Acanthaceae
Acanthaceae
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Acanthaceae é uma família de plantas com flor dicotiledóneas, da ordem das Lamiales, que agrupa cerca de 4 605 espécies, repartidas por 191 géneros, 10 tribos e quatro subfamílias,[3] na sua maioria herbáceas, arbustos ou trepadeiras, com algumas espécies epífitas.[4] A família é claramente tropical, sendo poucas as espécies com distribuição natural nas regiões temperadas.[5] Os quatro principais centros de diversidade são a Indonésia e a Malésia, a África Austral, o Brasil e a América Central. Representantes da família podem ser encontrados em quase todos os habitats, incluindo florestas densas ou abertas, matagais, campos e vales húmidos, zonas costeiras, pântanos e florestas de mangal. Algumas espécies têm importância económica como plantas ornamentais.
Descrição
[editar | editar código]Agrupa mais de 4 500 espécies, sendo Justicia L. o género mais numeroso, com aproximadamente 700 espécies distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais, estando entre as 12 famílias plantas com maior número de géneros. Apesar de ocorrerem numa grande variedade de ecossistemas pelo mundo, são mais comuns nos trópicos e nas regiões mais quentes.
Morfologia
[editar | editar código]A família Acanthaceae é formada principalmente por espécies perenes, raramente herbáceas anuais; também existem alguns taxa lenhosos, arbustivos ou, raramente, pequenas árvores.[6] A maioria das espécies é terrícola, mas também existem algumas epífitas. Crescem de forma independente, na vertical, deitadas ou como trepadeiras. Quando são plantas trepadeiras, enrolam-se em torno do suporte no sentido horário. O crescimento secundário em espessura parte de um anel de câmbio convencional. Em Avicennia existem raízes aéreas. Os caules ou ramos têm uma secção transversal arredondada ou angular, frequentemente com nós inchados.[6] Por vezes, há espinhos que se desenvolveram a partir de folhas reduzidas ou de brácteas.[6] Em geral apresentam tricomas simples nas folhas e nos caules jovens.
As folhas são dispostas em filotaxia oposta, raramenta alternada, por vezes em rosetas basais ou verticiladas, decussadas, distribuídas ao longo do eixo do rebento, podendo as folhas de um par oposto ser iguais (isófilas) ou diferentes (anisófilas). As lâminas foliares são geralmente simples, raramente divididas, com margens inteiras ou, por vezes, dentadas, lobadas ou espinhosas.[6] A nervação foliar é pinada e reticulada. A superfície das folhas pode apresentar pontuação glandular. Os margens das folhas são lisos, ondulados, recortados, dentados ou serrilhados. Não existem estípulas.[6] As folhas podem conter cistólitos, concreções de carbonato de cálcio, visíveis como estrias na superfície foliar.
As flores raramente ocorrem isoladas, aparecendo geralmente em grupos densos e em grande quantidade em inflorescências terminais ou laterais, em cimeiras do tipo racemoso, por vezes em espigas ou panículas diaxiais e cimosas. Cada flor ou cacho diaxial possui uma bractéola pequena e verde ou grande e de cor viva, dependendo da espécie, mas geralmente apresentando bractéolas ou brácteas muito desenvolvidas e exuberantes. Normalmente, uma bráctea colorida envolve cada flor; em algumas espécies, a bráctea é grande e vistosa. Na maioria das vezes, há duas bractéolas sob cada flor, raramente faltando. As flores são pedunculadas ou sem pedúnculo.[6]
As flores são perfeitas (bissexuais), geralmente pentâmeras e mais ou menos e com simetria mais ou menos zigomórfica a quase actinomórfica, com um cálice que tem quatro ou cinco sépalas unidas entre si, de forma que o cálice geralmente tem quatro ou cinco lóbulos. A corola é tubular, com dois lábios (bilabiada) ou cinco lóbulos. As raras quatro, geralmente cinco sépalas estão fundidas pelo menos na sua base e terminam em quatro, cinco, dez ou vinte dentes do cálice; no género Thunbergia, o cálice é reduzido a um anel com bordo inteiro em forma de taça. Em alguns táxons, a corola é ressupinada por uma rotação de 180° do tubo coronal. As cinco pétalas estão geralmente fundidas num tubo cilíndrico ou em forma de funil.
Os lóbulos da corola podem ser quase iguais com a corola frequentemente bilabiada, ou, raramente, unilabiada com três lóbulos. O lábio superior pode ser quase inteiramente marginal até bilobado. O lábio inferior é trilobado. Os lóbulos da corola podem ser ascendentes, voltados para baixo em forma de colher, torcidos ou abertos no botão floral.
Os cinco estames originais são sempre reduzidos a quatro ou dois estames férteis. Os estames são mais curtos ou mais longos que o tubo da corola. Os filamentos são livres ou fundidos em pares. Apenas no género Strobilanthes os estames são todos fundidos na base. Os estames férteis são dois ou quatro, dispostos em pares e inseridos na corola, sendo dois maiores e dois menores, mas eventualmente pode ter apenas dois estames. Os anteróforos possuem uma ou duas tecas alongadas que abrem geralmente com uma fenda longitudinal. Existem (zero a) dois ou três estaminódios.
O ovário é súpero e bicarpelar, com placentação axilar, podendo conter apenas dois ou incontáveis óvulos por cada lóculo. Existe geralmente um nectários em disco anular na base do ovário. O estilete fino termina num estigma em forma de funil ou em dois ramos estigmáticos, podendo um ou ambos ser curvados para trás ou enrolados, por vezes um deles suprimido.[6]
A fórmula floral é:
Os frutos são do tipo cápsula loculicida, pedunculados, bilobados, com sementes sempre achatadas, com superfície lisa, rugosa, glabra ou com pelos felpudos, por vezes com tricomas higroscópicos que se expandem com a humidade.[6] Na extremidade superior dos frutos pode existir um bico. Raramente os frutos são do tipo drupa. A cápsula apresenta duas células, que se abrem de forma relativamente explosiva. Na maioria das espécies, as sementes, geralmente poucas, raramente muitas, estão ligadas a um pequeno pedúnculo em forma de gancho (um funiculus chamado jaculator ou retináculo) que as ejeta explosivamente da cápsula. Esta característica é comum a todos os membros do clado Acanthoideae. Um estudo de 1995 sobre a expulsão de sementes em Acanthaceae utilizou imagens de vídeo de alta velocidade para mostrar que os retináculos impulsionam as sementes para longe da planta-mãe quando os frutos se abrem, ajudando assim a planta a obter o máximo alcance de dispersão de sementes.[7] O septo permanece ligado à parede interna do fruto maduro ou separa-se dele.
O número cromossómico básico do grupo varia de x = 7 a x = 21.[8]
Fitoquímica
[editar | editar código]Os estudos fitoquímicos sobre a família Acanthaceae referem-se a presença de glicosídeos, flavonoides, benzenoides, compostos fenólicos, naftoquinona e triterpenoides.[9]
Frequentemente, existem cistólitos (mas não, por exemplo, em Acanthus, Blepharis, Nelsonia, Ophiorrhiziphyllon, Staurogyne e Thunbergia), que se formam pela bioacumulação de ácido silícico e carbonato de cálcio.[10] As sementes contêm ácidos gordos, proteínas e celulose de reserva, mas geralmente não contêm amido.[10] Os compostos mais importantes são polifenóis, óleos essenciais, heterosídeos, compostos isoprenóides não voláteis e alcalóides.[10]
Ecologia
[editar | editar código]As espécies da família Acanthaceae desempenham um papel ecológico importante, pois a estrutura das suas flores está adaptada a muitos polinizadores diferentes. A polinização é feita por aves (ornitofilia), por exemplo, beija-flores e pássaros nectarívoros, ou por insetos (entomofilia), por exemplo, abelhas, borboletas diurnas e noturnas, ou morcegos (quiropterofilia). A sobrevivência destes animais depende da disponibilidade de néctar e pólen.[5]
Etnobotânica
[editar | editar código]Alguns géneros da família Acanthaceae apresentam significativa importância para o paisagismo e jardinagem devido ao número de espécies cultivadas como plantas ornamentais, pelo que a importância económica da família deve-se essencialmente às espécies com alto valor ornamental. Outro uso tradicional é como plantas medicinais em medicina tradicional.
Como planta útil, pode-se citar também a espécie sul-americana Trichanthera gigantea, cujas folhas secas são utilizadas como ração animal rica em proteínas.[11][12]
- Plantas ornamentais
Uma espécie bem conhecida dos jardineiros das regiões temperadas é a Acanthus mollis (conhecida pelos nomes comuns de acanto-manso, branca-ursina, erva-gigante, gigante ou pé-de-urso), uma planta perene herbácea com folhas grandes e espigas de flores que podem atingir 2 m de altura. Celebrada pelos gregos e romanos, nas margens do Mediterrâneo, esta espécie e outros membros da família Acanthaceae foram usados como inspiração em capitéis, coríntios e compósitos, e em outros elementos arquitetónicos greco-romanos. O arquiteto e escultor Calimaco de Atenas usava o acanto como inspiração para decorar elementos arquitetónicos. Uma lenda citada por Vitrúvio, considerava o acanto como o símbolo das provações da vida e morte, representadas pelos espinhos.[13][14]
Os géneros tropicais familiares aos jardineiros incluem Thunbergia e Justicia, com várias espécies utilizados em jardins das regiões tropicais e subtropicais e como plantas de estufa e de interior nas regiões temperadas.
O seguinte conjunto de géneros tem espécies que são usadas como plantas ornamentais para parques e jardins, bem como plantas de interior:[6]
- Acanthus: por exemplo, Acanthus mollis
- Aphelandra: por exemplo, Aphelandra squarrosa
- Barleria: Por exemplo, Barleria lupulina.
- Crossandra: por exemplo, Crossandra infundibuliformis
- Eranthemum: Por exemplo, Eranthemum pulchellum.
- Fittonia: por exemplo, Fittonia albivenis
- Justicia: por exemplo, Justicia betonica, Justicia brandegeeana e Justicia carnea
- Hemigraphis
- Hypoestes
- Odontonema
- Pachystachys: por exemplo Pachystachys lutea
- Pseuderanthemum
- Ruellia: por exemplo Ruellia elegans e Ruellia simplex
- Sanchezia: por exemplo Sanchezia parvibracteata
- Thunbergia por exemplo Thunbergia alata, Thunbergia erecta e Thunbergia laurifolia.
- Whitfieldia
Como plantas de aquário são utilizadas algumas espécies do género Hygrophila) também conhecidas como folhas-de-água.
- Plantas medicinais
Tradicionalmente, a parte mais importante utilizada nas Acanthaceae são as folhas, usadas externamente para tratar feridas. Alguns estudos indicaram que as Acanthaceae possuem propriedades antifúngicas, citotóxicas, anti-inflamatórias, antipiréticas, antioxidantes, inseticidas, hepatoprotetoras, imunomoduladoras, de antiagregação plaquetária e potencial antiviral.[9]
Por exemplo, a espécie Acanthus ilicifolius, cuja composição fitoquímica tem sido amplamente pesquisada, é amplamente utilizado em aplicações etnofarmacêuticas, incluindo na medicina tradicional indiana e chinesa.[15] Várias partes da Acanthus ilicifolius têm sido utilizadas no tratamento da asma, diabetes, lepra, hepatite, mordidas de cobra e artrite reumatoide.[16]
As folhas de Acanthus ebracteatus, conhecidas pelas suas propriedades antioxidantes dos seus polifenóis e fenóis naturais, são utilizadas para fazer chá de ervas na Tailândia e na Indonésia.[17]
Entre muitas outras, as seguintes espécies são usadas como plantas medicinais (seleção):
- Acanthus mollis[18]
- Andrographis paniculata
- Baphicacanthus cusia[18]
- Hydrophila spinosa
- Justicia gendarussa (sin.: Gendarussa vulgaris)[18]
- Justicia procumbens[18]
- Justicia adhatoda (sin.: Justicia vasica)
- Peristrophe japonica[18]
Sistemática e filogenia
[editar | editar código]A família Acanthaceae foi descrita pela primeira vez em 1789 por Antoine Laurent de Jussieu com o nome Acanthi.[19] O género-tipo é Acanthus L..[20] São sinónimos taxonómicos para Acanthaceae Juss. os seguintes taxa: Avicenniaceae Miq., Justiciaceae Raf., Mendonciaceae Bremek., Meyeniaceae Sreem., Nelsoniaceae Sreem. e Thunbergiaceae Lilja.[1] A família Acanthaceae pertence à ordem Lamiales.[1][21][4]
A etimologia do nome Acanthaceae assenta no nome genérico de Acanthus, o género tipo da família. O termo 'acanthus' tem origem no grego clássico akanthos ('espinho'), devido à presença de espinhos macios nas espécies daquele género.
As espécies ocorrem nas regiões florestais das regiões holártica, paleártica, neártica, Capensis e Australis. As espécies ocorrem desde as zonas temperadas até às tropicais, sendo que a maioria das espécies é nativa dos trópicos. Os centros de biodiversidade são o sub-reino Indomalaio, a África, o Brasil e a América Central.[8][5]
Desde a primeira classificação abrangente das Acanthaceae, publicada em 1847 por Christian Gottfried Nees,[22] foram apresentadas algumas revisões importantes para esta família.
Numa dessas revisões, Gustav Lindau, em 1895, dividiu a família nas subfamílias Mendoncioideae, Thunbergioideae, Nelsonioideae e Acanthoideae.[23] Criticamente, Mendoncioideae, Thunbergioideae e Nelsonioideae não possuem frutos retinaculados, sendo essa a característica que marca a distinção que permitiu classificar Acanthaceae numa família que inclui os clados com frutos não retinaculados e outra que os exclui, distinção que em parte ainda persiste.
Noutra revisão, Cornelis Eliza Bertus Bremekamp, em 1965, apresentou uma classificação das Acanthaceae que diferia da de Lindau, pois as suas Acanthaceae excluíam géneros que não possuíam frutos retinaculados.[24] Em consequência, colocou a subfamília Nelsonioideae dentro de Scrophulariaceae, classificou Thunbergiaceae e Mendonciaceae como famílias distintas e dividiu a sua Acanthaceae em dois grupos (Acanthoideae e Ruelloideae) com base na presença ou ausência de cistólitos, caules articulados, antenas monotecadas e pólen colpado.
Num estudo sobre a família publicado em 2000,[25] foram considerados como integrando a família 221 géneros, agrupados em cinco grupos principais dentro da Acanthaceae sensu stricto (ou seja, aqueles que possuem frutos retinaculados), o que é equivalente à Acanthoideae Link sensu Lindau 1895. Desses 221 géneros, 201 foram colocados em sete táxons infrafamiliares de Acanthaceae, deixando apenas 20 sem classificação (em incertae sedis).
No entendimento atual das Acanthaceae, as Acanthaceae sensu stricto incluem apenas os clados com frutos retinaculados (ou seja, os agrupamentos Acantheae, Barlerieae, Andrographideae, Whitfieldeae, Ruellieae e Justiceae), enquanto Acanthaceae sensu lato inclui esses clados, bem como Thunbergioideae, Nelsonioideae e o género Avicennia.[26]
Avicennia, um género de árvores de mangal, tradicionalmente classificado na família Verbenaceae ou na sua própria família, Avicenniaceae, foi incluído na família Acanthaceae pelo Angiosperm Phylogeny Group com base em estudos de filogenética molecular que demonstram a sua associação com esta família.[27]
Filogenia
[editar | editar código]Nos últimos anos, foram realizadas muitos estudos, utilizando dados moleculares e fósseis, sobre a datação e distribuição da linhagem Acanthaceae e Lamiales, embora ainda permaneça alguma ambiguidade.
Num estudo de 2004 sobre a datação filogenética molecular de plantas com flor do grupo das asterídeas, os investigadores estimaram 106 milhões de anos (MA) para a linhagem ancestral das Lamiales, 67 MA para a linhagem ancestral das Acanthaceae e 54 MA para o grupo coroa das Acanthaceae (ou seja, a idade das linhagens existentes comuns com a família).[28]
Aquelas estimativas são mais antigas do que as que foram obtidas com base em fósseis que podem ser atribuídos com segurança às Lamiales, que datam do meio do Eoceno, aproximadamente 48-37 milhões de anos atrás.[29] Os registos fósseis que fornecem palinomorfos que comprovam definitivamente a existência das Acanthaceae são conhecidos desde o Mioceno superior, sendo os mais antigos de há cerca de 22 milhões de anos.[30]
As Acanthaceae apresentam o conjunto dos caracteres reprodutivos reunidos em estrutura exclusiva - a flor - cuja evolução é um dos principais fatores que determinaram o sucesso desse agrupamento, que constitui o grupo basal, ou seja, aquele que origina os demais, revelando maior número de caracteres plesiomorfos (primitivos). Faz parte da subclasse Asteridae, onde estão reunidas as famílias com os caracteres mais avançados da divisão Magnoliophyta.
| Caracteres plesiomorfos (primitivos). | Caracteres apomorfos (avançados). | |
| Plantas | regiões tropicais, lenhosas, terrestres | regiões temperadas, trepadeiras, herbáceas, aquáticas, parasitas |
| Estípulas | presentes | ausentes. |
| Folhas | espiraladas, simples | verticiladas, compostas |
| Flores | hermafroditas, solitárias, diclamídeas, actinomorfas, hipóginas, períginas, pétalas livres | unissexuais, inflorescências, aclamídeas, monoclamídeas, zigomorfas, epíginas, pétalas unidas |
| Partes florais | espiraladamente imbricadas | verticiladas |
| Perianto | indiferenciado | diferenciado em cálice e corola |
| Carpelos | muitos e livres | poucos e unidos |
| Estames | muitos, livres e laminares. | poucos, unidos, diferenciados em antera, filete e conectivo. |
| Placentação | laminar | marginal com um carpelo basal, axilar, parietal. |
| Pólen | Monoaperturado | tri ou poliaperturado |
Subfamílias e tribos e sua distribuição
[editar | editar código]A família Acanthaceae está dividida em quatro subfamílias,[31] com pelo menos seis tribos e 229 a 250 géneros[32][21] e de 3 500 a 4 600 espécies:
- Subfamília Acanthoideae Link: São, na sua maioria, plantas herbáceas. Apresentam, geralmente, bracteolas vistosas. A sua distribuição é mundial – existem cerca de dez géneros no Novo Mundo e cerca de dez géneros no Velho Mundo. Nesta subfamília, os frutos em cápsula são pedunculados. A subfamília Acanthoideae é dividida em seis tribos e contém cerca de 217 a 237 géneros com mais de 3 220 espécies:
- Tribo Acantheae: Os quatro estames possuem apenas uma teca. Contém cerca de 20 a 21 géneros e cerca de 500 espécies.[33]:
- No Velho Mundo: possuem corolas com dois lábios. Existem cerca de dez géneros:
- Acanthopsis Harvey: As cerca de 64 espécies ocorrem na Capensis.
- Acanthus L. (sin.: Acanthodus Raf.): Contém 20 a 25 espécies, que ocorrem em regiões tropicais a subtropicais do Velho Mundo: Europa Meridional, África, sul da Ásia, Arquipélago Malaio e Australásia.
- Achyrocalyx R.Benoist: As apenas três espécies ocorrem apenas em Madagáscar.
- Blepharis Juss.: As cerca de 130 espécies estão distribuídas desde África, passando pela Península Arábica, até ao sul da Ásia e ao Sudeste Asiático.
- Crossandra Salisbury: As 50 a 52 espécies estão distribuídas pela África, Madagáscar, Península Arábica e Subcontinente Indiano.
- Crossandrella C.B.Clarke: As duas únicas espécies são comuns na África tropical.
- Cynarospermum Vollesen: Contém apenas uma espécie:
- Cynarospermum asperrimum (Nees) Vollesen: Originária da Índia.
- Sclerochiton Harvey: As 18 espécies estão distribuídas desde as regiões tropicais até à África Austral.
- Stenandriopsis S.Moore: Até agora, as espécies pertenciam ao género Stenandrium Nees. As 17 espécies estão distribuídas pela África e Madagáscar.
- Streptosiphon Mildbr.: Contém apenas uma espécie:
- Streptosiphon hirsutus Mildbr.: Apenas ocorre na Tanzânia.
- No Novo Mundo: possuem corolas com um única bordo. Existem cerca de dez géneros:
- Aphelandra R.Br.: As cerca de 180 espécies estão distribuídas desde o México até ao Peru, Bolívia e Argentina.
- Cyphacanthus Leonard: Contém apenas uma espécie:
- Cyphacanthus atopus Leonard: Ocorre na Colômbia.
- Encephalosphaera Lindau: As três espécies são comuns no Brasil, Colômbia, Equador e Peru.
- Geissomeria Lindl.: As cerca de 15 espécies estão distribuídas na Neotropis, principalmente no Brasil.
- Holographis Nees: As cerca de 16 espécies estão distribuídas pelo México.
- Neriacanthus Benth.: As cinco espécies estão distribuídas pelo Panamá, Colômbia, Venezuela, Equador e Peru, e uma espécie (Neriacanthus purdieanus) ocorre na Jamaica.
- Orophochilus Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Orophochilus stipulaceus Lindau: Ocorre apenas no Peru.
- Rhombochlamys Lindau: As duas espécies só existem na Colômbia.
- Salpixantha Hook.: Contém apenas uma espécie:
- Salpixantha coccinea Hook.: Só ocorre na Jamaica.
- Stenandrium Nees: As 40 a 50 espécies estão distribuídas na Flórida e no Texas, na Argentina e nas ilhas das Caraíbas.
- No Velho Mundo: possuem corolas com dois lábios. Existem cerca de dez géneros:
- Tribo Andrographidae:
- Contém cerca de sete géneros com aproximadamente 75 espécies:
- Andrographis Wall. ex Nees (sin.: Haplanthoides H.W.Li, Haplanthus Nees): As cerca de 20 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical e subtropical, incluindo:
- Andrographis paniculata (Burm.f.) Wall. ex Nees
- Cystacanthus T.Anderson
- Diotacanthus Benth.
- Graphandra J.B.Imlay: Contém apenas uma espécie:
- Graphandra procumbens J.B.Imlay:Apenas na Tailândia.[34]
- Gymnostachyum Nees: As cerca de 30 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical.
- Haplanthodes Kuntze: As cerca de quatro espécies ocorrem na Índia.[34]
- Phlogacanthus Nees: As cerca de 15 espécies estão distribuídas pela Indomalésia.[34]
- Andrographis Wall. ex Nees (sin.: Haplanthoides H.W.Li, Haplanthus Nees): As cerca de 20 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical e subtropical, incluindo:
- Contém cerca de sete géneros com aproximadamente 75 espécies:
- Tribo Barlerieae:
- Contém cerca de doze géneros com aproximadamente 420 espécies:
- Acanthura Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Acanthura mattogrossensis Lindau: Ocorre no Brasil.[34]
- Barleria L.: As 80 a 120 a 300 espécies estão distribuídas nas regiões tropicais da África e da Ásia, com uma espécie no Neotropis.
- Barleriola Oerst.: As cerca de seis espécies ocorrem nas ilhas das Caraíbas.[34]
- Borneacanthus Bremek.: As cerca de seis espécies ocorrem apenas em Bornéu.[34]
- Boutonia DC.: Contém apenas uma espécie:
- Boutonia cuspidata DC.: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Chroesthes Benoist: As apenas três espécies estão distribuídas na China, Vietname, Laos, Mianmar, Tailândia e Malésia.[6]
- Crabbea Harv. (sin.: Acanthostelma Bidgood & Brummitt, Golaea Chiov.): As cerca de 16 espécies estão distribuídas pela África.[34][35]
- Hulemacanthus S.Moore: As únicas uma a três espécies ocorrem apenas na Nova Guiné.[34]
- Lasiocladus Bojer ex Nees: As cerca de cinco espécies ocorrem em Madagáscar.[34]
- Lepidagathis Willd.: Contém cerca de 100 espécies em regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo, principalmente na região paleotropical.
- Pericalypta Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Pericalypta biflora Benoist: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Schaueriopsis Champl. & I.Darbysh.: Contém apenas uma espécie:
- Schaueriopsis variabilis Champl. & I.Darbysh.: Ocorre nas florestas da bacia oriental do rio Congo, no leste da República Democrática do Congo.[36]
- Acanthura Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Contém cerca de doze géneros com aproximadamente 420 espécies:
- Tribo Justicieae: Contém cerca de 104 géneros com mais de 2 000 espécies:[37]
- Subtribo Diclipterinae Nees: Contém cerca de nove géneros (seleção):
- Dicliptera Juss.: Contém cerca de 150 espécies.
- Hypoestes Sol. ex R.Br.: As cerca de 150 espécies estão distribuídas pelo Velho Mundo.
- Subtribo Isoglossinae: Contém dez géneros:
- Brachystephanus Nees (inclui Oreacanthus Benth.): As cerca de 24 espécies estão distribuídas pela África tropical e Madagáscar.
- Conocalyx Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Conocalyx laxus Benoist: Ocorre em Madagáscar.
- Forcipella Baill.: As cerca de cinco espécies só existem em Madagáscar.
- Isoglossa Oerst. (inclui Strophacanthus Lindau): As cerca de 50 espécies estão distribuídas pela África, Península Arábica, Madagáscar e Ásia.
- Populina Baill.: As duas espécies só existem em Madagáscar.
- Ptyssiglottis T.Anderson: As cerca de 33 espécies estão distribuídas desde o Sudeste Asiático até à Papuásia.
- Kalbreyeriella Lindau: As apenas três espécies estão distribuídas pela América Central e Colômbia.
- Razisea Oerst.: As cinco espécies estão distribuídas desde o México até à América Central e Colômbia.
- Sphacanthus Benoist: As duas espécies só existem em Madagáscar.
- Stenostephanus Nees (incluindo Cylindrosolenium Lindau, Habracanthus Nees, Hansteinia Oerst., Kalbreyeracanthus Wassh., Syringidium Lindau): As cerca de 82 espécies estão distribuídas do México à Bolívia.
- Não classificado numa subtribo (em incertae sedis):
- Afrofittonia Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Afrofittonia silvestris Lindau: Ocorre na região tropical da África Ocidental.[34]
- Ambongia Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Ambongia perrieri Benoist: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Angkalanthus Balf. f.: Contém apenas uma espécie:
- Angkalanthus oligophylla Balf. f.: Esta espécie endémica ocorre apenas em Socotra.[34]
- Anisacanthus Nees: As cerca de oito espécies estão distribuídas desde os EUA até ao México.[34]
- Anisotes Nees: As cerca de 19 espécies estão distribuídas pela África tropical e Madagáscar.[34]
- Aphanosperma T.F.Daniel: Contém apenas uma espécie:
- Aphanosperma sinaloensis (Leonard & Gentry) T.F.Daniel: Originária do noroeste do México.
- Ascotheca Heine: Contém apenas uma espécie:
- Ascotheca paucinervia (C.B.Clarke) Heine:Ocorre na África Ocidental tropical.[34]
- Asystasia Blume: As cerca de 40 a 70 espécies estão distribuídas em regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo, por exemplo:
- Asystasia gangetica (L.) T.Anderson
- Ballochia Balf. f: Existem três espécies em Socotra.[34]
- Calycacanthus K.Schum.: Contém apenas uma espécie:
- Calycacanthus magnusianus K.Schum.: Ocorre na Nova Guiné.[34]
- Carlowrightia A.Gray: As cerca de 25 espécies estão distribuídas desde os EUA até à Costa Rica.[34]
- Celerina Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Celerina seyrigii Benoist: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Cephalacanthus Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Cephalacanthus maculatus Lindau: Ocorre no Peru.[34]
- Chalarothyrsus Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Chalarothyrsus amplexicaulis Lindau: Ocorre no México.[34]
- Chamaeranthemum Nees (sin.: Chameranthemum Nees): As cerca de quatro espécies estão distribuídas na região neotropical.[34]
- Chileranthemum Oerst.: As duas únicas espécies ocorrem no México.[34]
- Chlamydocardia Lindau: As cerca de quatro espécies estão distribuídas pela África Ocidental tropical.[34]
- Chlamydostachya Mildbr.: Contém apenas uma espécie:
- Chlamydostachya spectabilis Mildbr.: Ocorre na região tropical da África Oriental.[34]
- Chorisochora Vollesen: Das apenas três espécies, uma espécie ocorre na África Austral e duas espécies ocorrem apenas em Socotra.[34]
- Clinacanthus Nees: As apenas três espécies estão distribuídas pela Ásia.
- Clistax Mart.: As duas espécies são comuns no Brasil.[34]
- Codonacanthus Nees: As duas únicas espécies estão distribuídas pela Ásia Oriental e Meridional.
- Cosmianthemum Bremek.: As cerca de dez espécies estão distribuídas pelo Sudeste Asiático, especialmente em Bornéu.
- Cyclacanthus S.Moore: As cerca de 15 espécies estão distribuídas pelo continente asiático, das quais cerca de oito espécies ocorrem na China.[6]
- Danguya Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Danguya pulchella Benoist: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Dasytropis Urb.: Contém apenas uma espécie:
- Dasytropis fragilis Urb.: Ela ocorre no leste de Cuba em rochas de serpentinite.[34]
- Dichazothece Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Dichazothece cylindracea Lindau: Ocorre no leste do Brasil.[34]
- Dicladanthera F.Muell.: As duas espécies estão distribuídas na parte ocidental da Austrália.[34]
- Dicliptera Juss. (sin.: Diapedium K.D.Koenig): As cerca de 100 espécies estão distribuídas pelas regiões tropicais e temperadas em todo o mundo.
- Filetia Miq.: As cerca de oito espécies ocorrem em Sumatra e na Península Malaia.[34]
- Fittonia Coem.: As apenas duas espécies ocorrem no Peru.[34]
- Glossochilus Nees: As duas espécies estão distribuídas na África Austral.[34]
- Graptophyllum Nees: As cerca de dez espécies estão distribuídas pela Austrália e pelo sudoeste do Pacífico.[34]
- Gypsacanthus E.J.Lott et al.: Contém apenas uma espécie:
- Gypsacanthus nelsonii E.J.Lott et al.: Ocorre no México.[34]
- Harpochilus Nees: As três espécies estão distribuídas no Brasil.[34]
- Henrya Nees: As duas únicas espécies são comuns na América Central.[34]
- Herpetacanthus Nees: As cerca de dez espécies estão distribuídas desde o Panamá até ao Brasil.[34]
- Hoverdenia Nees: Contém apenas uma espécie:
- Hoverdenia speciosa Nees: Ocorre no México.[34]
- Ichthyostoma Hedrén & Vollesen: Contém apenas uma espécie:
- Ichthyostoma thulinii Hedrén & Vollesen: Ocorre no sudeste da Etiópia e na Somália.[34]
- Isotheca Turrill: Contém apenas uma espécie:
- Isotheca alba Turrill: Apenas ocorre em Trinidad.[34]
- Jadunia Lindau: Uma ou duas espécies ocorrem apenas na Nova Guiné.[34]
- Juruasia Lindau: As duas espécies são comuns no Brasil.[34]
- Justicia L. (sin.: Adatoda Adans., Adhatoda Mill., Calophanoides Ridley, Ecbolium Kuntze non Kurz, Gendarussa Nees, Mananthes Bremekamp, Rhaphidospora Nees, Rostellaria Nees non C.F.Gaertner, Rostellularia Reichenb.): Contém cerca de 600 a 700 espécies (incluindo Beloperone e Jacobinia; não é monofilética) em regiões tropicais e temperadas em todo o mundo, das quais 43 espécies na China,[6] entre as quais:
- Kudoacanthus Hosok.: Contém apenas uma espécie:
- Kudoacanthus albonervosa Hosokawa: Ocorre apenas em Taiwan. É conhecida apenas por algumas amostras; cresce em florestas tropicais sempre-verdes, a altitudes entre 600 e 700 metros.[6]
- Leptostachya Nees: Contém apenas uma espécie:
- Leptostachya wallichii Nees: Muito comum na Ásia tropical.
- Linariantha B.L.Burtt & R.M.Sm.: Contém apenas uma espécie:
- Linariantha bicolor B.L.Burtt & R.M.Sm.: Ocorre no Bornéu.
- Mackaya Harv.: As apenas três espécies apresentam uma distribuição disjunta na região do Himalaia e na África do Sul.
- Marcania J.B.Imlay: Contém apenas uma espécie:
- Marcania grandiflora J.B.Imlay: Ocorre na Tailândia.[34]
- Megalochlamys Lindau: As cerca de três espécies ocorrem no sudoeste de África e na Península Arábica.[34]
- Megalostoma Leonard: Contém apenas uma espécie:
- Megalostoma viridescens Leonard: Ocorre na América Central.[34]
- Megaskepasma Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Megaskepasma erythrochlamys Lindau: Ocorre na América Central.[34]
- Melittacanthus S.Moore: Contém apenas uma espécie:
- Melittacanthus divaricatus S.Moore: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Metarungia Baden: As apenas três espécies estão distribuídas em África.[34]
- Mexacanthus T.F.Daniel: Contém apenas uma espécie:
- Mexacanthus macvaughii T.F.Daniel: Ocorre no oeste do México.[34]
- Mirandea Rzed.: As cerca de seis espécies estão distribuídas pelo México.[34]
- Monechma Hochst.: As cerca de 14 espécies ocorrem em África, Arábia, Índia e Malásia.
- Monothecium Hochst.: As apenas três espécies estão distribuídas desde a África tropical até ao sul da Índia.[34]
- Odontonema Nees: As cerca de 26 espécies estão distribuídas na região neotropical.[34]
- Oplonia Raf.: As cerca de 19 espécies estão distribuídas na região neotropical e em Madagáscar.[34]
- Pachystachys Nees: As cerca de onze espécies estão distribuídas na região neotropical.[34]
- Pachystachys lutea Nees: Do Peru e do norte do Brasil.
- Pelecostemon Leonard: Contém apenas uma espécie:
- Pelecostemon trianae Leonard: Ocorre na Colômbia.[34]
- Peristrophe Nees: As cerca de 40 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical e subtropical, África e Madagáscar.
- Phialacanthus Benth.: As cerca de cinco espécies estão distribuídas desde o Himalaia até à Península Malaia.[34]
- Phidiasia Urb.: Contém apenas uma espécie:
- Phidiasia lindavii Urb.: Ocorre em Cuba.
- Podorungia Baill.: As cerca de cinco espécies só existem em Madagáscar.[34]
- Poikilacanthus Lindau: As cerca de seis espécies estão distribuídas na região neotropical.[34]
- Pranceacanthus Wassh.: Contém apenas uma espécie:
- Pranceacanthus coccineus Wassh.: Ocorre na região amazónica do Brasil.[34]
- Pseuderanthemum Radlk.: Contém cerca de 50 espécies com distribuição pantropical.
- Pseudodicliptera Benoist: As duas espécies só existem em Madagáscar.[34]
- Psilanthele Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Psilanthele eggersii Lindau: Ocorre no Equador.[34]
- Pulchranthus V.M.Baum et al.: As quatro espécies são comuns na América do Sul.[34]
- Rhinacanthus Nees: As cerca de 25 espécies estão distribuídas em regiões tropicais e subtropicais da África e da Ásia.
- Ritonia Benoist: As apenas três espécies ocorrem apenas em Madagáscar.[34]
- Rungia Nees: As cerca de 50 espécies estão distribuídas pelas regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Entre elas:
- Rungia klossii S.Moore
- Ruspolia Lindau: As cerca de quatro espécies estão distribuídas pela África tropical.[34]
- Ruttya Harv.: As cerca de três espécies ocorrem em África, Madagáscar e no Iémen.[34]
- Salpinctium T.J.Edwards: As até três espécies estão distribuídas na África Austral. Às vezes, também são classificadas como Asystasia.[38]
- Samuelssonia Urb. & Ekman: Contém apenas uma espécie:
- Samuelssonia verrucosa Urb. & Ekman: Só ocorre em Hispaniola.[34]
- Sapphoa Urb.: As duas espécies só existem em Cuba.[34]
- Schaueria Nees: As cerca de oito espécies estão distribuídas pelo Brasil.[34]
- Sebastiano-schaueria Nees: Contém apenas uma espécie:
- Sebastiano-schaueria oblongata Nees: Ocorre no Brasil.[34]
- Spathacanthus Baill.: As cerca de três espécies estão distribuídas pela América Central.[34]
- Sphinctacanthus Benth.: Contém apenas uma espécie:
- Sphinctacanthus griffithii (T.Anderson) Benth.: Está presente desde o nordeste da Índia até Mianmar.[34]
- Streblacanthus Kuntze: As cerca de sete espécies estão distribuídas pela América Central.[34]
- Tessmanniacanthus Mildbr.: Contém apenas uma espécie:
- Tessmanniacanthus chlamydocardioides Mildbr.: Só encontrada no leste do Peru.[34]
- Tetramerium Nees: As cerca de 28 espécies estão distribuídas pela América Central.[34]
- Thysanostigma J.B.Imlay: As duas espécies ocorrem no sul da Tailândia e na Península Malaia.[34]
- Trichaulax Vollesen: Contém apenas uma espécie:
- Trichaulax mwasumbii Vollesen: Ocorre no Quénia e na Tanzânia.
- Trichocalyx Balf. f.: As duas espécies são endémicas de Socotrá.[34]
- Vavara Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Vavara breviflora Benoist: Ocorre em Madagáscar.[34]
- Wuacanthus Y.F.Deng, N.H.Xia & H.Peng: Foi criada em 2016 e contém apenas uma espécie:[39]
- Wuacanthus microdontus (W.W.Sm.) Y.F.Deng, N.H.Xia & H.Peng (sin.: Justicia microdonta W.W.Smith, Mananthes microdonta (W.W.Smith) C.Y Wu & C.C.Hu): Ocorre em altitudes entre 800 e 1200 metros nas províncias chinesas de Sichuan e Yunnan.[39]
- Xerothamnella C.T.White: As duas espécies estão distribuídas na Austrália oriental.[34]
- Yeatesia Small: As cerca de três espécies ocorrem no sul dos EUA até ao nordeste do México.[34]
- Afrofittonia Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Subtribo Diclipterinae Nees: Contém cerca de nove géneros (seleção):
- Tribo Ruellieae: Os dois lóbulos do estigma são desiguais:
- Contém 44 a 48 géneros com (750 a) cerca de 1200 espécies (seleção):[40][41][42]
- Acanthopale C.B.Clarke: As 7 a 15 espécies estão distribuídas pelos trópicos do Velho Mundo.[34]
- Apassalus Kobuski: As cerca de três espécies ocorrem no sudeste dos EUA e nas ilhas das Caraíbas.[34]
- Bravaisia DC.: As apenas três espécies estão distribuídas desde o México até a Colômbia e Venezuela, passando pela América Central e Cuba.[43]
- Brillantaisia P.Beauv.: Contém cerca de 20 espécies que ocorrem em África e Madagáscar.[34]
- Brunoniella Bremek.: As cerca de seis espécies estão distribuídas pela Austrália, Nova Guiné e Nova Caledónia.[34]
- Calacanthus T.Anderson ex Benth. & Hook. f.: Contém apenas uma espécie:
- Calacanthus grandiflorus (Dalz.) Radlk.: Ocorre na Indomalésia.[34]
- Dischistocalyx T.Anderson ex Benth. & Hook. f.: As cerca de 20 espécies estão distribuídas pela África.[34]
- Duosperma Dayton: As cerca de 26 espécies estão distribuídas pela África.[34]
- Dyschoriste Nees: As cerca de 50 espécies prosperam desde as regiões subtropicais até às tropicais.
- Echinacanthus Nees: As cerca de quatro espécies estão distribuídas pela Índia, Butão, Nepal, China (três espécies) e Vietname.[6]
- Epiclastopelma Lindau: As duas únicas espécies são comuns na África Oriental tropical.[34]
- Eranthemum L. (sin.: Daedalacanthus T.Anderson, Pigafetta Adans., Upudalia Raf.): As cerca de 15 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical e subtropical.
- Eremomastax Lindau: Contém apenas uma a três espécies.
- Hemigraphis Nees: As cerca de 39 espécies ocorrem no sudeste asiático tropical e nas ilhas Nansei.
- Heteradelphia Lindau: As duas únicas espécies são comuns na África Ocidental tropical.[34]
- Hygrophila R.Br. (sin.: Adenosma Nees non R. Br., Asteracantha Nees, Cardanthera Buchanan-Hamilton ex Benth. & J.D.Hook., Hemiadelphis Nees, Kita A.Chev., Nomaphila Blume, Physichilus Nees, Polyechma Hochstetter, Santapaua N.P.Balakrishnan & K.Subramanyam, Synnema Bentham, Tenoria Dehnhardt & Giordano non Sprengel): As cerca de 100 espécies estão amplamente distribuídas em regiões tropicais e subtropicais. São frequentemente plantas aquáticas ou de regiões pantanosas.
- Ionacanthus Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Ionacanthus calcaratus Benoist: Só ocorre em Madagáscar.[34]
- Kosmosiphon Lindau: Contém apenas uma espécie:
- Kosmosiphon azureus Lindau: Ocorre na África Ocidental tropical.[34]
- Leptosiphonium F.Muell.: As cerca de 10 espécies ocorrem na Papua.[34]
- Louteridium S.Watson: As cerca de dez espécies estão distribuídas desde o México até à América Central.[34]
- Mellera S.Moore: As quatro a cinco espécies estão distribuídas em África.[34]
- Mimulopsis Schweinf.: As cerca de 30 espécies estão distribuídas pela África e Madagáscar.[34]
- Pararuellia Bremek.: As cerca de dez espécies estão distribuídas pelo Sudeste Asiático e pela China (cinco espécies).[6]
- Petalidium Nees: As cerca de 35 espécies estão distribuídas pela África, Himalaia e Caraíbas.[34]
- Phaulopsis Willd.: As cerca de 22 espécies estão distribuídas pela África tropical, Ásia oriental e meridional, bem como pelo Sudeste Asiático.
- Physacanthus Benth.: As cerca de cinco espécies estão distribuídas pela África tropical.[34]
- Ruellia L. (sin.: Alvarezia Pav. ex Nees, Aphragmia Nees, Aporuellia C.B.Clarke, Arrhostoxylum Mart. ex Nees, Benoicanthus Heine & A.Raynal, Blechum P.Browne, Copioglossa Miers, Cryphiacanthus Nees, Cyrtacanthus Mart. ex Nees, Dipteracanthus Nees, Dizygandra Meisn., Endosiphon T.Anderson ex Benth. & Hook. f., Eurychanes Nees, Eusiphon Benoist, Fabria E.Mey., Gymnacanthus Nees, Gymnacanthus Oerst., Holtzendorffia Klotzsch & H.Karst. ex Nees, Larysacanthus Oerst., Lychniothyrsus Lindau, Micraea Miers, Neowedia Schrad., Nothoruellia Bremek. & Nann.-Bremek., Ophthalmacanthus Nees, Pattersonia J.F.Gmel., 8Pentstemonacanthus Nees, Pseudoruellia Benoist, Salpingacanthus S.Moore, Sclerocalyx Nees, Scorodoxylum Nees, Siphonacanthus Nees, Solaenacanthus Oerst., Spirostigma Nees, Stemonacanthus Nees, Stenoschista Bremek., Stephanophysum Pohl, Tacoanthus Baill., Tremacanthus S.Moore): As cerca de 350 espécies estão amplamente distribuídas pelas regiões temperadas a tropicais do Velho e do Novo Mundo.[44][40]
- Ruelliopsis C.B.Clarke: As duas ou três espécies existentes estão distribuídas por África.[34]
- Sanchezia Ruiz & Pav.: Contém cerca de 60 espécies distribuídas pela região neotropical, com maior concentração na parte norte dos Andes.[43]
- Satanocrater Schweinf.: Apenas quatro espécies são comuns na África Oriental tropical (Etiópia, Quénia, Somália), e uma espécie também se estende até à África Ocidental tropical.[45]
- Sautiera Decne.: Contém apenas uma espécie:
- Sautiera tinctorum Decne.: Esta espécie endémica ocorre apenas na ilha de Timor.[34]
- Strobilanthes Blume: As 250 a 400 espécies estão distribuídas pela Ásia tropical, das quais cerca de 128 espécies ocorrem na China.[6]
- Strobilanthopsis S.Moore: As cerca de cinco espécies estão distribuídas pela África tropical.[34]
- Suessenguthia Merxm.: As cerca de seis espécies ocorrem nos Andes do Peru e da Bolívia.[34]
- Trichanthera Kunth: As duas espécies estão distribuídas no norte da América do Sul.[34]
- Trichosanchezia Mildbr.: Contém apenas uma espécie:
- Trichosanchezia chrysothrix Mildbr.: Só é encontrada no leste do Peru.[34]
- Zygoruellia Baill.: Contém apenas uma espécie:
- Zygoruellia richardii Baill.: Só ocorre em Madagáscar.[34]
- Contém 44 a 48 géneros com (750 a) cerca de 1200 espécies (seleção):[40][41][42]
- Tribo Whitfieldieae Bremek. ex Reveal:[46]
- Contém cerca de oito géneros com cerca de 31 espécies, distribuídas pela África tropical e Madagáscar:
- Camarotea Scott-Elliot: Contém apenas uma espécie:
- Camarotea romiensis Scott-Elliot: Ocorre em Madagáscar.
- Chlamydacanthus Lindau (por vezes em Theileamea Baill.): As cerca de quatro espécies estão distribuídas pela África Oriental tropical e Madagáscar.
- Forcipella Baill.: As cerca de cinco espécies só existem em Madagáscar.
- Lankesteria Lindl.: As cerca de sete espécies estão distribuídas pela África tropical e Madagáscar.
- Leandriella Benoist: As duas espécies só existem em Madagáscar.
- Theileamea Baill. (por vezes em Chlamydacanthus Lindau): Contém apenas uma espécie:
- Theileamea rupestris Baill.: Ocorre em Madagáscar.
- Vindasia Benoist: Contém apenas uma espécie:
- Vindasia virgata Benoist: Ocorre em Madagáscar.
- Whitfieldia Hook. (sin.: Leiophaca Lindau, Pounguia Benoist, Stylarthropus Baill.): As cerca de dez espécies estão distribuídas pela África tropical.
- Camarotea Scott-Elliot: Contém apenas uma espécie:
- Contém cerca de oito géneros com cerca de 31 espécies, distribuídas pela África tropical e Madagáscar:
- Não classificado numa tribo (incertae sedis):
- Neuracanthus Nees (sin.: Leucobarleria Lindau): Das cerca de 32 espécies, 18 estão distribuídas pelo continente africano, com a maior biodiversidade na África Oriental e Nordeste. Na Península Arábica existem quatro espécies, em Madagáscar existem seis espécies e na Ásia tropical, da Índia ao Vietname, existem quatro espécies.[31]
- Tribo Acantheae: Os quatro estames possuem apenas uma teca. Contém cerca de 20 a 21 géneros e cerca de 500 espécies.[33]:
- Subfamília Nelsonioideae (Nees) Sreemadhavan (sin.: Nelsoniaceae Sreemadhavan):[47]
- Contém apenas (quatro a) seis a sete géneros tropicais com cerca de 170 espécies:
- Anisosepalum E.Hossain: As cerca de três espécies estão distribuídas pela África Central.
- Elytraria Michx.: As cerca de cinco espécies estão distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais.
- Gynocraterium Bremek. (Anteriormente, ela fazia parte do género Staurogyne Wall.): Contém apenas uma espécie:
- Gynocraterium guianense Bremek.: Anteriormente, era conhecida apenas na Guiana e no Suriname, mas também ocorre na Guiana Francesa e nos estados brasileiros do Amazonas e do Pará.
- Nelsonia R.Br.: As cinco espécies, no máximo, estão amplamente distribuídas na África tropical, Ásia, Austrália e América do Sul. Elas também são neófitas em muitas regiões.
- Ophiorrhiziphyllon Kurz: Com até 5 espécies. (Anteriormente, estava integrada no género Staurogyne Wall.).
- Saintpauliopsis Staner (Anteriormente, ela fazia parte do género Staurogyne Wall.): Contém apenas uma espécie:
- Saintpauliopsis lebrunii Staner: Ocorre apenas em Madagáscar, nas províncias de Antsiranana, Fianarantsoa e Toamasina.
- Staurogyne Wall. (sin.: Ebermaiera Nees): Contém cerca de 140 espécies com distribuição pantropical.
- Contém apenas (quatro a) seis a sete géneros tropicais com cerca de 170 espécies:
- Subfamília Thunbergioideae Kosteletzky (sin.: Mendonciaceae Bremekamp, Thunbergiaceae Lilja): São, na sua maioria, plantas trepadeiras herbáceas. Não têm folhas de suporte, mas apresentam frequentemente brácteas vistosas.
- Contém cerca de cinco géneros com (150 a) 170 espécies, distribuídas principalmente na região neotropical, África e Madagáscar, com alguns poucos taxa presentes do Sudeste Asiático até à Malásia.
- Anomacanthus R.D.Good: Contém apenas uma espécie:
- Anomacanthus congolanus (De Wild. & T.Durand) Brummitt: É comum na África tropical e em Madagáscar.
- Mendoncia Vand.: As cerca de 60 espécies estão distribuídas na região neotropical, em África e em Madagáscar.[34]
- Meyenia Nees: Contém apenas uma espécie:
- Meyenia hawtayneana (Wall.) Nees: Ocorre na Índia e no Sri Lanka.
- Pseudocalyx Radlk.: As cerca de oito espécies estão distribuídas pela África tropical.
- Thunbergia Retz.: As mais de 100 espécies estão distribuídas na região paleotropical. Algumas espécies são neófitas em muitas áreas tropicais e são consideradas plantas invasoras.
- Anomacanthus R.D.Good: Contém apenas uma espécie:
- Contém cerca de cinco géneros com (150 a) 170 espécies, distribuídas principalmente na região neotropical, África e Madagáscar, com alguns poucos taxa presentes do Sudeste Asiático até à Malásia.
- Subfamília Avicennioideae Miers (sin.: Avicenniaceae Endl.):
- Contém apenas um género com oito espécies. São árvores de mangue principalmente nos trópicos, mas chegam até às latitudes temperadas:
-
Tribo Justicieae: Justicia brandegeana (sin.: Beloperone guttata), utilizada como planta de interior.
-
Subfamília Thunbergioideae: Thunbergia alata, uma planta trepadeira herbácea, cujas variedades são utilizadas como plantas ornamentais.
Géneros
[editar | editar código]O número de géneros na família Acanthaceae tem vindo a variar ao longo do tempo em função da circunscrição taxonómica do agrupamento e da análise filogenética das espécies, cujos resultados levara am que múltiplos géneros fossem sinonimizados e alguns segregados. A base de dados taxonómicos PlantList considera existirem 242 géneros reconhecidos atualmente;[48] a base da Germplasm Resources Information Network aceita 217 géneros;[49] Em julho de 2025, o Plants of the World Online listava 208 géneros.[50] A APWeb listava em novembro de 2025 um total de 4 605 espécies em 191 géneros repartidos por 10 tribos e quatro subfamílias.[3]
- Acanthopale C.B.Clarke
- Acanthopsis Harv.
- Acanthostelma Bidgood & Brummitt – sinónimo de Crabbea
- Acanthura Lindau – sinónimo de Lepidagathis
- Acanthus L.
- Achyrocalyx Benoist - sinónimo de Stenandriopsis
- Aechmanthera – synonym of Strobilanthes
- Adhatoda Mill. – sinónimo de Justicia
- Afrofittonia Lindau
- Ambongia Benoist
- Ancistranthus Lindau
- Andrographis Wall. ex Nees
- Angkalanthus Balf.f.
- Anisacanthus Nees
- Anisosepalum E.Hossain
- Anisostachya Nees
- Anisotes Nees
- Anomacanthus R.D.Good
- Apassalus Kobuski –sinónimo de Dyschoriste
- Aphanandrium Lindau
- Aphanosperma T.F.Daniel
- Aphelandra R.Br. (incluindo A. squarrosa)
- Aphelandrella Mildbr. – sinónimo de Aphelandra
- Ascotheca Heine
- Asystasia Blume
- Asystasiella Lindau – sinónimo de Asystasia
- Avicennia L.
- Aymoreana Braz, T.F.Daniel & Kiel
- Ballochia Balf.f.
- Barleria L.
- Barleriola Oerst
- Benoicanthus Heine & A.Raynal – sinónimo de Ruellia
- Blechum P.Browne – sinónimo de Ruellia
- Blepharis Juss.
- Borneacanthus Bremek.
- Boutonia DC.
- Brachystephanus Nees
- Bravaisia DC.
- Brillantaisia P.Beauv.
- Brunoniella Bremek.
- Calacanthus T.Anderson ex Benth. & Hook.f.
- Calophanoides (C.B.Clarke) Ridl. – sinónimo de Justicia
- Calycacanthus K.Schum.
- Camarotea Scott-Elliot
- Carlowrightia A.Gray (wrightwort)
- Celerina Benoist
- Cephalacanthus Lindau
- Cephalophis Vollesen
- Chalarothyrsus Lindau
- Chamaeranthemum Nees
- Championella Bremek. – sinónimo de Strobilanthes
- Champluviera I.Darbysh., T.F.Daniel & Kiel
- Chileranthemum Oerst.
- Chlamydacanthus Lindau
- Chlamydocardia Lindau
- Chlamydostachya Mildbr. – sinónimo de Anisotes
- Chorisochora Vollesen
- Chroesthes Benoist
- Clinacanthus Nees
- Clistax Mart.
- Codonacanthus Nees
- Conocalyx Benoist
- Corymbostachys Lindau – sinónimo de Anisostachya
- Cosmianthemum Bremek.
- Crabbea Harv.
- Crossandra Salisb.
- Crossandrella C.B.Clarke
- Cuenotia Rizzini
- Cyclacanthus S.Moore
- Cylindrosolenium Lindau – sinónimo de Stenostephanus
- Cynarospermum Vollesen
- Cyphacanthus Leonard
- Dactylostegium Nees sinónimo de Dicliptera
- Danguya Benoist – sinónimo de Anisotes
- Dasytropis Urb.
- Dianthera L. (sinónimos: Amphiscopia, Centrilla, Diplanthera, Jungia)
- Diceratotheca J.R.I.Wood & Scotland
- Dichazothece Lindau
- Dicladanthera F.Muell.
- Dicliptera Juss. (Foldwing)
- Didyplosandra Wight ex Bremek. – sinónimo de Strobilanthes
- Dipteracanthus Nees – sinónimo de Ruellia
- Dinteracanthus C.B.Clarke ex Schinz
- Dischistocalyx T.Anderson ex Benth. & Hook.f.
- Dolichostachys Benoist
- Drejera Nees – sinónimo de Thyrsacanthus
- Drejerella Lindau – sinónimo de Justicia
- Duosperma Dayton
- Dyschoriste Nees
- Ecbolium Kurz
- Echinacanthus Nees
- Elytraria Michx.
- Encephalosphaera Lindau – sinónimo de Aphelandra
- Epiclastopelma Lindau – sinónimo de Mimulopsis
- Eranthemum L.
- Eremomastax Lindau
- Eusiphon Benoist – sinónimo de Ruellia
- Filetia Miq.
- Fittonia Coem.
- Forcipella Baill.
- Forsythiopsis Baker – sinónimo de Oplonia
- Geissomeria Lindl. – sinónimo de Aphelandra
- Glossochilus Nees
- Golaea Chiov. – sinónimo de Crabbea
- Graphandra J.B.Imlay
- Graptophyllum Nees
- Gymnophragma Lindau
- Gymnostachyum Nees
- Gynocraterium Bremek. – sinónimo de Staurogyne
- Gypsacanthus E.J.Lott et al.
- Haplanthodes Kuntze
- Haplanthus Nees
- Harpochilus Nees
- Hemiadelphis Nees – sinónimo de Hygrophila
- Hemigraphis Nees
- Henrya Nees
- Herpetacanthus Nees
- Heteradelphia Lindau
- Holographis Nees
- Hoverdenia Nees
- Hulemacanthus S.Moore
- Hygrophila R.Br.
- Hypoestes (inclui Periestes)
- Ichthyostoma Hedrén & Vollesen
- Ionacanthus Benoist – sinónimo de Mellera
- Isoglossa Oerst.
- Isotheca Turrill
- Jadunia Lindau
- Juruasia Lindau – sinónimo de Herpetacanthus
- Justicia L. (justicia)
- Kalbreyeriella Lindau – sinónimo de Stenostephanus
- Kenyacanthus I.Darbysh. & Kiel
- Kosmosiphon Lindau
- Kudoacanthus Hosok.
- Lankesteria Lindl.
- Lasiocladus Bojer ex Nees
- Leandriella Benoist
- Lepidagathis Willd.
- Leptosiphonium F.Muell.
- Leptostachya Nees
- Liberatia Rizzini
- Linariantha B.L.Burtt & R.M.Sm.
- Lophostachys Pohl – sinónimo de Lepidagathis
- Louteridium S.Watson
- Lychniothyrsus Lindau – sinónimo de Ruellia
- Mackaya Harv.
- Marcania J.B.Imlay
- Mcdadea E.A.Tripp & I.Darbysh.
- Megalochlamys Lindau
- Megalostoma Leonard – sinónimo de Justicia
- Megaskepasma Lindau
- Meiosperma Raf.
- Melittacanthus S.Moore
- Mellera S.Moore
- Mendoncia Vand.
- Metarungia Baden
- Mexacanthus T.F.Daniel
- Meyenia Nees
- Mimulopsis Schweinf.
- Mirandea Rzed.
- Monechma Hochst. – sinónimo de Meiosperma
- Monothecium Hochst.
- Morsacanthus Rizzini
- Nelsonia R.Br.
- Neohallia Hemsl. – sinónimo de Justicia
- Neriacanthus Benth.
- Neuracanthus Nees
- Nicoteba Lindau
- Odontonema Nees
- Ophiorrhiziphyllon Kurz – sinónimo de Staurogyne
- Oplonia Raf.
- Oreacanthus Benth. – sinónimo de Brachystephanus
- Orophochilus Lindau – sinónimo de Aphelandra
- Pachystachys Nees
- Pachystrobilus Bremek. – sinónimo de Strobilanthes
- Pararuellia Bremek. & Nann.-Bremek.
- Pelecostemon Leonard – sinónimo de Justicia
- Pentstemonacanthus Nees – sinónimo de Ruellia
- Perenideboles Ram.Goyena – sinónimo de Megaskepasma
- Pericalypta Benoist
- Peristrophe Nees – sinónimo de Dicliptera
- Petalidium Nees
- Phaulopsis Willd.
- Phialacanthus Benth.
- Phidiasia Urb. – sinónimo de Odontonema
- Phlogacanthus Nees
- Physacanthus Benth.
- Podorungia Baill.
- Pogonospermum Hochst.
- Poikilacanthus Lindau
- Polylychnis Bremek.
- Populina Baill.
- Pranceacanthus Wassh.
- Pseudacanthopale Benoist
- Pseuderanthemum Radlk.
- Pseudocalyx Radlk.
- Pseudodicliptera Benoist
- Pseudoruellia Benoist – sinónimo de Ruellia
- Psilanthele Lindau
- Psiloesthes Benoist
- Ptyssiglottis T.Anderson
- Pulchranthus V.M.Baum et al.
- Pupilla Rizzini – sinónimo de Justicia
- Razisea Oerst. – sinónimo deStenostephanus
- Rhaphidospora Nees
- Rhinacanthus Nees
- Rhombochlamys Lindau – sinónimo de Aphelandra
- Ritonia Benoist
- Rostellularia Rchb.
- Ruellia L.
- Ruelliopsis C.B.Clarke
- Rungia Nees
- Ruspolia Lindau
- Ruttya Harv.
- × Ruttyruspolia A.Meeuse & de Wet (Ruspolia × Ruttya)
- Saintpauliopsis Staner
- Salpinctium T.J.Edwards – sinónimo de Asystasia
- Salpixantha Hook.
- Samuelssonia Urb. & Ekman
- Sanchezia Ruiz & Pav.
- Santapaua N.P.Balakr. & Subr. – sinónimo de Hygrophila
- Sapphoa Urb.
- Satanocrater Schweinf.
- Sautiera Decne. – sinónimo de Dyschoriste
- Schaueria Nees
- Schaueriopsis Champl. & I.Darbysh.
- Schwabea Endl. – incertae sedis
- Sclerochiton Harv.
- Sebastiano-schaueria Nees
- Sericospora Nees – incertae sedis
- Siphonoglossa Oerst. – sinónimo de Justicia
- Spathacanthus Baill.
- Sphacanthus Benoist
- Sphinctacanthus Benth.
- Spirostigma Nees – sinónimo de Ruellia
- Stachyacanthus Nees
- Standleyacanthus Leonard – sinónimo de Herpetacanthus
- Staurogyne Wall. (incluindo S. repens)
- Steirosanchezia Lindau – sinónimo de Sanchezia
- Stenandriopsis S.Moore
- Stenandrium Nees
- Stenostephanus Nees
- Stenothyrsus C.B.Clarke
- Streblacanthus Kuntze
- Streptosiphon Mildbr.
- Strobilanthes Blume (Strobilanthes hamiltoniana, Strobilanthes dyeriana)
- Strobilanthopsis S.Moore
- Styasasia S.Moore – sinónimo de Asystasia
- Suessenguthia Merxm.
- Symplectochilus Lindau
- Synchoriste Baill. – sinónimo de Lasiocladus
- Tabascina Baill.
- Taeniandra Bremek. – sinónimo de Strobilanthes
- Tarphochlamys Bremek. – sinónimo de Strobilanthes
- Teliostachya Nees –sinónimo de Lepidagathis
- Tessmanniacanthus Mildbr.
- Tetramerium Nees
- Theileamea Baill. – sinónimo de Chlamydacanthus
- Thunbergia Retz.
- Thyrsacanthus Moric.
- Thysanostigma J.B.Imlay
- Tremacanthus S.Moore – sinónimo de Ruellia
- Triaenanthus Nees – sinónimo de Strobilanthes
- Trichanthera Kunth
- Trichaulax Vollesen
- Trichocalyx Balf.f.
- Trichosanchezia Mildbr.
- Ulleria Bremek. – sinónimo de Ruellia
- Vavara Benoist
- Vindasia Benoist
- Warpuria Stapf – sinónimo de Podorungia
- Whitfieldia Hook.
- Wuacanthus Y.F.Deng, N.H.Xia & H.Peng
- Xantheranthemum Lindau
- Xerothamnella C.T.White
- Xylacanthus Aver. & K.S.Nguyen
- Yeatesia Small (Bractspike)
- Zygoruellia Baill.[51]
O seguinte género foi movidos para outra família por razões filogenéticas:
- Thomandersia Baill. → Thomandersiaceae[52][53]
Distribuição no Brasil
[editar | editar código]No Brasil ocorrem 41 gêneros com 432 espécies. A família ocorre nas seguintes regiões:
- Norte: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins;
- Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe;
- Centro-oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso;
- Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo;
- Sul: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
Tem como domínios fitogeográficos a Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal.
A família Acanthaceae se encontra na lista de espécies da flora brasileira ameaçada de extinção, com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo, assim reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente. Juntamente com as outras famílias listadas ameaçadas de extinção, as espécies estão sujeitas às restrições previstas na legislação em vigor e sua coleta, para quaisquer fins, será efetuada apenas mediante autorização do órgão ambiental competente.
Ver também
[editar | editar código]Referências
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Galeria
[editar | editar código]Bibliografia
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Fontes
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- Die Familie der Acanthaceae, die Familie der Avicenniaceae, die Familie der Nelsoniaceae und die Familie der Thunbergiaceae bei DELTA von L. Watson & M. J. Dallwitz. (Abschnitte Beschreibung und Verbreitung)
- Lucinda A. McDade, Carrie Kiel, Erin Tripp: Acanthaceae, 2009: Eintrag beim Tree of Life Projekt. (Abschnitte Beschreibung und Systematik)
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- Lucinda A. McDade, Thomas F. Daniel, Carrie A. Kiel: Toward a comprehensive understanding of phylogenetic relationships among lineages of Acanthaceae s.l. (Lamiales). In: American Journal of Botany, Volume 95, Issue 9, September 2008, S. 1136–1152. doi:10.3732/ajb.0800096
Ligações externas
[editar | editar código]- Tree of Life Acanthaceae
- Family Acanthaceae Flowers in Israel.
- Acanthaceae in BoDD – Botanical Dermatology Database
- «Informação sobre Lamiales - Angiosperm Phylogeny Website» (em inglês)
- «Chave de identificação de famílias de angiospérmicas» (em inglês)
- «Imagens e descrição de famílias de angiospérmicas - segundo sistema Cronquist» (em inglês)
- «Lista de gêneros e sinônimos da família Acanthaceae» (em inglês). em APweb Sítio oficial APG II
- «Familia Acanthaceae na Flora Digital de Portugal. Jardim Botânico UTAD»
- Maria Amelia Vitorino da Cruz-Barros. «Palinotaxonomia das Acanthaceae das regiões Sul e Sudeste do Brasil»
- Vilar, Thaísa Sales. «Acanthaceae Juss. no Distrito Federal, Brasil»
- «Atlas of the Acanthaceae of East Africa (Atlas da Acanthaceae da África Oriental)» (em inglês)
- Acanthaceae em Flora do brasil
- ACANTHACEAE em Centro de Estudos Ambientais e PaisagísticosPesquisa botânica e prática profissional
- Acantaceas
- Tulbaghia violacea
- «Acanthaceae». Tropicos. Missouri Botanical Garden. 42000303
- Taxon in Suchmaske eingeben in der Flora do Brasil.
- Acanthaceae bei Botany Department der University of Hawaii.
- Erin Tripp, Ryan Stanfield: Acanthaceae Online Resource.
- Busca por Acanthaceae na Lista Vermelha das espécies ameaçadas da IUCN.

