loureiro.

O grupo está actualmente inserida no grande clade das Magnoliídeas, como parte da ordem Laurales. A sua distribuição natural é essencialmente pantropical, com raros representantes nas regiões temperadas, totalizando mais de 2850 espécies distribuídas por 45 géneros. No Brasil há registos de aproximadamente 441 espécies, agrupadas em 24 géneros, com ocorrência em todas as regiões, das quais 231 espécies endémicas, ou seja, que apenas ocorrem naquele território.

Quanto aos tipos morfológicos, a grande maioria são árvores e arbustos, com excepção do género Cassytha, uma liana parasítica (trepadeira parasita).

O padrão de distribuição das folhas ao longo dos ramos (a filotaxia) predominante é dos tipos alterno e espiralado, por vezes oposto, mas nunca dístico. As folhas são simples, raramente lobadas, com venação perinérvea ou palmada.

O grupo apresenta um cheiro característico nas folhas quando esmagadas, o aroma a louro, resultado da presença de óleos essenciais (terpenóides aromáticos), frequentemente associados a taninos, pelo que muitas espécies são consideradas aromáticas e algumas utilizadas como tempero.

A maioria são árvores e arbustos perenifólios, mas alguns géneros, como Sassafras, são decíduos, ou incluem indistintamente árvores e arbustos decíduos e perenifólios, especialmente em climas tropicais e temperados. O género Cassytha apresenta características únicas entre as Lauraceae por agrupar espécies de lianas parasíticas.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Hábito

Em geral são plantas de porte arbóreo ou arbustivo, raramente trepadeiras parasitas, este último tipo apenas ocorrendo no género Cassytha. A maioria dos membros da família possui propriedades aromáticas. Os nós dos traços foliares são unilacunares, com células esféricas esparsas contendo óleos aromáticos (terpenóides aromáticos), frequentemente associados a taninos, em geral com alcalóides benzil-isoquinolínicos ou derivados da aporfina.

Folhas

A morfologia predominante das folhas é do tipo simples, raramente lobadas, com [[filotaxia]9 (padrão de distribuição) geralmente alterna ou espiralada, ocasionalmente opostas e nunca dísticas. A venação é do tipo perinérvea, menos frequentemente palmada, com todas as nervuras conectadas por tecido lenhificado, com glândulas pelúcidas na lâmina. Estípulas ausentes.[3]

Flores

As flores ocorrem em inflorescência em geral definidas, axilares, às vezes pseudoterminais, raramente terminais, racemiformes ou pseudo-umbelas, raramente capituladas ou reduzidas a uma única flor. As flores são frequentemente pequenas, brancas, esverdeadas ou amarelas. São flores unissexuadas (dioicas), raramente bissexuadas ou polígamas, com simetria radial (actinomorfas), com receptáculo côncavo, em geral trímeras, ou seja, peças florais em múltiplos de 3. Tépalas, geralmente 6, as vezes 4 em dois verticilos, rararmente 9 em 3 verticilos, iguais a desiguais (quando desiguais, as externas menores), caducas precoce ou tardiamente, ou persistentes e aumentadas na cúpula do fruto. Estames, geralmente 3-12. Filetes frequentemente com pares basais de glândulas (estaminódios) que secretam néctar ou perfume, os três estames mais internos geralmente modificados neste tipo de estaminódios. Anteras abrindo por 2 ou 4 valvas que se curvam da base para cima e expõem o pólen pegajoso, em geral dimórficas. Os grãos de pólen desta família não possuem aberturas e a exina é reduzida a pequenos espinhos. As flores geralmente possuem apenas um único carpelo. Ovário do tipo súpero e placentação apical.

Fruto

O fruto é uma drupa ou do tipo bacáceo (fruto semelhante a bagas), de semente única, em geral associado com o receptáculo carnoso ou lenhoso e persistente, sendo por vezes possível observar as tépalas soldadas ao fruto, com frequência contrastando na cor com o fruto. A base do fruto não possui cúpula, ou apresenta cúpula pouco a muito desenvolvida, envolvendo-o total ou parcialmente. O embrião é grande, com cotilédones carnosos. O endosperma está ausente.

Polinização

Moscas e abelhas são os polinizadores mais frequentes das flores da família Lauraceae, como também outros insectos, tais como os coleópteros e tisanópteros.[4]

Pares de estaminódios modificados situados na base dos estames produzem fragrância e separam espacialmente os verticilos de estames, por vezes também secretando néctar. Os frutos, do tipo drupa na família de Lauraceae, são dispersos principalmente por aves, mas mamíferos também podem colaborar na dispersão (zoocoria). A coloração do fruto e da cúpula costuma ser contrastante, assim aumentando a atractividade dos frutos.

Filogenia[editar | editar código-fonte]

A família Lauraceae é o maior grupo taxonómico incluído na ordem Laurales, um grupo que nas modernas classificações de base filogenética foi inserido no grande clade das magnoliids, o qual agrupo 4 ordens: (1) Magnoliales; (2) Laurales; (3) Canellales; e (4) Piperales.[5]

Por sua vez, a ordem Laurales agrupa aproximadamente 3400 espécies, que segundo o mais recente sistema classificativo, o sistema APG IV (2016) do Angiosperm Phylogeny Group, se distribuem por 7 famílias: (1) Siparunaceae; (2) Gomortegaceae; (3)Atherospermataceae; (4) Hernandiaceae; (5) Calycanthaceae; (6) Monimiaceae; e (7) Lauraceae.

A ordem Laurales é considerada um grupo monofilético, tendo como sinapomorfias morfológicas potenciais os nós com traços foliares unilacunares, folhas opostas, estaminódios no verticilo interno, pólen com aberturas esculpidas, receptáculo cupuliforme (hipanto) e alguns detalhes da anatomia das sementes, sendo que algumas destas sinapomorfias se perderam em muitas espécies. A monofilia da ordem Laurales é confirmada por análises cladísticas com base em caracteres moleculares e morfológicos.[6] A estrutura da ordem e o posicionamento das Lauraceae constam do seguinte cladograma:

Magnoliids


Canellales



Piperales





Laurales

Calycanthaceae





Siparunaceae




Atherospermataceae



Gomortegaceae






Hernandiaceae




Monimiaceae



Lauraceae








Magnoliales




A família Calycanthaceae é o provável grupo-irmão de todas as outras Laurales.[6][7][8] As outras famílias estão agrupadas no mesmo clado com base na partilha das seguintes sinapomorfias morfológicas: grãos de pólen inaperturados, com exina fina e espinhosa, estames com pares de glândulas, anteras de deiscência valvar e presença de um único óvulo por carpelo.[9][10][11][12]

A família Lauraceae parece ser o grupo irmão da família Hernandiaceae,[5][13] embora estudos moleculares pareçam sustentar uma relação próxima com as Monimiaceae.[5][14][15] A família Lauraceae apresenta diferenças morfológicas relevantes quando comparada com a família Monimiaceae, pois as suas folhas são alternas e espiraladas, enquanto em Monimiaceae são opostas e serreadas, e pela presença de flores com um único carpelo, enquanto em Monimiaceae as flores apresentam múltiplos carpelos. Quando comparada com a família Hernandiaceae, esta possui o ovário ínfero, enquanto nas Lauraceae o ovário é súpero, e quanto ao fruto, em Hernandiaceae os frutos são do tipo noz, frequentemente associados com estruturas acessórias, já em Lauraceae o fruto é do tipo drupa.

A família Lauraceae apresenta a maior biodiversidade entre as Laurales, com o maior número de espécies validamente descritas de entre as famílias incluídas naquela ordem. Os resultados obtidos com recurso a técnicas de biologia molecular demonstram que as Lauraceae em conjunto com as Hernandiaceae e as Monimiaceae constituem um clade monofilético, mas as relações de parentesco com as restantes famílias incluídas de Laurales (na sua presente circunscrição taxonómica) ainda não está completamente esclarecida.[16][17]

Habito e frutos de Cassytha ciliolata.
Folhagem e inflorescência de Umbellularia californica.

Estrutura da família[editar | editar código-fonte]

A família Lauraceae foi proposta em 1789 por Antoine Laurent de Jussieu sob o nome «Lauri» na sua obra Genera Plantarum, p. 80,[18] publicada naquele ano. Entre os sinónimos de Lauraceae Juss. contam-se Cassythaceae Bartl. ex Lindl. e Perseaceae Horan.,[19] embora tenham tido circunscrição taxonómica muito diferente da actual família Lauraceae, pois eram famílias monotípicas com apenas um género (no caso Cassytha e Persea.

Na sua presente circunscrição taxonómica, a família contém de 45 a 57 géneros,[19] dependendo do autor, com de 2000 a 2500 espécies. O numero de espécies e a distribuição natural dos géneros que a seguir se apresentam seguem a obra de Rohwer (1990)[20] e merecem actualização, embora tenham sido adicionados alguns dados retirados de obras mais recentes, como por exemplo, a Flora of China (2008),[21] e Quinet (2005):[22]

Géneros[editar | editar código-fonte]

O sistema APG IV inclui na família os seguintes géneros:[25]

Usos e importância económica[editar | editar código-fonte]

A espécie da família Lauraceae com maior importância económica é Persea americana, uma árvore cujo fruto é comercializado com o nome de abacate ou avocado. O fruto é utilizado para a confecção de saladas e como base para diversos molhos e pastas. O óleo extraído do fruto e da sua grande semente é utilizado na indústria dos cosméticos.

Muitas espécies da família Lauraceae são usadas como aromatizante ou como tempero por causa de sua fragrância aromática. Um exemplo de uso como aromatizante é a canela, extraída da casca de ramos jovens da espécie Cinnamomum verum, produto que encontra larga utilização culinária, especialmente em doçaria. Muitas vezes é utilizada a casca de espécies estreitamente relacionadas, mas o produto obtido é geralmente de qualidade inferior. A espécie Cinnamomum cassia, a cássia, por exemplo, é usada na produção de um sucedâneo da canela, mas proporciona um cheiro menos intenso e menos uniforme.

O uso das folhas de Laurus nobilis, o louro-real ou louro-verdadeiro, é conhecido da região do Mediterrâneo desde os tempos da Antiguidade Clássica. Já o livro de receitas de Marcus Apicius Gavius aponta o seu uso. Nas tradições da mitologia grega conta-se que Daphne se envolveu num loureiro para se esconder de seu admirador Apolo, que por sua vez contribuiu para que coroas de folhas de louro fossem usadas em sinal de luto. Folhas de louro também eram utilizados na Grécia Antiga para honrar os vencedores olímpicos e no Império Romano os generais vitoriosos eram presenteados com coroas de louro.[3]

Também como tempero são usadas, entre outras espécies, o sassafrás (Sassafras albidum),[26] a Litsea glaucens[3] e o Cinnamomum tamala.[27] Outras espécies, em geral não cultivadas, são também muitos usadas como tempero nas suas regiões de distribuição natural, ao ponto de serem consideradas espécies ameaçadas. Um exemplo desse tipo de uso a partir de população silvestres é o caso de Dicypellium caryophyllaceum.

A partir de algumas espécies são extraídos óleos aromáticos para perfumaria, tais como o óleo de pau-rosa, de Aniba rosaeodora, ou o sassafrás brasileiro, de Ocotea odifera. A indústria farmacêutica utiliza a cânfora, extraída da espécie Cinnamomum camphora, produto para o qual há uma variedade de usos possíveis em diferentes tipos de medicina tradicional.

Várias espécies são utilizadas na produção de madeiras a nível local, embora apenas algumas espécies tenham uso generalizado no mercado madeireiro internacional, com destaque para Chlorocardium rodiaei, Eusideroxylon zwageri, Ocotea porosa e Endiandra palmerstonii.

Lauraceae no Brasil[editar | editar código-fonte]

Das 2200 espécies da família Lauraceae, cerca de 441 espécies estão distribuídas apenas no Brasil, com ocorrência predominante no domínio fitogeográfico da Amazônia. Dessas 441 espécies, [28]231 são classificadas como sendo espécies endêmicas, ou seja, ocorrem apenas nos domínios brasileiros.

No Brasil ocorrem os seguintes géneros:[28]

Importância económica[editar | editar código-fonte]

Aniba rosaeodora, o pau-rosa, uma espécie arbórea amplamente explorada pela qualidade da sua madeira e incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil.

No Brasil, as espécies da família Lauraceae possui grande importância económica, principalmente na indústria madeireira, pois sua madeira é extraída e utilizada na fabricação de móveis de luxo.[29] Como também é bastante comum a extração de óleos essenciais e alcaloides utilizados em perfumaria, produção de cosméticos e como matéria-prima de muitos fármacos.[30]

Embora as Lauraceae sejam importantes componentes florestais em muitas partes do mundo, relativamente, algumas poucas espécies possui importância local. O produto notoriamente mais utilizado é o abacate, o fruto de Persea americana, que, além de ser consumido cru, em saladas, vitaminas, doces e alguns pratos salgados, do abacate também se extrai gordura, utilizada na fabricação de cosméticos. A espécie Laurus nobilis, popularmente conhecido como loureiro, suas folhas são amplamente utilizadas, principalmente na culinária como tempero e chás.

Por muito tempo, o principal produto económico da família Lauraceae era a espécie Cinnamomum verum, a canela-do-ceilão, uma pequena árvore de cuja casca é extraída a canela utilizada como especiaria. Outras espécies do género Cinnamomum também são muito utilizadas como especiaria e como produtoras de óleos essenciais, sendo a cânfora (Cinnamomum camphora) uma das representantes mais conhecidas.

Outras espécies apreciadas por suas propriedades aromáticas e medicinais, são utilizadas também como condimentos. Sendo uma delas a espécie Dicypellium caryophyllaceum, popularmente conhecida como pau-cravo ou cravo-do-maranhão, que está incluída na “lista vermelha” de espécies ameaçadas de extinção, devido sua excessiva exploração no passado, principalmente para vias de exportação. Aniba rosaeodora, conhecida como pau-rosa também é uma das espécies incluídas na “lista vermelha”, dela extraída sua essência e utilizada na indústria de perfumaria nacional e internacional. Outras espécies amplamente exploradas e incluída na “Lista vermelha”, principalmente pela qualidade de sua madeira é a Mezilaurus itauba, conhecida como itaúba no Brasil, como também a Ocotea porosa, conhecida como imbuia.

Espécies de Lauraceae ameaçadas de extinção[editar | editar código-fonte]

Segundo o Centro Nacional de Conservação da Flora [1](CNCFlora), as espécies vegetais incluídas na “Lista vermelha” de espécies ameaçadas de extinção da família Lauraceae e sua distribuição no Brasil, são:

Espécies Regiões
Aiouea acarodomatifera Kosterm. Sudeste e Sul
Aiouea benthamiana Mez Norte (Amazonas, Pará, Acre e Amapá)
Aiouea bracteata Kosterm. Sudeste (São Paulo e Minas Gerais)
Aiouea lehmannii (O.C.Schmidt) S.S.Renner Norte (Acre)
Aiouea macedoana Vattimo-Gil Norte (Tocantins)
Aiouea piauhyensis (Meisn.) Mez Nordeste (Piauí), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul) e Sudeste (São Paulo)
Aiouea trinervis Meisn. Norte (Pará) Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul)
Aniba ferrea Kubitzki Norte (Amapá e Amazonas)
Aniba heringeri Vattimo Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul) e Sudeste (Minas Gerais)
Aniba intermedia (Meisn.) Mez Nordeste (Bahia)
Aniba pedicellata Kosterm. Sudeste (Rio de Janeiro)
Aniba rosaeodora Ducke Norte (Amapá, Pará, Amazonas)
Aniba santalodora Ducke Norte (Amazonas)
Beilschmiedia linharensis Sa.Nishida & van der Werff Sudeste (Espírito Santo) e Nordeste (Bahia)
Beilschmiedia rigida (Mez) Kosterm. Nordeste (Bahia) e Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro)
Cinnamomum erythropus (Nees & Mart.) Kosterm. Sudeste (Minas Gerais)
Cinnamomum hatschbachii Vattimo-Gil Sul (Paraná, Santa Catarina)
Cinnamomum haussknechtii (Mez) Kosterm. Centro-Oeste (Goiás)
Cinnamomum quadrangulum Kosterm. Sudeste (Minas Gerais)
Cinnamomum stenophyllum (Meisn.) Vattimo-Gil Sudeste (São Paulo)
Cinnamomum taubertianum (Mez & Schwacke) Kosterm. Centro-Oeste (Goiás)
Cinnamomum tomentulosum Kosterm. Sudeste (Minas Gerais) e Nordeste (Bahia)
Cinnamomum triplinerve (Ruiz & Pav.) Kosterm. Nordeste (Ceará, Paraíba), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Norte (Pará, Roraima) e Sul (Santa Catarina)
Dicypellium caryophyllaceum (Mart.) Nees Norte (Pará) e Nordeste (Maranhão)
Mezilaurus crassiramea (Meisn.) Taub. ex Mez Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás) e Sudeste (Minas Gerais e Espírito Santo)
Mezilaurus itauba (Meisn.) Taub. ex Mez Norte (Pará, Amazonas, Acre) e Centro-Oeste (Mato Grosso)
Mezilaurus navalium (Allemão) Taub. ex Mez Sudeste (Rio de Janeiro)
Nectandra angustifolia (Schrad.) Nees Nordeste (Bahia), Sudeste (São Paulo) e Sul (Paraná e Rio Grande do Sul)
Nectandra barbellata Coe-Teix. Sudeste (Espírito Santo e São Paulo)
Nectandra cissiflora Nees Norte (Pará, Acre), Nordeste (Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul)
Nectandra debilis Mez Sudeste (Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro)
Nectandra embirensis Coe-Teix. Norte (Amazonas)
Nectandra grandiflora Nees Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)
Nectandra grisea Rohwer Norte (Amazonas, Acre)
Nectandra hihua (Ruiz & Pav.) Rohwer Norte (Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná)
Nectandra impressa Mez Norte (Amazonas)
Nectandra japurensis Nees Norte (Amazonas)
Nectandra matogrossensis Coe-Teix. Nordeste (Bahia) e Centro-Oeste (Mato Grosso)
Nectandra micranthera Rohwer Nordeste (Bahia)
Nectandra paranaensis Coe-Teix. Sudeste (São Paulo) e Sul (Paraná)
Nectandra psammophila Nees Nordeste (Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro)
Nectandra spicata Meisn. Sudeste (Rio de Janeiro)
Nectandra venulosa Meisn. Sudeste (Minas Gerais)
Nectandra warmingii Meisn. Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal) e Sudeste (Minas Gerais)
Nectandra weddellii Meisn. Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro)
Ocotea aciphylla (Nees & Mart.) Mez Norte (Amazonas, Tocantins, Rondônia), Nordeste (Maranhão, Pernambuco, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina)
Ocotea basicordatifolia Vattimo-Gil Sudeste (São Paulo)
Ocotea beulahiae Baitello Sudeste (São Paulo)
Ocotea beyrichii (Nees) Mez Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro)
Ocotea bicolor Vattimo-Gil Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina)
Ocotea bragai Coe-Teix. Sudeste (São Paulo)
Ocotea catharinensis Mez Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)
Ocotea confertiflora (Meisn.) Mez Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro)
Ocotea cryptocarpa Baitello Sudeste (Espírito Santo)
Ocotea curucutuensis Baitello Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro)
Ocotea cymbarum Kunth Norte (Pará, Amazonas)
Ocotea daphnifolia (Meisn.) Mez Nordeste (Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro)
Ocotea felix Coe-Teix. Sudeste (São Paulo)
Ocotea frondosa (Meisn.) Mez Sudeste (São Paulo, Minas Gerais)
Ocotea lancifolia (Schott) Mez Norte (Tocantins), Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul)
Ocotea langsdorffii (Meisn.) Mez Sudeste (Minas Gerais)
Ocotea laxa (Nees) Mez Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná e Santa Catarina)
Ocotea lobbii (Meisn.) Rohwer Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná e Santa Catarina)
Ocotea mosenii Mez Sudeste (São Paulo)
Ocotea nectandrifolia Mez Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina)
Ocotea nunesiana (Vattimo-Gil) Baitello Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná)
Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) e Nordeste (Sul da Bahia)
Ocotea percoriacea Kosterm. Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro)
Ocotea polyantha (Nees & Mart.) Mez Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro)
Ocotea pomaderroides (Meisn.) Mez Norte (Tocantins), Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal) e Sudeste (Minas Gerais)
Ocotea porosa (Nees & Mart.) Barroso Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná e Santa Catarina)
Ocotea puberula (Rich.) Nees Norte (Amapá, Pará, Amazonas, Tocantins, Acre), Nordeste (Bahia, Alagoas), Centro-Oeste (Goiás), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul)
Ocotea pulchella (Nees & Mart.) Mez Norte (Tocantins), Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul)
Ocotea serrana Coe-Teix. Sudeste (São Paulo)
Ocotea silvestris Vattimo-Gil Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)
Ocotea tabacifolia (Meisn.) Rohwer Norte (Amazonas, Rondônia) e Sudeste (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro)
Ocotea tristis (Nees & Mart.) Mez Norte (Tocantins), Centro-Oeste (Goiás), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul)
Ocotea vaccinioides (Meisn.) Mez Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná e Santa Catarina)
Persea glabra van der Werff Nordeste (Bahia)
Persea obovata Nees & Mart. Sudeste (São Paulo)
Persea pedunculosa Meisn. Sudeste (Minas Gerais)
Persea punctata Meisn. Sudeste (São Paulo)
Persea rigida Nees & Mart. Sudeste (São Paulo)
Persea rufotomentosa Nees & Mart. Centro-Oeste (Distrito Federal)e Sudeste Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro)
Persea willdenovii Kosterm. Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná e Santa Catarina)
Phyllostemonodaphne geminiflora (Mez) Kosterm. Nordeste (Bahia), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro)
Rhodostemonodaphne capixabensis Baitello & Coe-Teix. Sudeste (Espírito Santo)
Rhodostemonodaphne parvifolia Madriñán Norte (Reserva Florestal Adolpho Ducke próximo de Manaus)
Rhodostemonodaphne recurva van der Werff Norte (arredores de Manaus, Amazonas)
Urbanodendron bahiense (Meisn.) Rohwer Nordeste (Bahia) e Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro)
Urbanodendron macrophyllum Rohwer Sudeste (Rio de Janeiro)
Urbanodendron verrucosum (Nees) Mez Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro)
Williamodendron cinnamomeum van der Werff Sudeste (Espírito Santo)

Informações adicionais, como também outras listas de espécies ameaçadas de extinção podem ser consultadas no site do Centro Nacional de Conservação da Flora.[31]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Angiosperm Phylogeny Group (2009). «An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III» (PDF). Botanical Journal of the Linnean Society. 161 (2): 105–121. doi:10.1111/j.1095-8339.2009.00996.x. Consultado em 6 de julho de 2013 
  2. Christenhusz, M. J. M.; Byng, J. W. (2016). «The number of known plants species in the world and its annual increase». Magnolia Press. Phytotaxa. 261 (3): 201–217. doi:10.11646/phytotaxa.261.3.1 
  3. a b c Mamoun Fansa, Gernot Katzer und Jonas Fansa: Lorbeer. In: Chili Teufelsdreck und Safran – Zur Kulturgeschichte der Gewürze. Verlag Die Werkstatt, 2007, ISBN 978-3-89533-579-2, S. 216–217.
  4. Silva, Aline Danieli da. «Ecologia reprodutiva e polinização por tripes (Thysanoptera) em Ocotea porosa (Lauraceae), uma espécie ameaçada de extinção.» (PDF). Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação) - Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação. Consultado em 29 de janeiro de 2017 
  5. a b c JUDD, W.S.; Campbell, C.S.; Kellogg, E.A.; Stevens P.F.; Donoghue, M.J (2009). Sistemática Vegetal – um enfoque filogenético. Porto Alegre: Artmed. pp. 242–244 
  6. a b Soltis, D. E. (and 13 others), "Angiosperm phylogeny inferred from a combined dataset of 18S rDNA, rbcL, and atpB sequences". Bot. J. Linnean Soc. 133 (2000), 381-461.
  7. Doyle e Endress 2000.
  8. Renner e Chanderbali 2000.
  9. Donoghue, M. J. & Doyle, J. A. 1989 Phylogenetic studies of seed plants and angiosperms based on morphological characters'. In The hierarchy of life: molecules and morphology in phylogenetic analysis (ed. B. Fernholm, K. Bremer & H. Jörnvall), pp. 181-193. Amsterdam: Elsevier Science.
  10. Donoghue e Doyle 1989.
  11. Doyle e Endress 2000.
  12. Renner 1999.
  13. Doyle e Endress 2000.
  14. Renner 1999.
  15. Renner e Chanderbali 2000.
  16. Susanne S. Renner und André S. Chanderbali: What is the Relationship among Hernandiaceae, Lauraceae, and Monimiaceae, and why is this Question so Difficult to Answer?. In: Int J. Plant Sci. Band 161, Supplement 6, 2000, S. 109–119.
  17. Susanne S. Renner: Variation in diversity among Laurales, Early Cretaceous to Present. In: Biol. Skr. Band 55, 2005, S. 441–458.
  18. Erstveröffentlichung eingescannt bei biodiversitylibrary.org.
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  20. Jens Gunter Rohwer: Lauraceae. In: The Families and genera of vascular plants. Flowering Plants – Dicotyledons – Magnoliid, Hamamelid and Caryophyllid Families. 2, Springer Verlag, 1990, ISBN 978-3-540-55509-4, S. 366–391 ([google livros]).
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Referências[editar | editar código-fonte]

  • Rohwer, J.G. (1993). «Lauraceae.». En: Kubitzki, K., Rohwer, J.G. & Bittrich, V. (Editores). The Families and Genera of Vascular Plants. II. Flowering Plants - Dicotyledons. [S.l.]: Springer-Verlag: Berlín. ISBN 3-540-55509-9 
  • Li, J., Christophel, D.C., Conran, J.G. y Li, H.-W. (2004). «Phylogenetic relationships within the 'core' Laureae (Litsea complex, Lauraceae) inferred from sequences of the chloroplast gene matK and nuclear ribosomal DNA ITS regions.». Plant Systematics and Evolution. 246. p. 19-34 
  • Watson, L., and Dallwitz, M.J. (1992). «The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval. Version: 29th July 2006.». Consultado em 2 de novembro de 2006 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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