Campos rupestres

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Campos rupestres
Campos rupestres - Porção Sul da Serra do Espinhaço

Campos rupestres - Porção Sul da Serra do Espinhaço
Bioma Mata Atlântica, Savana
Área 26.520km²[1]
Países  Brasil
Ponto mais alto 2892 metros (Pico da Bandeira)
Localização aproximada da ecorregião dos Campos Rupestres, segundo o WWF.

Localização aproximada da ecorregião dos Campos Rupestres, segundo o WWF.


Os campos rupestres ou rupícolas constituem uma ecorregião definida pelo WWF no domínio do Cerrado brasileiro. São ecossistemas encontrados sobre topos de serras e chapadas de altitudes superiores a 900 m com afloramentos rochosos onde predominam ervas, gramíneas e arbustos, podendo ter arvoretas pouco desenvolvidas.

Em geral, ocorre em mosaicos, não ocupando trechos contínuos.

Apresenta topografia acidentada e grandes blocos de rochas com pouco solo, geralmente raso, ácido e pobre em nutrientes orgânicos. Em campos rupestres é alta a ocorrência de espécies vegetais restritas geograficamente àquelas condições ambientais (endêmicas), principalmente na camada herbácea-subarbustiva.

Algumas espécies destacam-se nessa vegetação como: Wunderlichia spp (flor-do-pau), Bulbophyllum rupiculum (orquídea), Xyris paradisiaca (pirecão) e Paniculum chapadense (gramínea).

Flora: Entre as espécies comuns há inúmeras características xeromórficas (presença de estruturas que diminuem a perda de água), tais como folhas pequenas, espessadas e com textura de couro (coriáceas), além de folhas com disposição opostas cruzadas, determinando uma coluna quadrangular escamosa.

Desse campo, existe também o cerrado rupestre, que é um subtipo de cerrado com vegetação arbóreo-arbustiva que ocorre em ambientes rupestres (litólicos ou rochosos) e terrenos bem drenados. Possui cobertura arbórea entre 5% a 20%, altura média de 2 a 4 metros e estrato arbustivo-herbáceo também destacado. As espécies arbóreas-arbustivas concentram-se nas fendas das rochas, sendo muitas, endêmicas.

Rizzini (1997) rejeita a distinção feita entre campos rupestres e campos limpos por Magalhães (1966), e interpreta os campos rupestres como campos limpos, preferindo evitar o termo "rupestre", por considerar que nem todos os campos limpos são rupestres.[2][3][4][p.59-60]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. World Wildlife Fund (Lead Author);Mark McGinley (Topic Editor) (2012). «"Campos Rupestres montane savanna". In: Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland (Washington, D.C.: Environmental Information Coalition, National Council for Science and the Environment).». Encyclopedia of Earth. Consultado em 19 de agosto de 2012. 
  2. Rizzini, C.T. (1997). Tratado de fitogeografia do Brasil: aspectos ecológicos, sociológicos e florísticos. 2a edição. Rio de Janeiro, Âmbito Cultural, 1997. Volume único, 747 p.
  3. Magalhães, G. M. (1966). Sobre os Cerrados de Minas Gerais. An. Acad. brasil. Ciênc. 31 (Supl.): 59-69.
  4. WALTER, B. M. T. (2006). Fitofisionomias do bioma Cerrado: síntese terminológica e relações florísticas. Tese de Doutorado, Universidade de Brasília, [1].

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • «Agência de Informação Embrapa Campo Rupestre». Consultado em 2011-08-20. 
  • RIBEIRO, J.; WALTER, B. Fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO, S. M. e ALMEIDA, S. P. (Ed.). Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998. p.89-166.
  • VASCONCELOS, M.F. 2011. O que são campos rupestres e campos de altitude nos topos de montanha do Leste do Brasil? Revista Brasileira de Botânica 34(2): 241-246, [2].
  • VASCONCELOS, V.V. 2014. Campos de Altitude, Campos Rupestres a Aplicação da Lei da Mata Atlântica. Bol. geogr., Maringá, v. 32, n. 2, p. 110-133, mai.-ago., 2014, [3].
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