Erythroxylaceae

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Erythroxylum coca

Erythroxylum coca
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Erythroxylaceae
Kunth
Géneros
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Erythroxylaceae é uma família de plantas angiospérmicas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta), pertencente à ordem Malpighiales.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Essa família abrange cerca de 4 gêneros e mais ou menos 260 espécies pantropicais, predominantemente americanas, pertence à ordem Malpighiales. No Brasil encontra-se apenas um gênero Erythroxylum, contendo este um número mais ou menos grande de espécies, ocorrendo principalmente nos campos e cerrados. Nessa família inclui a planta da coca.

Distribuição Geográfica[editar | editar código-fonte]

Com distribuição pantropical, tendo como principal centro de diversidade e endemismo a América do Sul, especialmente o Brasil e a Venezuela (DALY, 2004), a maioria das espécies pertence ao gênero Erythroxylum P. Browne (230), que apresenta distribuição ampla sendo encontrado nos continentes Americano, Africano, Asiático e Oceania. Os outros gêneros, Aneulophus Benth. Nectaropetalum Engl. e Pinacopodium Exell & Mendonça, apresentam número reduzido de espécies e distribuição exclusiva na África (PLOWMAN & BERRY, 1999). É um grupo de grande versatilidade ecológica, com espécies registradas em vários tipos de vegetação no semi-árido (Caatinga, Campos Rupestres, Florestas Serranas eFlorestas Estacionais) ocorrendo em diferentes níveis de elevações, desde o nível do mar até hábitats montanhosos acima de 900m de altitude.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da germinação é influenciado por diversos fatores intrínsecos ou da semente e fatores ambientais, entre os intrínsecos destacam-se: a vitalidade, a viabilidade, a longevidade, o grau de umidade, a dormência, a sanidade e o genético e, entre os ambientais: a água, a temperatura, o oxigênio, a luz e os promotores químicos, dentre outros (antes e após a colheita, podem ser destacadas a fertilização, as condições climáticas de desenvolvimento e maturação das sementes, a fertilidade do solo, a adubação, aplicação de herbicidas e/ou dessecantes, controle de insetos e microrganismos, momento de colheita, injurias mecânicas, secagem, beneficiamento e armazenamento, transporte e tratamento de sementes) (Labouriau, 1983; Aguiar et al., 1993; Carvalho & Nakagawa, 2000; Cardoso, 2004; Ferreira e Borghetti, 2004; Marcos-Filho, 2005). Estudos sobre a influência da temperatura na germinação das sementes são essenciais para entender os aspectos ecofisiológicos e bioquímicos desse processo (Labouriau1983; Ferreira e Borghetti, 2004), sendo que os efeitos podem ser avaliados a partir de mudanças ocasionadas na percentagem, velocidade e freqüência relativa de germinação ao longo do tempo de incubação (Labouriau & Pacheco, 1978). De acordo com Labouriau (1983), a faixa de temperatura ótima é aquela onde acontece a germinabilidade máxima, registrando-se o percentual mais alto de germinação, no menor tempo médio.

Conservação[editar | editar código-fonte]

A conservação das sementes, de modo geral, é de grande importância, uma vez que tem função básica de preservar a qualidade fisiológica das mesmas, sendo essa preservação possível, pois o armazenamento uma vez aplicado de modo adequado vai diminuir a velocidade de deterioração, que se caracteriza por ser processo irreversível (Aguiar et al., 1993; Floriano, 2004).

Importância Econômica[editar | editar código-fonte]

Quimicamente, o gênero caracteriza-se pela presença de alcaloides do grupo tropano,dentre os quais destaca-se a cocaína, um alcaloide natural produzido por Erythroxylum coca Lam., que foi empregado como anestésico local em pequenas cirurgias (GRIFFIN & LIN, 2000). Entretanto, a cocaína ganhou notoriedade por sua atividade psicoativa no Sistema Nervoso Central (SNC), tornando-se um dos grandes problemas de saúde pública da atualidade (ALAGILLE et al, 2005). Algumas espécies de Erythroxylum são referidas na literatura como tendo potencial farmacológico, as quais fornecem alcaloides, terpenoides e flavonoides. Erythroxylum vacciniifolium Mart., conhecido popularmente por “catuaba”, é usado como estimulante do sistema nervoso central e apresenta propriedades afrodisíacas e E. pelleterianum A. St. -Hil. no tratamento de dores estomacais. Já E. myrsinites Mart. e E. suberosum A. St. -Hil. são utilizadas na indústria de curtume (CORRÊA, 1980).

Morfologia[editar | editar código-fonte]

São arbustos, subarbustos ou árvores, com raminhos novos mais ou menos compridos. Em muitas espécies aparecem ramificações curtas cobertas na base por formações esquamiformes, denominadas rameta, que constituem elementos muito característico para a identificação da família. De forma geral essa rameta tem forma mais ou menos triangular, com o dorso percorrido por duas quilhas paralelas ou carenas, geralmente bipartidas no ápice. A consistência é muito diversa e funciona como brácteas, em cujas extremidades desenvolvem-se as flores. Folhas simples alternas, geralmente coriáceas, de prefloração convoluta. Existe também rameta com função de estípulas.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Entre os dois segmentos apicais localiza-se uma formação que lembra uma arista espessada que representa uma folha cujo o limbo é muito reduzido, com bordos enrolados, cujo desenvolvimento deve ter sido interrompido muito cedo e que, depois de certo tempo, desprenderam-se facilmente.

Géneros[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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