Oxalidaceae

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A família Oxalidaceae  pertence à ordem Oxalidales que está incluída no clado monofilético das eudicotiledôneas, dentro das Angiospermas (plantas com flor). As plantas desta família frequentemente acumulam ácido oxálico e oxalato em seus tecidos, o que leva à etimologia de seu nome, que significa “azedo” em grego.[1]

Como ler uma infocaixa de taxonomiaOxalidaceae
Oxalis arborea

Oxalis arborea
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Espermatófitas
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicotiledôneas
Clado: Fabídeas
Ordem: Oxalidales
Família: Oxalidaceae

Morfologia[2][1][editar | editar código-fonte]

Domínios e estados de ocorrência no Brasil[3][editar | editar código-fonte]

Ocorrem em todos os estados das cinco regiões do Brasil e são encontradas nos seguintes domínios fitogeográficos: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Espécies[editar | editar código-fonte]

A família é composta por aproximadamente 800 espécies, em 6 gêneros.

No Brasil, encontram-se 3 gêneros: Averrhoa L. (que inclui biribiris e carambolas), Biophytum DC. e Oxalis L., sendo que este último agrega a maioria das espécies conhecidas, que são comumente referidas como “trevinhos”, “trevos” ou “azedinhas”.[4] (Não confundir as Oxalis com as espécies do gênero Marsilea, que são plantas aquáticas ou de ambientes alagáveis, cujas folhas possuem quatro folíolos (conhecidas como trevos-de-quatro-folhas). Diferentemente das Oxalis, que é uma Spermatophyta, as Marsilea são plantas vasculares sem sementes (Monilophytas), situadas no clado das samambaias leptosporangiadas, Polypodiopsida.[1]).

Averrhoa L.[5][editar | editar código-fonte]

De origem naturalizada. Árvores pequenas, encontradas na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

Biophytum DC.[6][editar | editar código-fonte]

De origem nativa. Arbustivas, encontradas na Amazônia e na Mata Atlântica.

  • Biophytum casiquiarense R.Knuth
  • Biophytum castum G.Don
  • Biophytum columbianum R.Knuth
  • Biophytum dendroides DC.
  • Biophytum ferrugineum Rusby,
  • Biophytum mimosoides G.Don
  • Biophytum peruvianum R.Knuth
  • Biophytum somnians (Mart. & Zucc.) R.Knuth
  • Biophytum soukupii Lourteig

Oxalis L.[7][editar | editar código-fonte]

De origem nativa. Arbustivas, herbáceas ou subarbustivas, encontradas na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Flor de Oxalis latifolia Kunth. Foto tirada em São Carlos-SP

Este gênero inclui algumas espécies comestíveis, consideradas plantas alimentícias não convencionais (PANC).[8]

Folha trifoliolada característica de Oxalis L.
  • Oxalis alata Mart. ex Zucc.
  • Oxalis alstonii Lourteig
  • Oxalis alvimii Lourteig,
  • Oxalis aptera Zucc. ex Progel
  • Oxalis arachnoidea Progel
  • Oxalis areolata Taub.
  • Oxalis artemioides Fiaschi
  • Oxalis articulata Savigny
  • Oxalis barrelieri L.
  • Oxalis bela-vitoriae Lourteig
  • Oxalis bifrons Progel
  • Oxalis bipartita A.St.-Hil.
  • Oxalis bisecta Norlind
  • Oxalis blackii Lourteig
  • Oxalis brasiliensis G.Lodd.
  • Oxalis caesariata Lourteig
  • Oxalis calcicola Fiaschi
  • Oxalis calva Progel
  • Oxalis cerradoana Lourteig
  • Oxalis ciliata Spreng.
  • Oxalis clausenii Lourteig
  • Oxalis colatinensis Fiaschi
  • Oxalis confertissima A.St.-Hil.
  • Oxalis conorrhiza Jacq.
  • Oxalis cordata A.St.-Hil.
  • Oxalis corniculata L.
  • Oxalis cratensis Oliv. ex Hook.
  • Oxalis cytisoides Mart. ex Zucc.
  • Oxalis debilis Kunth
  • Oxalis densifolia Mart. & Zucc. ex Zucc.
  • Oxalis diamantinae Knuth
  • Oxalis divaricata Mart. ex Zucc.
  • Oxalis doceana Lourteig
  • Oxalis eriocarpa DC.
  • Oxalis erosa Knuth
  • Oxalis floribunda Lehm.
  • Oxalis frutescens L.
  • Oxalis fruticosa Raddi
  • Oxalis gardneriana Progel
  • Oxalis geralensis Knuth
  • Oxalis glaucescens Norlind,
  • Oxalis goyazensis Turcz.
  • Oxalis grisea A.St.-Hil. & Naudin
  • Oxalis hedysarifolia Raddi
  • Oxalis hepatica Norlind
  • Oxalis hirsutissima Mart. & Zucc.
  • Oxalis hispidula Zucc.
  • Oxalis hyalotricha Lourteig
  • Oxalis impatiens Vell.
  • Oxalis irreperta Lourteig
  • Oxalis juruensis Diels
  • Oxalis kollmannii Fiaschi
  • Oxalis kuhlmannii Lourteig
  • Oxalis lasiopetala Zucc.
  • Oxalis latifolia Kunth,
  • Oxalis leptopodes G.Don
  • Oxalis lespedezioides G.Don
  • Oxalis linarantha Lourteig
  • Oxalis mandioccana Raddi
  • Oxalis monochasiata Fiaschi
  • Oxalis mucronulata Norlind
  • Oxalis myriophylla A.St.-Hil.
  • Oxalis neuwiedii Zucc.
  • Oxalis niederleiniana Hieron. ex Knuth
  • Oxalis niederleinii Knuth
  • Oxalis nigrescens A.St.-Hil.
  • Oxalis odonellii Lourteig
  • Oxalis paludosa A.St.-Hil.
  • Oxalis paranaensis Lourteig
  • Oxalis perdicaria (Molina) Bertero
  • Oxalis physocalyx Zucc. ex Progel
  • Oxalis pilulifera Progel
  • Oxalis polymorpha Mart. ex Zucc.
  • Oxalis potamophila Lourteig
  • Oxalis praetexta Progel
  • Oxalis pretoensis Lourteig
  • Oxalis psoraleoides Kunth
  • Oxalis puberula Nees & Mart.
  • Oxalis pyrenea Taub.
  • Oxalis refracta A.St.-Hil.,
  • Oxalis renifolia Knuth
  • Oxalis rhombeo-ovata A.St.-Hil.
  • Oxalis riparia Norlind
  • Oxalis roselata A.St.-Hil.
  • Oxalis rupestris A.St.-Hil.
  • Oxalis sarmentosa Zucc.
  • Oxalis sellowiana Zucc.
  • Oxalis sellowii Spreng.
  • Oxalis sepium A.St.-Hil.
  • Oxalis serpens A.St.-Hil.
  • Oxalis suborbiculata Lourteig
  • Oxalis subvillosa Norlind
  • Oxalis telmatica Lourteig
  • Oxalis tenerrima Knuth
  • Oxalis triangularis A.St.-Hil.
  • Oxalis umbraticola A.St.-Hil.
  • Oxalis veadeirosensis Lourteig

Relações filogenéticas[9][10][editar | editar código-fonte]

Oxalidaceae se encontra na Ordem Oxalidales, essa ordem é composta por sete famílias, Brunelliaceae, Cephalotaceae, Connaraceae, Cunoniaceae, Elaeocarpaceae, Huaceae (considerado grupo irmão de Oxalidaceae), alem de Oxalidaceae, devido a caracteres morfológicos e moleculares.

A ordem Oxalidales, por sua vez, se situa no clado das Fabídeas (Fabids), que inclui também as seguintes ordens: Fagales, Cucurbitales, Fabales, Rosales, Malpighiales (grupo irmão das Oxalidales), Zygophyllales e Celastrales. As Fabídeas, juntamente com as Malvídeas, compreendem o grupo das Rosídeas.

Estado de Conservação[editar | editar código-fonte]

Não há registro de espécies brasileiras de Oxalidaceae ameaçadas de extinção. [11]Todavia, há 6 espécies sul-americanas incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, apresentadas na tabela abaixo:

Lista de espécies ameaçadas da América do Sul
Espécie Situação Local
Biophytum heinrichsae R.Knuth [12] Vulnerável VU Equador
Oxalis chachahuensis Alfonso, Prina & Muiño [13] Em perigo EN Argentina
Oxalis ecuadorensis R.Knuth [14] Em perigo EN Equador
Oxalis norlindiana R.Knuth [15] Criticamente em perigo CR Equador
Oxalis pennelliana R.Knuth [16] Em perigo EN Equador
Oxalis rufescens Turcz. [17] Vulnerável VU Equador

Importância econômica [1][editar | editar código-fonte]

Possui frutos comestíveis com a carambola (Averrhoa carambola L) e tubérculos (Oxalis tuberosa), também são utilizadas em ornamentação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Simpson, M.G. (2010). Plant Systematics 2º edição ed. Amsterdam: Elsevier 
  2. JUDD, W. S., CAMPBELL, C. S., KELLOGG, E. A., STEVENS, P. F., & DONOGHUE, M. J. (2009). Sistemática vegetal 3° ed. ed. [S.l.: s.n.] 
  3. «Oxalidaceae in Flora do Brasil 2020 em construção». Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 23 de outubro de 2017 
  4. Abreu, Maria Carolina; Carvalho, Reginaldo; Sales, Margareth Ferreira (2008). Oxalis L. (Oxalidaceae) no Estado de Pernambuco, Brasil. Acta Botanica Brasilica, 22(2). [S.l.: s.n.] pp. 399–416 
  5. Abreu, M.C. de; Fiaschi, P. (2015). «Oxalidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil». Jardim Botânico do Rio de Janeiro 
  6. Abreu, M.C. de; Fiaschi, P. (2015). «Oxalidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil». Jardim Botânico do Rio de Janeiro 
  7. Abreu, M.C. de; Fiaschi, P. (2015). «Oxalidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil.». Jardim Botânico do Rio de Janeiro 
  8. Kinupp, V.F.; Lorenzi, H. (2014). Plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. Guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. São Paulo: [s.n.] 
  9. «Angiosperm Phylogeny Website». www.mobot.org. Consultado em 1 de novembro de 2017 
  10. Magallon, S., Vargas, P. 2014. Eudicotyledons The Greatest Flower Diversity in Angiosperms. In: Vargas, P. & Zardoya, R., eds. The tree of life: evolution and classification of living organisms. Sunderland: Sinauer Associates, 157–166.
  11. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2017-3. <www.iucnredlist.org>. Downloaded on 07 December 2017.
  12. Quintana, C. & Pitman, N. 2004. Biophytum heinrichsae. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T45533A11003601. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T45533A11003601.en. Downloaded on 07 December 2017.
  13. Alfonso, G.L. & Prina, A. 2008. Oxalis chachahuensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2008: e.T133715A3874863. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2008.RLTS.T133715A3874863.en. Downloaded on 07 December 2017.
  14. Quintana, C. & Pitman, N. 2004. Oxalis ecuadorensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T45534A11003647. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T45534A11003647.en. Downloaded on 07 December 2017.
  15. Quintana, C. & Pitman, N. 2004. Oxalis norlindiana. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T45535A11003693. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T45535A11003693.en. Downloaded on 07 December 2017.
  16. Quintana, C. & Pitman, N. 2004. Oxalis pennelliana. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T45536A11003739. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T45536A11003739.en. Downloaded on 07 December 2017.
  17. Quintana, C. & Pitman, N. 2004. Oxalis rufescens. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T45537A11003785. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T45537A11003785.en. Downloaded on 07 December 2017.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]