Operação Ave de Rapina

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Foi uma investigação de combate à corrupção amplamente divulgada no estado de Santa Catarina deflagrada na manhã do dia 12 de novembro de 2014 pela Polícia Federal do Brasil com o apoio do Ministério Público de Santa Catarina que teve por objetivo desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública do Município de Florianópolis e teve como alvo agentes públicos dos poderes executivo, legislativo e empresários envolvidos em vendas de projetos de lei, fraude em licitação e fraude em contratos que causaram prejuízos de aproximadamente R$ 30 milhões de reais aos cofres públicos municipais da cidade de Florianópolis.

As investigações comprovaram a existência de esquemas de corrupção inseridos na Câmara de Vereadores, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e Fundação Cultural Franklin Cascaes.

A Investigação[editar | editar código-fonte]

A investigação realizada pela Polícia Federal foi dividida em 3 nuances investigativos[1][2]:

  1. Arregimentação de empresários por parte de integrantes do legislativo municipal para que esses empresários fossem beneficiados em projetos de lei;
  2. Fraudes em licitações e o desvio de recursos públicos dentro da Fundação Cultural Franklin Cascaes que era utilizada como balcão de negócios para os acertos das fraudes. Constatou-se que empresários especializados em eventos festivos e culturais fraudavam licitações, também com a participação ativa de agentes públicos de Florianópolis, através do recebimento de informações privilegiadas relativas às empresas concorrentes e orientações de como proceder para fraudar o certame, com consequente desvio/apropriação de recursos públicos.
  3. Apelidada como "Máfia dos Radares" [3] empresas especializadas em radares e lombadas eletrônicas simulavam concorrência em licitações com o apoio de servidores para garantir a elaboração de contratos com o poder público. Em troca, pagavam mensalmente propina aos integrantes da organização criminosa.

CPI dos Radares[editar | editar código-fonte]

Foi uma Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pela Câmara de Vereadores de Florianópolis, fruto das investigações deflagradas pela Polícia Federal para investigar fraudes nos contratos entre a Prefeitura da capital e empresas que operam o sistema de fiscalização eletrônica em Florianópolis.

Membros:

  • Presidente - Vanderlei Farias (PDT)
  • Relator - Ricardo Camargo Vieira
  • Sub relator - Deglaber Goulart (PMDB)
  • Membro - Pedro de Assis Silvestre (PP)
  • Membro - Edmilson Pereira Junior (PSB)

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